Arquivos | fevereiro, 2012

GP Comunicação, Música e Entretenimento da Intercom já aceita trabalhos para 2012

27 fev

No ano passado um grupo de pesquisadores que atuam na relação entre a música, a comunicação e o entretenimento começou a discutir a proposição de um novo GP na Intercom que desse conta dessas temáticas devido ao crescimento e à consolidação das mesmas.  Num primeiro momento foi organizada uma mesa temática no Intercom 2011 em Recife e ao findar dessa mesa, coletamos assinaturas que apoiassem o GP. Depois disso, começamos o processo de construção coletiva da ementa e propusemos à diretoria da Intercom.

No início do ano tivemos a aprovação do GP Comunicação, Música e Entretenimento, que será coordenado pelo colega Michael Herschmann (UFRJ). É uma conquista importante para esse campo de estudos e um forum bacana para o debate das pesquisas acerca desses temas.

Agora que já está tudo ok e devidamente registrado no site da Intercom, aproveito para informar que o GP receberá trabalhos para o congresso desse ano, que será realizada em Fortaleza durante os dias 03 a 07 de setembro de 2012. 

Abaixo a ementa do GP, as sessões temáticas e as palavras-chaves que ele abrange, caso alguém tenha dúvidas.

Ementa

Reunir estudos que atuem na interface entre comunicação, música e entretenimento e que privilegiem: a) o compromisso em construir novos instrumentos de análise que possam dar conta do conjunto de temáticas e desafios abordados em geral pelos pesquisadores (ou seja, que priorizem o compromisso com a renovação do arcabouço teórico-metodológico); b) em suas análises tanto os próprios produtos midiáticos, bem como suas instâncias de produção, circulação e consumo seja nos circuitos, cenas ou cadeias produtivas; c) as tensões e articulações entre produtos, rotulações, gêneros e formatos, formas de expressão e recepção, estilos e tendências que se fazem presentes no universo da música e, de modo geral, do entretenimento; d) a avaliação da relevância da audibilidade (condições de emissão e de escuta) e da portabilidade para a conformação da experiência sonora e do entretenimento; e) os aspectos sociopolíticos significativos presentes no universo da música e do entretenimento; f) a problematização da relação entre as novas tecnologias e o condicionamento dos ambientes sonoros e espetaculares; g) em suas análises as articulações e conflitos entre música/entretenimento, identidade e espacialidade; h) a análise das relações entre corpo, moda, música e entretenimento; i) a elaboração de balanços da crescente importância da economia da música e do entretenimento; i) as conformações das cenas culturais em seus aspectos estéticos e mercadológicos.

Seções Temáticas: Dinâmicas da indústria da música e do entretenimento; Articulações e tensões entre comunicação, música e espacialidade; Gêneros, estilos e mediações (re)organizando o mercado da música e do entretenimento; Dinâmica de produção, circulação e consumo musical e do entretenimento; Identidades (e sociabilidades) e experiência sonoras e/ou do entretenimento; Articulações entre corpo, moda, música e entretenimento; Relevância das imagens e sonoridades nas experiências e espetáculos; Comunicação, Cenas Culturais e Tessituras Urbanas.

Palavras-chave: Comunicação, Música e Entretenimento; Comunicação, Espetáculo e Entretenimento; Comunicação, Música e Espacialidade; Produção, Circulação e Consumo do Entretenimento; Novas Tecnologias, Audiovisual e Entretenimento; Economia da Música e do Entretenimento; Corpo, Moda e Música.

Quarta-feira de cinzas em ritmo de volta ao trabalho

22 fev

Estive afastada do blog devido ao feriadão de Carnaval. Passei esses dias em Curitiba descansando bastante – o início de semestre será pesado – revendo pessoas e acompanhando o Psycho Carnival, tradicional festival da cena psychobilly nacional. É impressionante como o evento cresceu. Fui em todas as edições a partir de 2006 (quando mudei para CWB) à exceção do ano passado, pois estava em processo de mudança. A cada ano que passa mais pessoas participam e o profissionalismo do evento aumenta. A organização desse ano está de parabéns novamente. Ótimos shows a preços acessíveis e infra-estrutura na medida certa. Essa cena e o próprio festival merece um trabalho etnográfico sério, preciso ver isso. Temos de admirar pessoas que conseguem fazer um festival internacional desse nível no Brasil e fazer com que ele dure 13 anos . Não é fácil. Todos que como eu já produziram eventos fora do mainstream entendem as dificuldades. É muito legal ver a popularização de um evento cujo foco é o rock n roll direto e sem firulas. Não sou membro dessa cena, embora a admire e não ganho um centavo divulgando nada. Faço isso porque acho bem louvável o empenho do pessoal que gerencia tudo isso. Em tempo, curti bastante a banda The Rocker Covers, de Brighton, Inglaterra. As versões e mashups de Cure, Ace of Base e Greenday em versões rockabilly e ska foram muito divertidas. As companhias do meu eterno companheiro Gorpo (<3),  e dos divertidos Líbera e Blob de Porto Alegre garantiram muita diversão e fanfarronice.

Dentre as tantas atividades que rolaram durante esses dias, a Zombie Walk CWB também cresceu bastante. Segundo o que me informou o Docca, um dos organizadores, os dados da PM indicaram que foram 4.500 pessoas marchando como zumbis em pleno domingo de carnaval. Percebi muita mistura de zumbis com cosplay. Há muitos cosplayers em Curitiba e na região, o que justifica essa vertente. Outra fator que me chamou a atenção foi a nítida influência do seriado The Walking Dead, o que certamente também deu visibilidade aos zumbis e ajudou a aumentar o número de participantes.

Novidades

Esse fevereiro tem sido muito produtivo para mim. É um período em que consigo me concentrar no andamento da minha pesquisa, colocar leituras em dia etc. No momento, tenho me detido basicamente em duas questões: 1) as mobilizações e disputas entre fãs e anti-fãs amplificadas nos sites de redes sociais, sobretudo no Twitter; 2) a performatização do gosto e suas manifestações subjetivas, mais especificamente a partir dos perfis do Facebook. Produzi um artigo novo sobre isso conjuntamente com a Camila Monteiro e assim que possível, comento mais detalhamente por aqui.

Também nesse mês fiz minha estreia como colunista/colaboradora da Revista Warung – veículo impresso do club de música eletrônica homônimo. Assim que a edição for lançada informo a todos. Em março chega às livrarias a segunda edição do livro Métodos de Pesquisa para Internet (editado pela Sulina e produzido a 6 mãos entre as colegas Raquel Recuero, Suely Fragoso e eu).

E, antes tarde do que nunca, parece que lentamente áreas mais tradicionais como a da Educação e a da Letras estão se interessando por fenômenos “mais contemporâneos”, sobretudo por conta da visibilidade alcançada pelas fan-fics na internet, pelo menos foi essa a ênfase da matéria “Fãs recriam na web novos caminhos para histórias consagradas”. Fan Fictions não são novidade para quem acompanha fandoms de sci-fi ou fantasia pelo menos desde os anos 60 (Star Trek, etc). Mas parece que alguns educadores estão finalmente compreendendo que essa prática pode sim ser um exercício de criatividade “legítimo”. Dei “alguns pitacos” como fonte na matéria acima.

Agora é juntar forças e se reorganizar para um início de semestre com muito trabalho e novidades. Tenho uma impressão bem boa a respeito desse ano, acho que ele vai ser de muita criatividade e execução de projetos profissionais e pessoais.

Crescendo e envelhecendo em uma subcultura: o caso dos góticos

14 fev

Goths Louise Nickerson and Bob Rosenberg with their baby. Photograph: Frank Baron for the Guardian

No final do ano passado, o jornal Guardian publicou uma matéria chamada Growing-up for Goths comentando o atual projeto de pesquisa do sociólogo britânico Paul Hodkinson sobre o processo de envelhecimento dentro do contexto das subculturas. Hodkinson estudou o desenvolvimento das identidades dentro da cena gótica inglesa enquanto os participantes saíam da adolescência e se tornavam adultos. Alguns dos resultados da pesquisa indicam uma privatização da identidade, afinal as pessoas crescem, trabalham, tem filhos e passam a selecionar mais em quais shows/festivais/clubs irão. No entanto, dentro do caso dos góticos percebe-se que é uma subcultura na qual há uma trajetória de continuidade de pertencimento na cena. Leia-se uma vez trevoso, trevoso até o fim LOL. Em seu site, Hodkinson disse que NÃO manifestou que isso NÃO aconteceria em outras subculturas conforme está na matéria (jornalistões falhando com as subculturas desde os anos 60 rs).

O pesquisador Paul Hodkinson atua na University of Surrey, UK

Além dessa matéria, Henrique Kipper, participante ativo na cena de São Paulo, entrevistou Hodkinson para o webzine Gothic Station no qual ele trata desse tema e questiona o uso do termo subcultura juvenil como algo relacionado estritamente com a juventude.

“Resumindo, há uma pressuposição na qual a juventude constitui um período temporário de rebelião seguido por uma eventual acomodação em uma vida adulta normal. A pressuposição é que pessoas jovens são capazes de vivenciar a rebelião cultural de uma forma que os adultos, com suas responsabilidades maiores, não são. Isto dificulta como entender as coisas quando pessoas mais velhas continuam a manter uma forte conexão com as subculturas aparentemente “jovens” ou “joviais”. Essas pessoas deveriam ser vistas como se agarrando a sua juventude, como falhando em crescer ou como em negação de suas crescentes realidades adultas? Eu tendo a discordar desta interpretação como um todo. Há um elemento de juventude na participação dos mais velhos em cenas como a gótica (ainda envolve sair, beber, montar um visual e tudo mais), mas frequentemente a participação das pessoas se adapta e muda na medida em que elas envelhecem- elas encontram formas de permanecerem envolvidas que são compatíveis com suas vidas adultas. Assim, pensaria a continuidade da participação mais como um acompanhamento de formas especiais de vida adulta, e não como uma fixação na adolescência.”

Outro ponto que achei bem interessante é a questão de como à medida em que os participantes ficam mais velhos, eles moldam e adaptam os elementos visuais, acessórios e o modo de vestir – um dos marcadores semióticos mais fortes nas subculturas em geral, sobretudo no caso dos góticos – conforme as necessidades e o conforto. Ou seja, eles continuam utilizando elementos demarcadores de identidade, mas de uma forma mais “sutil” ou “amenizada”. A questão da classe social, que foi de algum modo renegada por parte dos pesquisadores inseridos no contexto pós-subcultural dos anos 90 é redimensionada, uma vez que a cultura gótica é via de regra “classe média” (acredito que o mesmo poderia ser pensado a respeito dos indies por exemplo). Acompanho há um bom tempo o trabalho do Hodkinson e achei que essa abordagem dele sobre a duração e o crescimento dos participantes de subculturas é bastante original e desmitifica preconceitos em relação à idade e ao comportamento subcultural. Acho muito preconceituoso e me irrita quando determinadas pessoas começam a tentar regular o que a pessoa pode ou não pode fazer dentro de determinada faixa etária. Ou então quando incorporam o discurso senso comum do “tenho que agir assim, afinal todos agem”.

Penso hipoteticamente que os tipos de capital subcultural, para utilizar a apropriação que Thornton (1996) fez da idéia de Bourdieu, atinge diferentes estágios conforme a idade do participante. Por um lado, à medida que envelhece ele (ou ela) adquire um status maior devido a sua experiência e conhecimento sobre a cena, mas por outro lado, o afastamento presencial de determinados eventos e uma possível falta de atualização decorrente dele  pode abrir uma lacuna e dminuir esse capital acumulado. Novos subgêneros musicais aparecem, outras práticas entram em moda. A internet, nesse caso talvez atue como um mediador dessas questões por vezes acentuando disputas, por vezes complementando a participação na cena. São questões a serem pensadas e debatidas.

Vale a pena ler o artigo completo, Ageing in a spectacular ‘youth culture’: continuity, change and community amongst older goths com os resultados da pesquisa que está publicado no British Journal of Sociology de Junho de 2011. Já informo que a revista é de acesso fechado :( Caso alguém tenha interesse no assunto, basta me solicitar o paper via comentários do blog.

Agradeço à Ana Lucia Araujo e ao Guilherme Corrêa pelo acesso ao artigo, uma vez que tentei a partir da base de dados a qual acesso mas ela só disponibilizava um artigo por edição desse periódico.

CfP Internet Research 13.0: Technologies

13 fev

Já saiu a chamada para envio de trabalhos para o congresso anual da Aoir. Esse ano o evento acontecerá na University of Salford, Greater Manchester, no Reino Unido durante os dias 18 a 21 de Outubro de 2012. O deadline esse ano já vem ampliado para o dia 01 de Março de 2012 (normalmente costumava ser em fevereiro). A temática central do congresso nesse ano são as tecnologias em geral.

Informações completas e normas em ir13.aoir.org

The 13th Annual International and Interdisciplinary Conference of the Association of Internet Researchers (AoIR)

Internet Research 13.0 will focus on the theme of technologies, understood in the broadest sense as crafts, techniques, and systems. The conference will examine the place of the Internet in the contemporary world and in relation to a range of existing and emerging technologies, considering its impact in a context where life is entangled with technologies of all kinds as never before. The conference will bring together scholars, researchers, students and practitioners from many disciplines to map and situate the development of the Internet as part of the history of human technology.

To this end, we call for papers, panel and pre-conference workshop proposals from any discipline, methodology, community or a combination of them that address the conference themes, including, but not limited to, papers that intersect and/or interconnect with the following:

  • the speed and acceleration of technological change
  • 
the past, present and future of technology
  • emerging and converging technologies
  • educational technology
  • cultures of crafting
  • connectivity and access
  • space, location and mobile technologies
  • technology, networks and attachments
  • 
technology and the body
  • 
technologies of the self
  • technology, regulation and ethics

    Deadlines

    • 

Submissions Due: 1 March 2012 (Papers, Panels and Pre-Workshops. Details below.)
  NOTE: The submission deadline is a HARD DEADLINE; there will be NO extensions to this date.
    • Notification: 1 May 2012
    • Full Papers Submissions Due for inclusion in Selected Papers of IR: 1 July 2012
    • Ignite-IR Final Proposal Deadline: 1 August 2012
    • Ignite-IR Slides Due: 15 September 2012

CfP 17o. Congreso Bienal de IASPM – International Association for the Study of Popular Music

8 fev
O colega Felipe Trotta (UFPE)  enviou a chamada do próximo congresso da IASPM – International Association for the Study of Popular Music – que acontecerá na Espanha em junho de 2013. Corrão que o deadline vai até dia 01 de Abril de 2012 (e não é pegadinha). Simon Frith como conferencista é uma baita pedida.
Mais infos em:
Call for papers
Bridge Over Troubled Waters – Puente sobre aguas turbulentas: desafiando ortodoxias
17º Congreso Bienal de IASPM

24-28 de junio de 2013
Universidad de Oviedo
Lugar: Gijón, España

Los estudios de música popular urbana en toda su interdisciplinaridad se han caracterizado por el encuentro, el diálogo y el intercambio. Nuestro título “Puente sobre aguas turbulentas” toma la triple metáfora del puente, que sugiere encuentros y comunicación; la turbulencia, que indica tensión y luchas de poder; y el agua, que alude a flujos y viajes, como suelo fértil para el 17º Congreso bienal de IASPM. Proponemos cinco ejes temáticos (TRACKS) que abordan música popular e historia, marginalidad, copyright, colectividades y espacio, estando todos los ejes atravesados por el tópico de la tecnología.

Invitamos a presentar propuestas de participación de no más de 200 PALABRAS, incluyendo CINCO PALABRAS CLAVE. Se ofrece la opción de presentar ponencias individuales, paneles, videos o pósters. Para presentar su propuesta, por favor REGÍSTRESE como autor (“author”) en la página web del congreso y siga las instrucciones:

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/iaspm2013/IASPM17th/user/account

Se aceptarán propuestas en inglés, idioma oficial de IASPM, y en español.

Conferenciantes confirmados:

Prof. Bruce Johnson, Macquarie University/University of Turku
Prof. Francisco Cruces Villalobos, Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED)
Prof. Simon Frith, University of Edinburgh

Comité científico:

Celsa Alonso (Universidad de Oviedo)
Shelley Brunt (RMIT University)
Héctor Fouce (Universidad Complutense de Madrid/Universitat Oberta de Catalunya/IASPM Exec)
Laura Francisca Jordán González (Université Laval/IASPM Exec)
Rubén López Cano (Escola Superior de Música de Catalunya)
Alejandro L. Madrid (University of Illinois at Chicago)
Ed Montano (RMIT University/IASPM Exec)
Carlo Nardi (University of Northampton/IASPM Exec)
Robert Strachan (University of Liverpool)
Martha Tupinambá de Ulhôa (UNIRIO/IASPM Exec, Chair)
Nabeel Zuberi (University of Auckland)

Comité organizador local:

Eduardo Viñuela, Universidad de Oviedo, Coordinador.

Ejes temátios del congreso:

1. “Yesterdays” [Ayeres] – Música popular urbana hasta 1950*
Coordinadora: Martha Ulhôa, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO

La investigación histórica de la música popular está siendo ampliada y resulta más factible con el aumento del acceso en línea a antiguas y nuevas tecnologías. Desde los discos de 78 rpm hasta las partituras tempranas de música “de entretenimiento” o “ligera”, pasando por una gran variedad de periódicos y notas de viaje decimonónicas, las fuentes primarias se vuelven cada vez más accesibles. Sin embargo, la investigación de la música “popular” del pasado presenta desafíos tanto metodológicos como terminológicos al investigador, que tiene que hacer frente a diversos niveles de recepción y, en ocasiones, cuestionar y desmontar ciertos tópicos que han sido asentados con el paso de los años en torno a las prácticas musicales. Este eje temático pretende tratar cuestiones como ¿cuáles son los métodos usados en el siglo XXI para abordar la música popular a través del marco de los documentos del pasado y sus ‘antiguas’
tecnologías? Invitamos a presentar comunicaciones desde cualquier perspectiva teórica de las humanidades y las ciencias sociales. Éstas serán agrupadas según tipos de producción o difusión musical (instrumentos mecánicos, chapbooks, material de archivo, fonogramas, compañías discográficas, casetes, filmes, teatro musical, etc.).

* La Junta Directiva de IASPM agradece a Bruce Johnson la idea de este eje temático que, debido al posterior fallecimiento de Charles Hamm, se convirtió en un homenaje al primer presidente de IASPM y a una figura ejemplar para la historia de la música popular.

2. “Under the bridge” [Debajo del puente] – Música popular en los márgenes
Coordinador: Carlo Nardi, University of Northampton

La lucha del recién llegado por conseguir visibilidad, el aura de autenticidad del desamparado, la aparente paradoja de lo que Umberto Fiori llamó la “música popular impopular”… Aunque de diferentes maneras y en diferentes grados, todos son ejemplos que sugieren una tensión presente entre lo “popular” y la música así denominada. De la misma manera que se desarrollan nuevas formas de cultura popular con la industrialización, la migración y la urbanización, la música ha estado presente en las nuevas formas de exclusión.  Este eje temático acepta propuestas que traten la marginalización o estigmatización de formas musicales, músicos y estudios musicales, así como temas que relacionen la música con la anomalía, el crimen, la violencia, las políticas estatales y los programas sociales de las instituciones.

3. “Rivers of Babylon” [Ríos de Babilonia] – Copyright, tecnología y creatividad
Convenor: Héctor Fouce, Universidad Complutense de Madrid/Universitat Oberta de Catalunya

Las fuentes básicas de la creatividad musical han sido tradicionalmente la repetición y la variación, es decir,  la reelaboración de materiales sonoros compartidos por la comunidad en el espacio público para crear nuevas formas sonoras. Posiblemente muchas de las prácticas actuales encajan en esta idea, pero la creciente presión  de la regulación sobre propiedad intelectual crea un marco muy diferente. Las tecnologías digitales han permitido una multitud de fenómenos que se basan en cortar y pegar  (remixing, sampling, mashups), prácticas que sin duda enriquecen nuestro paisaje sonoro, pero también desafían las ortodoxias del copyright, a menudo conscientemente. En la Babilonia global las músicas circulan sin descanso y en consecuencia los autores pierden capacidad de control sobre sus obras. Las ponencias de esta sección podrían tratar cuestiones en torno a ¿cómo los usuarios se han apropiado de técnicas creativas de producción de
música digital?, ¿qué problemáticas tecnológicas, legales y culturales se relacionan con este escenario musical?, ¿cómo está reaccionando la industria ante el copyright?, ¿cómo ganan dinero productores y músicos cuando se descarga y se piratea?, ¿cómo están respondiendo los encargados de generar políticas y normativas a estas transformaciones estructurales y funcionales? ¿Dónde dejan las prácticas desarrolladas fuera de los canales convencionales a los defensores de las compañías discográficas y a los críticos musicales?

4. “Build a Bridge” [Construir un puente] – Músicas populares, colectividades y movimientos sociales
Coordinadora: Laura Jordán, Université Laval

Este eje temático invita a proponer ponencias sobre las variadas dimensiones de la relación entre músicas populares, colectividades y movimientos sociales. Más allá de límites geográficos, pueden incluirse comunidades virtuales, como Facebook, Twitter y Youtube. Aunque las construcciones ciudadanas y nacionales, así como la práctica musical en movimientos políticos son las asociaciones más comunes, los usos y significados de las músicas populares en colectividad podrían tener diferentes implicaciones, basadas en la etnia, la edad o el género, por ejemplo. Por lo demás, los conflictos en torno a prácticas colectivas, tales como la censura y las luchas indentitarias, normalmente integran una dimensión musical. La propuesta de paneles que discutan un tópico particular desde diversas perspectivas son especialmente bienvenidos.

5. “Sail Away” [Navega] – Ciudades, mar, viaje, lugar y espacio
Coordinador: Ed Montano, RMIT University

Este eje temático invita a proponer ponencias que interroguen las articulaciones locales, los flujos transnacionales y las manifestaciones globales de la música popular. Las ponencias que exploren escenas y sonidos desde fuera del eje angloamericano son particularmente bienvenidas. ¿Qué desafíos y críticas podemos proponer acerca de los supuestos y percepciones en torno a los vínculos entre música y lugar?, ¿podemos hablar aún en términos de imperialismo cultural, globalización, escenas y subculturas?, ¿es cierto que la expansión de los medios y redes sociales, así como el choque cultural ultra veloz facilitado por la web, han desprendido a la música de la tiranía de la distancia? ¿Cómo continúan la geografía y el paisaje inspirando e influyendo a autores y compositores de canciones?

Calendario de plazos:

Fin presentación de propuestas: 1º de abril de 2012
Notificaciones de aceptación: 1º de julio 2012 (1 año antes del congreso)
Borrador del programa: 1º de febrero de 2013
Presentación versiones finales de resúmenes: 1º de mayo de 2013
Fechas del congreso: 24-28 de junio de 2013
Envío de textos para publicación en actas: 30 de julio de 2013 (1 mes después del congreso)
Apertura del periodo de inscripción: julio de 2012
Fecha límite para inscripciones tempranas: 20 de febrero de 2013

Instrucciones para la presentación de propuestas:

Los RESÚMENES (“abstracts”) deben tener como máximo 200 PALABRAS y deben incluir las CINCO PALABRAS CLAVE que mejor describan el tema de la propuesta.

Las propuestas deben ser enviadas a través de la página web del congreso:

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/iaspm2013/

1. Para presentar su propuesta, por favor, REGÍSTRESE como “autor” (“author”) en la página web del congreso:

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/iaspm2013/IASPM17th/user/account

Durante el proceso de inscripción se le solicitará su NOMBRE, DIRECCIÓN DE CORREO ELECTRÓNICO, AFILIACIÓN INSTITUCIONAL y PAÍS DE PROCEDENCIA. Por favor incluya una breve sinopsis biográfica o CV en la sección “Bio”. Una confirmación de la inscripción, incluyendo nombre de usuario y contraseña, le será enviada a su dirección de correo electrónico.

Tenga en cuenta que usaremos su correo electrónico de inscripción para cualquier correspondencia posterior. Aunque es posible cambiar su dirección de correo posteriormente, se recomienda mantener una única dirección de correo electrónico.

2. Vaya a “Inicio Usuario” (“User Home”):

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/index/IASPM17th/user

3. Haga click en “nueva presentación de propuesta” (“new submissions”) y siga las instrucciones.

Se le solicitará elegir un EJE TEMÁTICO (“track”) y un TIPO DE SESIÓN (ponencia individual, panel, película/video o póster). Luego introduzca el TÍTULO (“title”) de su presentación. El texto del RESUMEN (“abstract”), incluyendo las cinco palabras clave, podrá ser redactado directamente en el sistema de inscripción.

FECHA LÍMITE para enviar propuestas: 1 de abril de 2012

Para asistencia técnica, no dude en contactar con nosotros

info.iaspm2013@gmail.com

¡Esperamos recibir su propuesta!

Comité Ejecutivo de IASPM

Rubén López Cano
http://www.lopezcano.net

Algumas notas sobre o Digitalia

7 fev

Na semana passada estive em Salvador participando do Digitalia – Festival Internacional de Cultura e Música Digital. Em primeiro lugar gostaria de destacar o formato do evento que incluia mesas e apresentações de trabalhos acadêmicos, performances, workshops, desconferências e shows. Foi muito rico em termos de conteúdo e de dar uma leveza e empiria ao encontro e às trocas entre atores que trabalham nos diversos aspectos do campo da música e da cultura digital. Parabéns a toda a organização, em especial ao Messias Bandeiras e à Tatiana Lima.

O evento começou no dia 01 com uma abertura no Teatro Vila Velha – que eu não conhecia e que achei com um astral ótimo – com a presença de Gilberto Gil, Derrick Deckerckove, Ronaldo Lemos e a conferência do DJ Spooky a.k.a. Paul Miller que falou sobre os processos de remixagem e produção musical do fonógrafo aos aplicativos de iPad. Ainda teve show da Orquestra Rumpilezz e um coquetel com comida típica. Infelizmente não pude ficar para o show de encerramento com Criolo e Stomp na Concha Acústica, mas pelas fotos que vi, com certeza foi um sucesso, pois o evento estava sempre com muita audiência.

Participei da Mesa sobre “O estatuto da performance musical nos dispositivos e plataformas tecnológicas” juntamente com os colefas Thiago Soares (UFPB) e Vinicius Andrade Pereira (UERJ/ESPM). Thiago falou sobre as epifânicas aparições performáticas de celebridades da música no Twitter, eu comentei sobre o conceito de co-performance no electro-industrial e no witch-house e Vinicius falou sobre a performance sensorial e corporal do noise.

Dentre as coisas interessantes que consegui assistir, a desconferência com Gilberto Gil, Juca Ferreira, Deckerchove e Spooky foi bacana e a mesa sobre cenas e gêneros com Simone de Sá e Jeder Janotti Jr. Simone falou sobre apropriações ddas tecnologias na cultura do funk carioca, tendo como objeto de análise a “batalha dos passinhos”. A fala de Simone foi bastante centrada na questão cultural dos usos do celular e de plataformas como o youtube para mostrar sua relação com o local e com a forma como nos relacionamos com as mesmas, dando visibilidade a gêneros e cenas.

Jeder tratou da discussão sobre cenas como uma categoria fluida tendo como objeto uma análise de como o gênero Heavy Metal se configura como global e local entre o macro e o micro e como essa relação com o local impacta na linguagem e estética do produto e até mesmo na musicalidade do mesmo. Sua fala centrou-se sobretudo na cena mineira de Metal dos anos 80/90 e suas características e no caso específico do Sepultura, que em Territory endereça questões que articulam vários âmbitos e instâncias como a luta política pelo território seja ele físico (de Israel x Palestina no caso da música) ou simbólico (a cena mineira, a cena nacional e a cena internacional de Metal). Uma fala bastante inspirada, diga-se de passagem.

O Digitália mostrou que dá sim para misturar produtores, pesquisadores, performers, etc e manter o nível das discussões e as identidades de cada espectro do circuito relacionado à cadeia da música. Espero que o Festival tenha uma segunda edição no ano que vem, até porque encontrar colegas como Simone, Vinicius, Thiago, Jeder, entre outros em Salvador mais do que trabalho é um prazer. O ponto negativo fica por conta do caos detonado na cidade pela greve da polícia e suas questões políticas entre o governador e o clima de tensão devido ao relato das mortes e saques à lojas. Por isso, muitas programações como shows, teatros e museus foram canceladas, mas também saliento que há um certo alarmismo da mídia. Torço para que essa gravíssima situação seja revertida.

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