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Comentários sobre o MUSICOM 2012 e o You Pix POA

20 ago

Minhas últimas semanas foram possuídas pelo ritmo ragatanga de trabalho. O início do semestre somado a muitos deadlines e a vários eventos sociais de ordem pessoal e profissional têm me mantido mais do que ocupada. Essa é a primeira semana em que dou uma parada para respirar.

Participei de dois eventos, diferentes mas igualmente bacanas na semana passada e vou fazer breves comentários sobre ambos:

MUSICOM 2012 – Entre os dias15 a 17 aconteceu o IV MUSICOM em São Paulo, na ECA-USP. Participei em dois momentos. Primeiro no dia 16 na mediação do GT Mídia, Música e Convergência Tecnológica. Também nesse dia, destaco a ótima mesa com Simone de Sá (UFF), Jeder Janotti Jr (UFPE) e os orientandos Melina Silva e Victor Pires:  “Das cenas urbanas aos territórios virtuais” que resgatou ótimos debates sobre cenas, subculturas,comunidades, territorialidades e outros termos, e tb com análises sobre o heavy metal e a nova música instrumental. Nesse dia, destaque também para a conferência de Micael Herschmann sobre a cena do jazz no RJ.

No dia 17, participei da mesa Afterpop: novas formas e experiências-limite na música pop contemporânea, coordenada pelo colega Fabricio Silveira (UNISINOS) e com a participação de José Claudio Castanheira (UFSC) e a minha. Abaixo o resumo da mesa:

A expressão “afterpop”, cunhada pelo crítico literário espanhol Eloy Fernández Porta, em publicação recente (Fernández Porta, 2007), possui, pelo menos, dois sentidos bastante demarcados. Primeiro, refere à complexificação e ao reordenamento das estéticas pop, que não se deixariam mais entender – hoje, talvez mais do que nunca – em função de noções como “popular” e “massivo”, dentre outras estabilidades conceituais há muito vigentes – praticadas, pelo menos, desde as clássicas discussões de Umberto Eco em Apocalípticos e Integrados (1968). O cenário cultural contemporâneo (afterpop) estaria povoado por formas e manifestações culturais muito mais complexas, sutis e difusas. Junto disso, a expressão designa também a necessidade de que, neste contexto, o crítico cultural (seja ele o crítico acadêmico, o crítico profissional ou o consumidor crítico) repense o próprio papel, repense as relações fruitivas e avaliativas que estabelece com produtos assim definidos. A mesa irá repercutir tais questões, destacando casos e experiências singulares que sejam então representativos das novas formas expressivas e das experiências-limite hoje em gestação no âmbito restrito da música pop contemporânea.

Fabricio apresentou o trabalho Radiohead: efeitos estéticos no sistema midiático;  José Cláudio apresentou Filmes e canções. A estética do videoclipe em filmes narrativos e eu apresentei “Desfrute do abuso” Imaginário e gêneros na cena industrial, cujo resumo reproduzo abaixo:

Na mais recente edição do festival canadense Kinetik 2012, um dos maiores eventos dedicados ao gênero industrial, o músico Jairus Khan (da banda Ad.ver.sary) utilizou o palco para apresentar um manifesto em forma de vídeo criticando as duas bandas que tocariam após a sua apresentação e que ele considera como deturpando a cena “industrial” devido a uma estética fascista e machista, sobretudo em termos visuais. Em contraponto, Combichrist e Nachtmahr, as bandas criticadas – e dentre as mais populares da cena atualmente – se defenderam a partir de três premissas: a liberdade de expressão, a quebra de regras e o uso de um “personagem-narrador”. A partir desse caso ilustrativo e o seu entorno comunicacional (os videoclipes criticados, o vídeo-resposta, as entrevistas dos artistas e os comentários dos participantes/fãs), pretende-se problematizar o imaginário da cena industrial no contexto dos anos 10, a fim de discutir suas representações de gênero freqüentemente utilizadas como crítica a essa cena.

Especificamente a respeito desse paper, ele parte de algumas observações empíricas para problematizar as noções de gênero e as disputas simbólicas geracionais e sonoras da cena industrial no contexto global. Ele se encontra no prelo e assim que for publicado, eu informo.

Os debates foram bastante profícuos e foi possível se atualizar no que está sendo pesquisado sobre música e comunicação. O evento estava bem organizado, pena que não pude ver as conferências de encerramento devido ao horário do meu vôo. O único problema na minha opinião foi a falta de rede para comentarmos e ampliarmos as dicussões. Nem mesmo meu 3G funcionava.

youPIX Festival em Porto Alegre:

Cid, eu. Bia Granja e Rosana debatendo sobre memes e cultura

a internet se encontrando fora da internet

No dia 18, sábado pela manhã, fiz minha participação no youPIX Festival POA onde participei do painel Meme: O negócio ficou sério juntamente com a jornalista Rosana Hermann e com o blogueiro de humor Cid, do blog Não Salvo e Bia Granja, curadora do youPix e responsável pela mediação. Minha fala foi bastante centrada nos memes enquanto micronarrativas da cultura pop e sobre a importância do trash na estética dos mesmos, entre outras discussões. Foi bem bacana dialogar com um outro tipo de público, que não o acadêmico.

Comentários sobre o evento em geral: https://twitter.com/#!/youpix/favorites

O debate foi filmado e o ppt em breve será disponibilizado pela Bia. Agradeço também aos amigos e alunos que foram me prestigiar.

Da esq p/ direita: Renata, Ari, eu, Nayane, Er, Aninha, Die e Bru

Sob o céu de abril

5 abr

hey honey what you trying to say
as i stand here
don’t you walk away
and the world comes tumbling down
hand in hand in a violent life

Março não foi nada fácil, o que me obrigou a postergar as postagens por um misto de cansaço, excesso de trabalho e um certo choque em relação a alguns acontecimentos. Existem coisas sobre as quais é preciso refletir e silenciar. Mas é fato que a carga de atividades desse mês (um volume de deadlines absurdo) e acontecimentos negativos contribuiu demais para essa parada. Além disso, as viagens a Santa Maria, Curitiba e São Paulo também quebraram meu ritmo de escrita, apesar de terem sido proveitosas.

# As complicações de março incluíram o cancelamento de 2 shows aos quais eu já havia me programado: Morrissey em Porto Alegre e Atari Teenage Riot em São Paulo. Felizmente o ATR apenas transferiu o show para o dia 15/6. Mesmo assim, fiquei bastante chateada pois já estava com tudo organizado para ir.  Mas nada superou o fato de que fui assaltada a poucas quadras de minha casa e tive meu notebook e o celular roubados (e minha mochila). Pior do que ter sido assaltada a caminho do trabalho de manhã, do que ter um prejuízo financeiro que eu não podia sobretudo nesse mês foi ir na delegacia e não poder fazer o o BO devido à greve.  Foi revoltante!

# Mas nem tudo foi negativo. Durante as viagens pude rever colegas e amigos e consegui visitar a magnífica Ocupação Angeli no Instituto Itaú Cultural em São Paulo. Essa exposição com a trajetória de Angeli está simplesmente fantástica. Se puderem, confiram. Outro destaque desse mês conturbado que se encerrou foi ver Roger Waters com o show The Wall Live. Uma experiência sensorial completa. Um dos melhores shows que já vi sem sombra de dúvida. Valeu cada centavo pago. Posicionamento político, estética, emoção e boa música.

i take my aim and i fake my words
i’m just your long time curse
and if you walk away
i can’t take it

# Estou no processo de encerramento da minha pesquisa e me encaminhando para novas questões. Algumas das minhas considerações iniciais sobre a questão do gosto e de como ele é debatido no âmbito dos sites de redes sociais apareceram no artigo que publiquei no Caderno Cultura de Zero Hora do dia 24 de Março de 2012 e também, de forma mais condensada no comentário em formato de vídeo intitulado Patrulhas do gosto.

# Além desse texto cujo formato é mais ensaístico/jornalístico, o paper que produzi com a minha orientanda de mestrado Camila Monteiro, intitulado “Eses roquero não curte ”: performance de gosto e fãs de música no Unidos Contra o Rock do Facebook foi aprovado para ser apresentado no GT Comunicação e Cibercultura da Compós, que acontecerá em junho de 2012 e que aprofunda algumas questões relativas à performatização do gosto e a questão de fãs e anti-fãs nos sites de redes sociais, a partir do estudo de um objeto um tanto quanto bizarro.

# Abril trouxe novos ventos gelados com o início da 2a temporada de Game of Thrones logo no primeiro dia do mês. Juntei alguns fãs da saga na minha casa para assistirem a transmissão do episódio que estrategicamente a HBO disponibilizou ao mesmo tempo em que os Estados Unidos. Foi uma experiência social bem divertida e com a qual eu não me envolvia desde o tempo do video-cassete – quando juntava os amigos para maratonas de filmes – ou mesmo algumas transmissões do Oscar que assistia com algumas amigas nos idos de 2000.

# Espero que o céu de abril seja menos tenso  e traga um pouquinho mais de tempo. Só isso e uma bela canção do Jesus & Mary Chain para fechar essa songpost.

under the april skies
under the april sun
sun grows cold
sky gets black
and you broke me up
and now you won’t come back
shaking hand, life is dead
and a broken heart
and a screaming head
under the april sky

Tecnologia: o simples e o complexo

10 set

A revista eletrônica de jornalismo científico, Com Ciência da UNICAMP/SP publicou hoje um dossiê intitulado Tecnologia: o simples e o complexo. Segundo o diretor de redação Carlos Vogt ,“tecnologia e contemporaneidade são nomes cujo modo de significação tem várias características comuns, entre elas a da coexistência conceitual e prática num mundo que sem elas não existiria para nossa compreensão e cuja existência só se compreende por sua relação”.

A convite e pautada pela editora Marta Kanashiro escrevi um breve texto sobre a complexidade da linguagem e as disputas simbólicas, sobretudo em torno das hashtags nos sites de redes sociais. Vou reproduzi-lo abaixo:

Redes sociais, linguagem e disputas simbólicas

Por Adriana Amaral

10/09/2011

Frequentemente ouvimos pseudo-especialistas e marketeiros utilizando jargões como inteligência coletiva e facilidade de publicação e compartilhamento com o intuito de simplificar os processos simbólicos e sociais que atravessam os sites de redes sociais. Esse senso comum que perpassa publicações jornalísticas, em matérias ao estilo “10 dicas de como usar o Twitter”, por exemplo, desconsidera o papel do sujeito, os diferentes níveis de familiaridade com as ferramentas e com o próprio conhecimento das diferentes linguagens e atores sociais que perpassam as redes digitais.

É preciso, em primeiro lugar, questionar e problematizar de “qual internet” ou de qual rede social estamos falando, para não incorrermos no julgamento de “casos extremos” ou da linguagem relacionada a um determinado grupo social como o “dominante”. Os espaços da internet são múltiplos e diversos, incluindo uma ampla variedade de atores sociais, subculturas, classes sociais e nichos que não estão nem um pouco desconectados do “mundo offline”; muito pelo contrário, se atravessam em processos e fluxos comunicacionais de contiguidade e de disputa simbólica.

Nancy Baym (2010) indica que um erro na análise da linguagem da internet e das culturas a ela relacionadas é compará-la à linguagem face a face. Essa comparação gera apenas um discurso estéril que coloca o fator presença como mais “autêntico” na habilidade de representar sentimentos e emoções, desconsiderando outros modos e habilidades comunicacionais, como, por exemplo, o compartilhamento de conteúdo multimidiático (músicas, textos, imagens etc) e o uso criativo de emoticons (sinais gráficos que representam expressões como sorrisos, irritação, afeto, entre outros).

A partir de um breve resgate da história dos usos e apropriações da internet, diversos autores, como Judith Donath e Nancy Baym, por exemplo, apontam que o caráter lúdico e transgressor da linguagem utilizado nas primeiras comunidades online, fóruns e BBSs eram caracterizados pelo humor ácido representado através dos emoticons e de práticas culturais como “trolling” – em português, “trollagem” (o ato de sistematicamente desestabilizar uma discussão provocando as pessoas envolvidas no grupo).

Um bom exemplo seria o acréscimo da letra Z ou uma utilização de palavras que soam como um ronronar típico dos gatos, que gera o humor dos LOLCats, caracterizado por uma imagem que combina uma fotografia de um gato com um texto humorístico, cuja grafia é propositalmente incorreta, parodiando os erros da gramática da internet. LOLcat é um palavra composta da abreviatura LOL (Laugh Out Loud, que em português significa “rindo muito alto”).

O termo troll, por sua vez, “começou a ser utilizado a partir de fóruns e listas de discussões nos primórdios da internet, e o termo foi baseado no troll do folclore escandinavo, um ser horrendo e anti-social que aparece nos contos infantis. A primeira referência à palavra troll no contexto de anonimato na rede pode ser encontrado no arquivo da Google Usenet e foi empregado pelo usuário Mark Miller, em 08 de fevereiro de 1990” (Amaral & Quadros, 2006).

Esse tipo específico de linguagem irônica estava associada, sobretudo, à identidade dos primeiros usuários, bastante vinculados à cultura nerd (Fontanella, 2011) dos primórdios da rede. No entanto, à medida que a popularização e a monetarização aumenta, sobretudo com a ideia mercadológica de Web 2.0, se amplia a participação de um maior número de grupos sociais e constroem-se discursos que tendem a minimizar ou repudiar determinadas práticas, levando-as a um certo nível de marginalidade em fóruns de nicho, como, por exemplo, o 4Chan, fonte de boa parte dos memes da internet, como os próprios LOLCats citados acima e o desenho da máscara para a cara de troll (trollface).

 



Com o aumento crescente das funções de linguagem nas redes sociais, a Web 3.0, ou Web Semântica, é incorporada ao cotidiano através do uso das tags e da vinculação de funções ao próprio sistema (como no caso de digitar o @ e o nome do amigo no Facebook ou utilizar o # antes de uma hashtag no Twitter), complexificando os usos e apropriações das mesmas. Por um lado, há um aprendizado e uma cognição específicas que devem ser potencializadas e apreendidas e, por outro lado, percebemos apropriações criativas que só fazem sentido dentro de um determinado contexto e que trabalham com níveis diferentes de intertextualidades e referências que só podem ser compreendidas na imersão e na vivência cotidiana de tais dinâmicas: o conhecimento arqueológico dos memes, dos virais, das gírias e até mesmo das funcionalidades e ferramentas funcionam como moeda de disputa do capital social dos usuários mais familiarizados com os menos familiarizados.

Tais funções e práticas da linguagem nos sites de redes sociais permitem que grupos aparentemente tão distintos como os ciberativistas políticos e fãs de algum determinado artista teen mobilizem-se com o mesmo ardor em torno da tentativa de colocar a sua hashtag no Twitter. Antoun e Malini (2011), por exemplo, abordam as práticas de resistência dos ativistas, sobretudo, no caso da censura à hashtag #wikileaks pelo Twitter. Os autores classificam tais mobilizações foucaultianamente como biolutas na cibercultura, demonstrando que as disputas estão nas ruas e nas redes de forma concomitante.

Já os fãs e anti-fãs de artistas voltados a um público infanto-juvenil, como Justin Bieber, Restart ou Luan Santana, buscam a visibilidade dos ídolos e se organizam sistematicamente de forma a banir as hashtags negativas sobre os mesmos, repercutindo diretamente em mudanças no algoritmo dessa rede e na edição dos trending topics, conforme indicou o executivo-chefe do Twitter, Dick Constolo, em entrevista recente na Folha de S. Paulo. As próprias bandas, conscientes do uso das tags pelos fãs, já procuram formas de incentivar esse engajamento como forma de visibilidade, convocando os fãs a utilizarem as hashtags em determinados dias da semana ou horários.

Outros dois exemplos interessantes para pensarmos a linguagem das redes sociais também estão relacionados à construção de identidade, seja pela vinculação a uma disputa de classe social, seja pela popularização da linguagem da subcultura gay na internet, sobretudo através de blogs e twitters de personagens como a blogueira “Katylene”.

Em termos de classe social, percebe-se a utilização do termo “orkutizar” como um verbo para se referir pejorativamente a um tipo de postagem de conteúdo e a práticas da classe C no Orkut. O uso de tags com #todaschora, #corrao ou #bonsdrinks propositalmente escritos de forma errada também remete a essa percepção, mas ressignificado em um contexto de apropriação criativa que legitima quem utiliza tais tags como “atualizado com a linguagem das redes”. A tag #classemediasofre e o tumblr (microblog) que mostra postagens via Facebook e Twitter de momentos de percepção de um ethos relacionado a uma determinada classe social é também ressignificado de forma irônica, indicando por vezes uma vinculação a esse grupo e uma percepção da própria condição social do sujeito que reclama do preço de um iPad no Brasil comparando-o com os Estados Unidos, por exemplo.

Já a linguagem da subcultura gay foi difundida no contexto urbano dos clubs e boates LGBT a partir do final dos anos 80 e anos 90, mas ganha novas conotações e significados em sua inserção nas redes sociais, com um vocabulário e grafias que emulam a forma vocal da palavra como “buatchy” (boate) ou “shorey litroz de glitter” (expressão indicativa de contentamento e adoração a um determinado fato). Tais termos têm sido disseminados, sobretudo, através de blogs e redes sociais que valorizam e tornam visíveis a cultura gay através do humor, e recentemente figuraram até mesmo na novela das 21h mais recente da Globo, produto midiático considerado por muitos autores como “agente central do debate sobre a cultura brasileira e a identidade do país” (Lopes, 2003).

Assim, percebe-se que a disputa simbólica pelo espaço das redes é uma disputa de diferentes identidades e grupos sociais em suas demarcações de “territórios” através de estratégias de linguagens características. Nesse contexto, há uma ressignificação das práticas comunicacionais dentro e fora da própria internet em um fluxo de reconfigurações que só pode ser apreendido enquanto fenômeno a partir da diversidade cultural e de suas ressonâncias nas sociabilidades envolvidas nas ruas. O mundo codificado das redes digitais “influencia nossa vida com mais intensidade do que tendemos habitualmente a aceitar” (Flusser, 2007, p.127).

Adriana Amaral é docente do programa de pós-graduação em ciências da comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e pesquisadora de produtividade do CNPq.

Referências bibliográficas:

Amaral, A.; Quadros, C. Agruras do blog: o jornalismo cor-de-rosa no ciberespaço. Razón y Palabra, v. 53, p. 03, México, 2006. Disponível em: http://www.razonypalabra.org.mx/anteriores/n53/amaralquadros.html

Baym, N. Personal connections in the digital age. Cambridge: Polity Press, 2010.

Donath, J. “Identity and deception in the virtual community”. In: Kolloch, P. e Smith, M. Communities in cyberspace. Londres, Reino Unido: Routledge, 1998. Disponível em: http://smg.media.mit.edu/papers/Donath/IdentityDeception/IdentityDeception.pdf. Acesso 05/07/2006.

Flusser, V. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. SP: Cosac-Naify, 2007.

Fontanella, F. “Bem vindo à internets: os subterrâneos da internet e a cibercultura vernacular”. Anais do GP de Cibercultura do XI Encontro dos Grupos de Pesquisa em Comunicação, evento componente do XXXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2011.

Lopes, M. I. V. “Telenovela brasileira: uma narrativa sobre a nação. Revista Comunicação & Educação, São Paulo, v. 1, n. 26, p. 17-34, 2003.

Martins, L. “Usuários do Twitter se mobilizam para emplacar assuntos”. Folha de S. Paulo, 11/08/2011. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/tec/958215-usuarios-do-twitter-se-mobilizam-para-emplacar-assuntos.shtml

Ebook Intercom Sul 2010 trata das perspectivas sobre a comunicação digital

24 mar

Esse mês de março está sendo pródigo em boas novas referentes ao trabalho. Eu havia pensado em fazer um post comentando tudo, mas ia ficar muito longo. Prefiro ir compartilhando as novidades em cada post.

A primeira delas é que o ebook Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital, organizado por mim e pelas colegas Maria Clara Aquino (ULBRA) e Sandra Montardo (Universidade FEEVALE) já está disponível para download gratuito através do link http://www.intercom.org.br/e-book/intercom-sul-2010.pdf . A coletânea é um lançamento da e-livros,  novo selo editorial da Intercom voltada às publicações digitais.

A publicação é uma coletânea de artigos que foram apresentados na Divisão Temática Comunicação Multimídia e no grupo de Comunicação e Multimídia do Intercom Júnior do XI Intercom Sul, que aconteceu em maio de 2010, na Universidade Feevale. O prefácio é de autoria da coordenadora do Grupo de Trabalho de Cibercultura da Intercom, professora e pesquisadora da UERJ, Fátima Regis Oliveira.

Quem desejar mais informações sobre o livro, basta entrar em contato  comigo através dos comentários, por email ou twitter.

CFP: The Digital Humanities: Beyond Computing

3 out

CALL FOR PAPERS

THE DIGITAL HUMANITIES: BEYOND COMPUTING

Special issue of Culture Machine, vol. 12; http://www.culturemachine.net
edited by Federica Frabetti (Oxford Brookes University)

The emerging field of the Digital Humanities can broadly be understood as embracing all those scholarly activities in the humanities that involve writing about digital media and technology as well as being engaged in processes of digital media production (e.g. developing new media theory, creating interactive electronic literature, building online databases and wikis). Perhaps most notably, in what some are describing as a ‘computational turn’, it has seen techniques and methodologies drawn from Computer Science – image processing, data visualisation, network analysis – being used increasingly to produce new ways of understanding and approaching humanities texts.

Yet just as interesting as what Computer Science has to offer the humanities, surely, is the question of what the humanities have to offer Computer Science; and, beyond that, what the humanities themselves can bring to the understanding of the digital. Do the humanities really need to draw so heavily on Computer Science to develop their sense of what the Digital Humanities might be? Already in 1990 Mark Poster was arguing that ‘the relation to the computer remains one of misrecognition’ in the field of Computer Science, with the computer occupying ‘the position of the imaginary’ and being ‘inscribed with transcendent status’. If so, this has significant implications for any so-called ‘computational turn’ in the humanities. For on this basis Computer Science does not seem all that well-equipped to understand even itself and its own founding object, concepts and concerns, let alone help with those of the humanities.

In this special issue of Culture Machine we are therefore interested in investigating something that may initially appear to be a paradox: to what extent is it possible to envisage Digital Humanities that go beyond the disciplinary objects, affiliations, assumptions and methodological practices of computing and Computer Science?

At the same time the humanities are not without blindspots and elements of misrecognition of their own. Take the idea of the human. For all the radical interrogation of this concept over the last 100 years or so, not least in relation to technology, doesn’t the mode of research production in the humanities remain very much tied to that of the individualized, human author? (Isn’t this evident in different ways even in the work of such technology-conscious anti-humanist thinkers as Deleuze, Guattari, Kittler, Latour, Negri, Ranciere and Stiegler?)

So what are the implications and possibilities of ‘the digital beyond computing’ for the humanities and for some of the humanities’ own central or founding concepts, too? The human, and with it the human-ities; but also the subject, the author, the scholar, writing, the text, the book, the discipline, the university…

What would THAT kind of (reconfigured) Digital Humanities look like?

We welcome papers that address the above questions and that suggest a new, somewhat different take on the relationship between the humanities and the digital.

Deadline for submissions: 18 October 2010

Please submit your contributions by email to Federica Frabetti:
<kikka66it@yahoo.it>

All contributions will be peer-reviewed.

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Established in 1999, CULTURE MACHINE http://www.culturemachine.net is a fully refereed, open-access journal of cultural studies and cultural theory. It has published work by established figures such as Mark Amerika, Alain Badiou, Simon Critchley, Jacques Derrida, Henry Giroux, Mark Hansen, N. Katherine Hayles, Ernesto Laclau, J. Hillis Miller, Bernard Stiegler, Cathryn Vasseleu and Samuel Weber, but it is also open to publications by up-and-coming writers, from a variety of geopolitical locations.

CFP FANPIRES: Audience Consumption of the Modern Vampire

15 set

Acabo de receber mais um call for papers sobre vampiros. Isso já está virando uma praga rs. Mas dessa vez é sobre recepção e novas audiências dos vampiros como produto da cultura pop.

CFP FANPIRES: Audience Consumption of the Modern Vampire
Editors: Gareth Schott & Kirstine Moffat (University of Waikato, New Zealand)
Publisher: New Academia Press (Washington, DC)

This edited collection will examine the cultural resurgence of the vampire. It aims to provide inter-disciplinary accounts of the reception and cultural impact of contemporary representations of the vampire evident across a broad range of mediums, including literature (e.g. Evernight, The Vampire Academy), film (e.g. Twilight saga), television (e.g. The Vampire Diaries, True Blood), graphic novels (e.g. Chibi Vampire) and games (e.g. Vampire Rain). The appeal of vampire mythology and its associated folklore for modern audiences will be examined in an age characterised by the transformative possibilities of the internet with both its low barriers to artistic expression and the erosion of the boundaries between author and audience.

From evil villains to tragic heroes, modern appropriations and re-workings of the vampire genre, evident in popular manifestations such as the Twilight saga and the television adaptation of The Southern Vampire Mysteries (True Blood) are noted for their focus on the everyday. The ?new wave? vampire is commonly nested within communities, seeking to temper their urges and coexist with humans. Such contemporary treatments of the vampire fulfill the performative role traditionally associated with media fandom that has seen the creation of texts that ?enact, share in, and see scenes that the canonical author never created? (Lancaster, 2001, p. 131).

Within the context of reception and fandom, we aim to attract contributions that address (but are not limited to):
#    Fan Practices (art, fiction and films as well as discussions devoted to key vampire texts)
#   Anti-fans, negative reactions and responses
#    Impact and appeal of the vampire for different audiences (intended and unintended).
#    The scholar as fan. Distinctions between experience, interpretation and thinking as a fan and a scholar.
#    Author as fan (for example, homage/adaptation works such as Pride and Prejudice retellings Vampire Darcys Desire by Regina Jeffers or Mr Darcy Vampyre by Amanda Grange)
#   The journey of the fan. Where does fandom of a particular text lead audiences? A reference to the gothic appeal of Wuthering Heights in Twilight, led Publisher Harper Collins to reissue Brontes novel with the tagline Bella and Edwards favorite book,?quadrupling its annual sales.
#  The role of merchandising within vampire fan culture.
#   Issues related to film, television, game adaptation/translation (e.g. Why are there very few original or franchise tie-in vampire videogames? What prohibits the translation of vampire narratives into interactive games?)
#    The relationship between modern representations of the vampire (e.g. TV?s Being Human or Blood Ties) and other contemporary media genres (e.g. reality tv, sitcom, murder mystery etc.)
#   The construction and appeal of the ?dark romance? genre
#    Analysis of the plight of the vampire and the burden of immortality. Inter-generational differences between vampires and humans and vampires from a different age. For example, True Blood?s Bill Compton, turned during the American Civil War, and his young progeny Jessica Hamby (who keeps her own blog on http://babyvamp-jessica.com). How forgotten social conventions, mannerisms and standards are reintroduced into society through the presence of vampires. How vampires from a previous age negotiate the demands of a contemporary world.
#    The domestication of the vampire. The shift in contemporary texts from vampires as mythic creatures to quasi-human beings confronting everyday, human problems and relationships. For example: the vampire family (such as the Cullens in Twilight), the bond between creator and ?child? or the challenges of bodily sustenance (such as the ?vegetarian? Cullens in Twilight or the vampire blood banks in True Blood).
#    World media and cross-cultural comparisons (e.g. Sergei Lukyanemko?s Russian Vampire quartet currently adapted into two films Nightwatch and Daywatch).

KEY DATES:
Chapter Proposals (Abstract), 500-800 words + 6 keywords – October 29th, 2010
Notification of Acceptance ? November 19th, 2010
Chapter Submission (5,000 words) ? February 29th, 2011
Final Submission for Revised Chapters ? 31st May, 2011

All submissions to g.schott@waikato.ac.nz or kirstine@waikato.ac.nz

Dossiê Redes Sociais na Revista Com Ciência

11 set

A Revista Com Ciência, revista de jornalismo científico da UNICAMP lançou essa semana sua mais recente edição com um dossiê sobre redes sociais. Vários textos sobre os impactos dos sites de redes sociais na cultura, no jornalismo e na sociedade em geral. Além disso, há uma entrevista com Alex Primo e textos de Raquel Recuero, Mirna Tonus e um texto meu sobre redes sociais de música. Vale conferir!

E-book sobre pesquisa em comunicação digital será lançado no Intercom 2010

16 ago

Abaixo o release do e-book que lançarei junto com a @mcaquino e a @sandramontardo na Intercom 2010.

A Cibercultura é uma das áreas de pesquisa que atualmente mais cresce no Brasil e no mundo e, desde o surgimento da Internet, as redes de comunicação e suas mais diversas aplicações têm gerado impactos políticos, econômicos e sociais. Diante desse cenário tecnológico em constante reconfiguração, as pesquisadoras Adriana Amaral, da Universidade do Vale Rio dos Sinos/Unisinos; Maria Clara Aquino, da Universidade Luterana do Brasil/Ulbra e Sandra Montardo, da Universidade Feevale organizaram uma coletânea de artigos apresentados na Divisão Temática Comunicação Multimídia e no grupo de Comunicação e Multimídia do Intercom Júnior do XI Intercom Sul, que aconteceu em maio de 2010, na Universidade Feevale. Em formato de e-book, a obra será lançada no XXXIII Congresso Nacional da Intercom, que acontece de 02 à 06 de setembro, na Universidade de Caxias do Sul/UCS.

O e-book Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital, é dividido em quatro partes que apresentam textos de doutores, doutorandos, mestres, mestrandos, alunos de graduação e bolsistas de iniciação científica de mais de uma dezena de universidades e faculdades da região sul. Os trabalhos abordam questões diversas sobre a comunicação digital e, segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho de Cibercultura da Intercom, profª. Drª. Fátima Regis Oliveira, autora do prefácio da obra, “ a qualidade dos textos atesta o vigor da produção e o crescimento da área no Brasil, em particular na região Sul”.

Adriana Amaral é professora e pesquisadora do PPGC/ UNISINOS, doutora em Comunicação Social pela PUCRS, bolsista do CNPq, membro do Conselho Científico da ABCiber e autora de diversos artigos e dois livros sobre cibercultura e comunicação. Maria Clara Aquino é jornalista, professora do Curso de Comunicação Social/Jornalismo da Universidade Luterana do Brasil/Ulbra, mestre e doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/PPGCOM UFRGS e autora de artigos sobre hipertexto, folksonomia e convergência midiática. Sandra Portella Montardo é doutora em Comunicação Social pela PUCRS, professora e pesquisadora da Universidade Feevale, nos Cursos de Comunicação Social, Mestrado em Inclusão Social e Acessibilidade, Mestrado em Processos e Manifestações Culturais, membro do Conselho Científico Deliberativo da ABCiber e autora de diversos artigos sobre Blogs, Inclusão Digital e Conteúdo Gerado pelo Consumidor.

Mais informações podem ser obtidas através dos e-mails: adriamaral@unisinos.br; aquino.mariaclara@gmail.com, sandramontardo@feevale.br

Call for Essays: Spider-Man, Spider-Women, and Webspinners: Critical Perspectives

19 jul

E depois da chamada sobre vampiros, mais uma chamada “inusitada” chega no meu email: estudos sobre Homem-Aranha a ser publicado em um livro.  Achei fantástico, pois Peter Parker sempre foi meu favorito da Marvel.

Call for Essays:

Spider-Man, Spider-Women, and Webspinners:

Critical Perspectives

Edited by Robert G. Weiner and Robert Moses Peaslee

When Stan Lee and Steve Ditko first penned a short story about a young man named Peter Parker who gets bit by a radioactive spider and becomes the hero known as Spider-Man, little did they know they would be creating the most popular super-hero in history (next to Batman).  Like most “happy accidents,” the creation of Spider-Man almost did not happen.  It was initially a throw away a story in a magazine that was getting cancelled anyway.

Stan Lee and Steve Ditko had hit upon a character that was different from all the others and one that everyone could relate to. Peter Parker (Spider-Man’s alter ego) was a teenager who had money/girl/family problems that he continued to struggle with even though he had  “amazing” powers. He was in high school and had to learn some hard lessons of life. When Parker first got his powers, he used them to make money and get fame. But when he failed to stop a burglar who would eventually kill his Uncle Ben in a robbery attempt, he learned that “with great power, comes great responsibility.” Since Stan Lee wrote those words in 1962, they have become the most quoted comic book words in history and have served as a cautionary note pertinent far beyond the boundaries of the comic or film frame.

Since 1962, there have been no less than 10 different titles featuring Spider-Man, 5 different animated series, a live action series, animated movies, a live action series in Japan, and 3 very successful movies grossing a total of $2.4 billion and breaking box office records

The editors are seeking articles of around 4-6,000 words discussing the phenomena of Spider-Man or its off-shoots related to the comics, films, animated series, games, television series, history etc.

Some possible topics to be addressed include (but are not limited to):

·      The real meaning of “with great power comes great responsibility” and Uncle Ben’s life and influence on Peter Parker
·      Dr. Octopus almost marrying Aunt May
·      May Day Parker, Spider-Girl and the alternate universe
·      Spider-Girl as a fan driven title
·      J. Jonah Jameson and his hatred of Spider-Man
·      Spider-Woman the first female off shoot
·      The various Spider-Girls
·      How did Amazing Fantasy 15 change the world?
·      The Death of Aunt May
·      The Clone Saga
·      The various Spidey costumes: Black, Red/Blue/Maroon
·      Venom and Carnage: Why did these particular villains become the most popular of all Spidey villains?
·      Spider-Man’s role in Civil War
·      The Gwen Stacy affair
·      Spider-Man’s uneasy relationship with the police
·      The Green Goblin (Norman Osborne) and his love/hate relationship with Peter Parker
·      The various Goblins: Green Goblin1&2/Hobgoblin/Demigoblin (What ties them together? Differences?)
·      The artistic style of Steve Ditko
·      The roots of Spider-Man (The old pulp hero The Spider)
·      The writing of Gerry Conway
·      The art of John Romita Sr. and John Romita Jr. on Spider-Man
·      The New Fantastic Four-Spider-Man, Ghost Rider, Hulk, and Wolverine
·      The relationship between Madame Web and Spider-Man
·      Spider-Man’s role in the New Avengers
·      The work of J. Michael Straczynski on the title
·      How did Todd McFarlane change the Spider-Man world both through his art and writing?
·      The first Marvel/DC crossover-Spider-Man meets Superman
·      Why was the live action Spider-Man television series a big flop?
·      Spider-Man 2099-A different kind of Spider-Man
·      Comparisons between Nicholas Hammond and Tobey McGuire as Peter Parker
·      What kind of creative licenses did the movies take that differ from the sequential art stories? How were they similar?
·      Zombie Spider-Man
·      Mary Jane comics and novels: teen romance in the Spider-Man world
·      Spider-Man as an ideal children’s hero
·      Spider-Man fan films and fiction
·      Spider-Man as an ethical gauge for human behavior
·       One of the first Super-Hero record albums: Spiderman: Rock Reflections of a Superhero
·      The Scarlet Spider-who is he? What is his role in the Spidey universe?
·      The Ultimate Spider-Man: What are the similarities and differences between the Ultimate version of the writing of Brian Michael Bendis on Ultimate Spider-Man
·      Spidey Super Stories: An experiment in reading for children
·      Spider-Man overseas?  Why do the Europeans love Spider-Man as much as the Americans? What is his universal appeal?
·      Mattie Franklin (Spider-Woman 3) and her relationship to J. Jonah Jameson as a surrogate father
·      Peter Parker’s sister?
·      The Red Skull and the killing of Peter-Parker’s parents
·       Spider-related groups and societies: Spider Society; Webcorps
·       Kraven the Hunter and his desire to be like the Spider
·       J.M. DeMatties and the death of Kraven the Hunter
·      The Vulture: A senior citizen as a villain
·      The relationship between Captain America and Spider-Man
·      Spider-Man and his Amazing Friends an animated series featuring Firestar and Ice-Man
·      The Spider-Man family of heroes
·      John Jameson and the Man-Wolf
·      The Transformers: Spidey meets a Hasbro trademark
·      The upcoming Spider-Man movie reboot
·      Spider-Man as a barometer of the various historical periods in which he appears.
·      The psychoanalytic aspects of Spider-Man, Peter, Mary Jane, etc.
·      Spider-Man, Marvel, and the structure of the entertainment industry
·      Spider-Man as ideology or counter-ideology
·      Spider-Man, -Woman fandom and audience practice
·      Spider-Man online
·      Spider-Man as an urban (or particularly a New York) dweller

Please send 200 word abstracts by November 1st 2010 to:

Rob Weiner
Rob.weiner@ttu.edu

Final papers will be due December 1st 2010. Please note the submission of an essay does NOT necessarily mean publication in the volume.  The editors are striving to put together as tight a collection as possible with many diverse viewpoints covering all aspects of Spider-Man’s career.

Authors are also expected to follow the editor’s style guide and be willing to have their work edited.
Thank you

Robert Moses Peaslee
Department of Electronic Media and Communications
Texas Tech University

Rob Weiner
Texas Tech University Library

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