Arquivos | janeiro, 2012

CfP CATaC¹12 – Cultural Attitudes towards Technology and Communication

31 jan

CATaC¹12 (Cultural Attitudes towards Technology and Communication) ­ Call for Papers, Panel Proposals
Conference theme: Beyond the digital/cultural divide: in/visibility and new media.

The conference will take place June 18-20, 2012, at Aarhus University, Aarhus, Denmark. A pre-conference field trip will help us explore local sites of historical and contemporary significance in the development and deployment of diverse communication technologies. The conference dinner will feature some of the best of new Scandinavian cuisine at Nordens Folkekøkken,
Aarhus http://www.nordensfolkekokken.dk/.

Keynote speakers
* Dr. Rasha Abdullah (Associate Professor and Chair of the Journalism & Mass
Communication Department, The American University in Cairo). Provisional
title: ³Lessons from Egypt: the roles and limits of social media in
political activism and transformation.²

* Dr. Randi Markussen (Associate Professor and Head of Group, ³Technologies
in Practice,² IT University of Copenhagen).  Provisional title: ³E-Voting
and Public Control of Elections.²

The biennial CATaC conference series, begun in 1998, has become a premier international forum for current research on the complex interactions between culturally-variable norms, practices, and communication preferences, and interaction with the design, implementation and use of information and communication technologies (ICTs).   CATaC has been ranked by the Australian Research Council among the top 20% of conferences in terms of international impact and significance.

Our 2012 conference, as the title suggests, begins with the recognition that the ongoing issues and challenges clustering around digital divides – often involving mutually reinforcing cultural divides – extends beyond classic and stubborn problems of access to new media and communication technologies. Additional submissions are encouraged that address further conference
points of emphasis:

- Theoretical and practical approaches to analyzing ‘culture’
- New layers of imaging and texting interactions fostering and/or
threatening cultural diversity
- Impact of mobile technologies on privacy and surveillance
- Gender, sexuality and identity issues in social networks
- Cultural diversity in e-learning and/or m-learning
- Culturally-variable approaches to online identity management/creation,
privacy, trust Copyright and intellectual property rights: recent
developments, culturally-variable future directions
- Culturally-variable responses to commodification in online environments

For further details on conference themes and topics, please see the
conference website, <catacconferences.org>.

Both short (3-5 pages) and long (10-15 pages) original papers are sought for presentation.  Panel proposals addressing a specific theme or topic are also encouraged.

IMPORTANT DATES:
Submission of papers (short or full), panel proposals: 17 February 2012
Notification of acceptance: 16 March 2012
Final formatted papers (for conference proceedings): 19 April 2012
Conference: 18-20 June 2012

Registration fees (including pre-conference field trip and conference
dinner)
Earlybird (until April 20, 2012):
Full: $515.00
Reviewer: $495.00
Author: $495.00
Author & Reviewer: $475.00
Student: $400.00
(After April 20, 2012, add $50.00)

The primary conference hotel is First Hotel Atlantic
(<http://www.firsthotels.com/Our-hotels/Hotels-in-Denmark/Aarhus/First-Hotel
-Atlantic/>)  Conference participants will receive a discounted rate for
accommodations.

Additional accommodations are also available: more details soon on the
conference website, along with further details regarding program, submission
and registration procedures, travel, etc.

We look forward to welcoming you to Aarhus next June!

Charles Ess (IMV, Aarhus University, Denmark), Chair
Fay Sudweeks (Professor Emerita, Murdoch University, Australia), honorary
chair
Herbert Hrachovec (University of Vienna, Austria)
Leah Macfadyen (University of British Columbia, Canada)
Jose Abdelnour Nocera (University of West London, UK)
Kenneth Reeder (University of British Columbia, Canada)
Ylva Hård af Segerstad (Gothenburg University, Gothenburg, Sweden)
Michele M. Strano (Bridgewater College, Virginia, USA)
Andra Siibak (University of Tartu, Estonia)
Maja van der Velden (University of Oslo)

Chamada para a Revista Contracampo. Dossiê Sociabilidades em Redes

22 jan

Está aberta a chamada para artigos da edição de número 24 da Contracampo – Revista do Programa de Pós-graduação em Comunicação/UFF. A edição reunirá, na seção Ensaios Temáticos, contribuições que reflitam em torno do tema Sociabilidades em redes. A noção de sociabilidade se refere a modos de interação, diálogo e interlocução entre sujeitos e grupos, conduzindo à ideia de que tais interações conformam identidades culturais e subjetividades. O foco da seção será refletir de que modo tais práticas se reconfiguram na contemporaneidade, atravessada pela centralidade da cultura midiatica e, mais especificamente pela era digital. Aceitaremos também submissões de Artigos de Temáticas Diversas ampliando com isso a circulação das investigações pertinentes ao campo da comunicação.

Prazo final de submissão de textos: 15 de março de 2012

 Toda a submissão deve ser feita através do site http://www.uff.br/contracampo/. Qualquer dúvida, entrar em contato através do email contracampo.uff@gmail.com
Marco Roxo e Mariana Baltar – editores, em nome da Equipe Editorial.

http://www.uff.br/contracampo/

Dialogando sobre mobilizações de fãs e anti-fãs – Parte I

21 jan

Na metade de 2011, eu e a colega Raquel Recuero tivemos um diálogo profícuo a respeito de fãs e anti-fãs e suas mobilizações via internet, sobretudo a partir de nossa percepção das estratégias de dominação dos Trending Topics (atual Trends) brasileiros do Twitter pelos fandoms, especialmente os fandoms do Restart, Luan Santana e das cantoras de axé (em eterna disputa). Esse tema nos motivou tanto que juntamente com minha orientanda de Mestrado, Camila Monteiro – cujo estudo de caso centra-se nas práticas de sociabilidade e estratégia de engajamento e combate aos anti-fãs  pelas fãs do Restart -  produzimos recentemente um artigo sobre o tema combinando métodos quantitativos e qualitativos de análise. O paper foi enviado para um congresso e, quando pudermos, discutiremos um pouco mais os resultados de nossa observação.

O diálogo abaixo foi escrito originalmente em inglês, pois será publicado num blog de pesquisa estrangeiro do qual a Raquel participa. Traduzi ele  porque achei que as discussões iniciais podem interessar a quem está pesquisando o tema (e não quer esperar pelo post em inglês ou pelo paper). O diálogo estava meio grande para um post, então dividi em duas partes. Segue a primeira delas:

Raquel Recuero: O Twitter tem sido utilizado pelos fãs brasileiros de uma maneira diferente do que tem sido utilizado pela maioria dos usuários. Enquanto a maioria das pessoas parece usar o Twitter como uma ferramenta informacional, os fãs parecem usá-la como uma ferramenta de mobilização, especialmente nos Trending Topics.Como você vê a apropriação do Twitter pelos fandoms? Como os fandoms se organizam para criar mobilizações impressionantes no Twittter (e não serem banidos)?

Adriana Amaral:  Acredito que os fãs brasileiros são muito criativos na apropriação dessas plataformas. Muito antes da internet, eles costumavam aprender formas de entrar em um hotel ou de estar em contato com os seus ídolos. Isso tem muito mais relação com as “personas” públicas do que com a música em si. O Brasil tem um “gosto”cultural por celebridades e fandoms de uma forma característica. É um comportamento cultural. Atualmente os fandoms estão aprendendo/”estudando” maneiras de criar mobilizações pelos seus ídolos adolescentes e utilizando as hashtags como uma espécie de construção de marca/ de gosto demarcando sua identidade como um adesivo em um caderno e também utilizando-a para atingir a visibilidade dos Trending Topics. Esses fandoms estão cientes a respeito das regras anti-spam e de bloqueio do Twitter, bem como das formas de escape. O processo de colocar a hashtag em todos os comentários/ tweets, mesmo que o conteúdo escrito no tweet não tenha nada a ver com a hashtag demonstra isso claramente (exemplo: “estou com fome, já volto #RestartnaEliana). Além disso, os fãs avisam uns aos outros a respeito da política de spam do Twitter. Para que isso seja evitando há um equilíbrio de twittagem entre os perfis individuais dos fãs e os perfis coletivos dos fandoms. Em relação às guerras com os anti-fãs, elas sempre existiram, acontecendo dentro de shows, lojas de música e de forma mais enfática nos fanzines e na mídia especializada como revistas de música (sobretudo nas seções de cartas dos leitores). Mas as diferenças estão nas dinâmicas e suas velocidades. Há uma compreensão crescente sobre esse tipo de dinâmica de mobilização através do Twitter ou do Facebook.

Outro ponto interessante foi a escolha pelo fandom da palavra “Família” (no caso do Restart essa auto-denominação do fandom se popularizou através da viralização de um vídeo que mostrava a insatisfação dos fãs por um show no qual fãs acabaram ficando de fora). Família é um termo carregado de significação que demonstra que a pessoa pertence ou está relacionada às outras por sangue ou por uma profunda relação, ou que vive na mesma casa ou que possui um ancestral em comum, como num clã. Para a química, família é constituída por um grupo de elementos que possuem as mesmas características. Então, a opção por utilizar esse termo é mais do que uma declaração, é a demonstração de um laço identitário que poderá ser motivo de constrangimento ou risada no futuro, mas é um laço identitário forte. Nesse caso específico é o poder dos “laços fortes da família do Fandom”contra os laços fortes de Granovetter.

Por outro lado, precisamos ser cautelosos e não ingênuos ao analisar esse poder emergente. Numa pesquisa realizada recentemente sobre fãs de bandas de happy rock gaúcho (Amaral & Amaral, 2011), eu e João Pedro descobrimos que os fãs estavam sendo engajados através de estratégias e hashtags criadas por uma agência de gerenciamento de imagem que os contactava através do Facebook. Assim, de um lado temos um processo de aprendizagem interessante a respeito do poder de mobilização das plataformas pelos fãs e por outro a percepção do valor disso por quem gerencia as estratégias digitais das bandas.

Os Trends do Brasil hoje (21/01/02) dominado por fãs e torcedores (fãs)

RR: Um efeito colateral do “poder do fandom” parece ser a emergência dos grupos de antifãs. Você concorda? Como você percebe a relação entre fãs e anti-fãs? As tecnologias (como o Twitter) aumentam as “Guerras dos Fãs”?

AA: Fãs e anti-fãs são dois lados da mesma moeda. A fama de um determinado artista sempre causa o efeito de criação de odiadores (haters). Uma das hashtags que os fãs estavam utilizando tem a ver diretamente com isso: #maisrespeitomenosinveja e está relacionada com duas categorias maniqueístas do comportamento humano. Onde quer que haja um fã, haverá um anti-fã ou hater, é parte da dinâmica. No Brasil, os torcedores/fãs de futebol são um exemplo sintomático. A diferença é que com o crescimento da popularização da internet no país, ambos os grupos (fãs e anti-fãs) tornam-se mais visíveis, bem como as possibilidades de arquivamento dessas discussões para pesquisas ou para objetivos mercadológicos. As apropriações e usos dessas redes como o Twitter amplificam esse tipo de engajamento.

Banner produzido por anti-fãs da saga Crepúsculo demarcando sua identidade

Mas há diferenças entre o fã e o anti-fã. Há uma questão de identidade que se revela através dessas guerras simbólicas no campo discursivo que estão relacionadas com o engajamento deles com a informação e com a interpretação e ressignificação de produtos comunicacionais como filmes, seriados, etc. O não-fã simplesmente não liga para um determinado artista ou franquia e, por conta disso, sua identidade se dá através da exclusão. Já o anti-fã constrói sua identidade (ou parte dela) pelo seu gosto “diferenciado”ou através da estratégia de mostrar as incoerências e mal-gosto do discurso dos fãs daquele produto (por exemplo, a saga Crepúsculo ou o cantor Michel Teló). De uma forma distorcida, o anti-fã é um tipo de fã, pois ele age de forma parecidamas com diferente nível de engajamento, muito menos organizado. O anti-fã também assiste, analisa, anota, avalia, classifica e gera significado sobre o conteúdo e produz conteúdo tanto quanto o fã, porém seu objetivo é diverso. Ele/ela quer “provar” o quanto o produto ou artista é ruim. Os anti-fãs demostram sua declaração de gosto para construir o seu não-pertencimento aquele grupo/tribo/subcultura, etc. É um empoderamento simbólico produzido atra’ves de práticas e discursos nos quais a identidade é demostrada a partir da oposição ao outro. Mas também não podemos assumir que todos os “haters”são anti-fãs. E há sempre aqueles que apenas querem “trollar”. No Brasil, a “trollagem” pode ser uma prática mais lúdica. E é nesse interstício que o fandom ganha novamente o seu poder (e atinge os Trending Topics por exemplo), porque os trolls, haters e anti-fãs não possuem a organização suficiente, são mais descentralizados e investem menos tempo.

CfP You, Me, User – Conference on User-Generated Culture

17 jan

Mais uma chamada que parece interessante. Recomendado para quem pesquisa sobre Conteúdo Gerado pelos Usuários. A dica veio através da lista da Aoir.

CALL FOR PAPERS

You, Me, User – Conference on User-Generated Culture
Friday 25, May – Saturday 26, May 2012 in Helsinki.

From social media to video games and from online fan production to machinima the phenomenon of user-generated culture has secured its position in the mainstream during the last few years. This shift has resulted from the blurring boundaries between media production and consumption as well as between professional and amateur authorship. The phenomenon is claimed to be characterized by collaboration, accessibility and democratic potential. During the You, Me, User Conference we approach the user-generated culture, or in other words, multiple situations where culture becomes modified, produced and distributed through everyday practices, social and new media.

The Finnish Society for Cinema Studies (SETS) invites presentations which explore the questions surrounding user-generated culture. The conference will bring together Finnish and international scholars of a wide range of relevant fields of studies. The conference will offer a chance to focus on a new and active field of study and is open to presentations from a wide spectrum.

Keynote speeches are delivered by David Buckingham and Frans Mäyrä.

Professor David Buckingham (Loughborough University) is a media education researcher.  He is especially interested in children’s and young people’s interactions with electronic media, consumer culture and civic participation. His most recent book is The Material Child: Growing Up in Consumer Culture (2011).

Professor Frans Mäyrä (University of Tampere) has focused on media culture, digital media and games. He leads an interdisciplinary research group on games study where game culture, players, their activities and gameplay experiences are approached. Mäyrä has published Introduction to Game Studies: Games in Culture (2008), for example.

We seek paper proposals from various fields, such as film, television, games, internet, music, art, literature etc. It is our intention to organize the symposium around questions, such as:
•    What is user-generated culture and how to conceptualize it?
•    Changes in the distribution channels of audiovisual media due to user-generated culture
•    Changes in the consumption of audiovisual media due to user-generated culture
•    Fan as an author?
•    How does user-generated culture blur the boundaries of production and consumption?
•    Politically, socially or culturally significant forms of user-generated culture.
•    Global and local implications of user-generated culture.
•    Does user-generated culture produce new forms of community?
•    Problems of control and copyright in user-generated culture.
•    Does user-generated culture produce new forms of community?

What are the problematic dimensions of user-generated culture (censorship, legal issues etc.)

Proposals including an abstract (max 300 words) and a short CV should be submitted to Conference Secretary Maija Uusitalo by email: amkuus@utu.fi by 19.2.2012 at latest. Notification of acceptance will be sent by 1.3.2012.

Organizers:  Finnish Society of Film Research in concert with National Audivisual Archive, Media Studies (University of Turku), Cinema and Television Studies (University of Helsinki), Aalto University, School of Communication, Media and Theatre (University of Tampere) and Koulukino.

More information:

http://sets.wordpress.com/user-generated-conference/

Twitter da Narcisa vira objeto de pesquisa de TCC

16 jan

mulheres ricas

No dia 02 de janeiro estreiou na TV Bandeirantes o reality show Mulheres Ricas, acompanhando “o cotidiano sem noção” de cinco peruas (desde lá estou assistindo o programa). O programa todo é muito caricato, das personagens à narrativa, passando pelas “beeshas chaveirinho” que são os assistentes de algumas delas, o figurino, os diálogos, etc. Tudo mais fake do que flor de plástico na sala daquela sua tia. E quem assiste algum programa desses esperando “realidade” ou “cultura” simplesmente não compreendeu as regras do jogo. O programa, assim como acontece todo o ano com o BBB, tem sido um dos mais comentados nos sites de redes sociais e se mantido nos Trending Topics constantemente, sobretudo, uma personagem já bastante conhecida do público: Narcisa Tamborindeguy, o que motivou a deixa para esse post.

Mesmo Narcisa sendo a personagem que menos aparece (Val, que já foi “escolhida”como “a vilã” por exemplo aparece o triplo de vezes), ela mantém uma torcida fiel e seu nome e outras hashtags relacionadas a ela – incentivadas por ela própria no seu perfil do Twitter – dominam os Trends durante o horário, além dos inúmeros RTs e comentários no Facebook e em outros sites. Narcisa é um personagem que rende e que, mesmo antes do programa já possuía uma construção identitária que estava entre o escancaradamente “fake” e o real com seus exageros e bordões por vezes beirando o estilo “Maria Antonieta”- na clássica frase a ela atribuída: “se não tem pão, que comam brioches” referindo-se ao povo francês que passava fome.

Bom, mas estou me desviando um pouco do meu ponto que era falar sobre o papel da construção dos personagens, que é e sempre foi central para o desenvolvimento de qualquer narrativa (literária, cinematográfica, etc). Em tempos de convergência, os personagens de um determinado produto de mídia/franquia são também aqueles que possibilitam níveis maiores ou menores de engajamento por parte dos fãs/atores sociais que investem seu tempo em consumir/comentar aquele programa. Dai a importância de se pesquisar e estudar as questões identitárias – que são o que, de certa forma, fundamentam na base a saga dos personagens – delineados nesse tipo de experiência comunicacional, sobretudo aquelas relacionadas ao entretenimento.

perfil narcisa

Assim, trabalhos que lidem com essas questões podem nos ajudar a compreender diferentes formas de consumo e maneiras de percebermos a maneira como se dá sua circulação e viralização nas redes. No semestre passado, tive o prazer de orientar um Trabalho de Conclusão de Curso que, de certa forma, observa competentemente com algumas dessas questões, e, inclusive têm o perfil “fake-real” de Narcisa como um dos seus objetos de análise: “A apropriação de identidade no ambiente virtual: uma abordagem sobre os perfis fakes do Twitter” de Dierli Mirelle dos Santos. O fenômeno dos fakes relacionados ao humor e a determinados memes tem sido uma das tônicas de maior atividade e popularidade do Twitter, mas ainda pouco estudado. Na monografia defendida com distinção, Dierli utilizou como recorte para escolha dos perfis os fakes de quatro celebridades (ou subcelebridades diriam alguns), em sua maioria conhecidas do meio televisivo: o jornalista esportivo Paulo Vinicius Coelho (PVC); o comentarista esportivo Cleber Machado; o roqueiro Serguei e a socialite Narcisa de Tamborindeguy.

O Twitter de Narcisa é um caso bastante peculiar, uma vez que ele iniciou como fake, mas a própria Narcisa gostou tanto das intervenções do perfil (aliado ao fato da alta popularidade do mesmo), que decidiu transformá-lo em oficial sendo que ele é utilizado por ela e pela pessoa que inicialmente gerenciava o perfil indistintamente. Ao longo da pesquisa, Dierli observa que a apropriação de rastros identitários se dá tanto nos perfis em si como por parte dos seguidores, sobretudo no que diz respeito à linguagem; o conteúdo que utiliza fatos atuais relacionados  ao “estilo de vida da personagem” e as interações intensas com os seguidores são as principais motivações para ser seguidor desse tipo de perfil.

Para mim, fica muito claro  que as peculiaridades e subjetividades da identidade mediada da “personagem” Narcisa são alguns dos itens que fazem com que ela alcance tanta popularidade em sua migração de “celebridade” da mídia tradicional para a internet e no fluxo entre ambas (agora com o retorno a um programa de televisão). Por outro lado, a TV re-atualiza e ressignifica a personagem dentro de seu contexto narrativo. Tudo isso combinado às possibilidades conversacionais dos SRS amplifica um determinado segmento de audiência do programa, que assim como os seguidores de Narcisa têm consciência da intencionalidade fake e procuram a diferença identitária como modo de entretenimento.

2012 em uma palavra: desapego

9 jan

Acho que 2012 tem tudo para ser um bom ano. Primeiro porque eu sempre preferi anos pares – à exceção dos anos com o número 5. Ok, é uma preferência besta e sem nenhum traço lógico. Mas nem só de lógica e racionalidade somos feitos, não? Segundo porque estou praticando seriamente (ou pelo menos tentando e levando a sério isso pela primeira vez em muito tempo) a antiga arte do desapego. O ano passado demonstrou claramente que eu investia afetividade demais em pessoas que não me consideravam tanto assim – explicado através do velho refrão thesmithiano de Heaven Knows I’m Miserable Now:

“In my life
Why do I give valuable time
To people who don’t care
If I live or die?”
Ok Moz sempre exagera um pouco, mas o bom de ter passado por essas “decepções” demasiadamente humanas foi de ter conseguido redimensionar que, para além da minha mudança física – de endereço e trabalho – havia também uma mudança interior e de “núcleo da novela/seriado”.  Passei 2011 ruminando essas mudanças. Num primeiro momento tentei entender porquê tudo aquilo havia acontecido e de que maneira esses afastamentos e aproximações inesperadas haviam acontecido – a descrição, de forma abrupta era só a ponta do iceberg. À medida em que tudo foi se esclarecendo percebi que os roteiristas redistribuiram os personagens e, evidentemente, eu não fazia mais parte do núcleo central, não daquela narrativa em particular. A verdade é que eu mereci meu próprio spin-off . Essa pequena epifania foi útil para deixar mágoas de lado e compreender que meu seriado sempre havia sido outro, mas devido a contingências narrativas, alguns universos se encontravam, talvez por tempo demais e agora haviam vencido o prazo de validade. Acabou a temporada, a missão se encerrou e o grupo de “heróis” se desmembra e cada um toma seu rumo. Viram como ter lido coisas como Crise nas Infinitas Terras serviu para algo?
Mas, voltando a 2012. Eu espero sinceramente – e farei tudo para viabilizar isso – que o desapego seja a tônica. Comecei tirando sacolas de papel do meu escritório, doando roupas e percebendo por quem vale a pena lutar de verdade. Assim, o peso dos ombros talvez seja um pouco mais fácil, sem hard feelings. Não quer dizer que criei inimigos ou que sairei dando tiros a torto e a direito (longe disso), mas que eu me importo cada vez menos do que eu me importava e mantenho tudo nos limites da civilidade. Tenho outras coisas por fazer, por sentir, por viver. A nova temporada exige desafios diferentes e superação, afinal já não me encaixo mais na maioria das coisas em que me sentia confortável e, ao mesmo tempo, continuo a mesma de sempre com meus gostos “esquisitos” e minhas incompreensões.
2012 para mim vai ser isso:  desapego do senso comum; de algumas manias; de pessoas que não fazem mais sentido no meu cotidiano; de excessos negativos; de julgamentos precipitados; de peso na bagagem.

CFP ISMIR 2012 – International Society for Music Information Retrieval Conference

1 jan

Iniciando 2012 com uma chamada bem interessante enviada pela Suely Fragoso.

Já ouvi falar muito sobre essa conferência – International Society For Music Information Retrieval Conference – a partir de diversos pesquisadores internacionais, entretanto nunca participei. Nesse ano o evento vai ser na cidade de Porto, em Portugal, de 08 a 12 de Outubro. E ao deadline de envio dos paper é bem razoável: 12 de Abril.

The annual Conference of the International Society for Music Information Retrieval (ISMIR) is the world’s leading research forum on processing, searching, organizing and accessing music-related data. The revolution in music distribution and storage brought about by digital technology has fueled tremendous research activities and interests in academia as well as in industry. The ISMIR Conference reflects this rapid development by providing a meeting place for the discussion of MIR-related research, developments, methods, tools and experimental results. Its main goal is to foster multidisciplinary exchange by bringing together researchers and developers, educators and librarians, as well as students and professional users.

Atenção para as áreas da chamada:

 Call for papers

ISMIR 2012 welcomes paper submissions for oral or poster presentation in the (non-exclusive) areas of:

  • content-based querying and retrieval
  • database systems, indexing and query
  • fingerprinting and digital rights management
  • music transcription and annotation
  • music signal processing
  • sound source separation in music signals
  • score following, audio alignment and music synchronization
  • optical music recognition
  • melody and motives
  • rhythm, beat, tempo and form
  • harmony, chords and tonality
  • timbre, instrumentation and voice
  • performance analysis
  • modification and transformation of music data
  • computational musicology
  • music perception and cognition
  • emotion and aesthetics
  • applications of MIR to the performing arts and multimedia
  • automatic classification
  • genre, style and mood analysis
  • similarity metrics
  • music summarization
  • user interfaces and user models
  • music recommendation and playlist generation
  • text and web mining
  • knowledge representation, social tags and metadata
  • libraries, archives and digital collections
  • evaluation and annotation issues
  • methodological and philosophical issues
  • social, legal, ethical and business issues
  • applications to traditional/folk/ethnic music

Atenção aos deadlines das diferentes modalidades de trabalhos:

Tutorials deadline:
12th March 2012
Notification of acceptance for Tutorials:
13th April 2012
Papers/Posters and Music deadline:
13th April 2012
Notification of acceptance for Papers/Posters and Music:
18th June 2012
Early registration starts:
18th June 2012
Informações a respeito das submissões em ismir2012.ismir.net/authors/submission
Twitter: @ismir2012
Facebook: www.facebook.com/pages/Ismir2012/232998570098530
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