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Palestra Ficção Científica e Literatura hoje na FEEVALE

15 abr

Hoje faço palestra no Mestrado em Processos e Manifestações Culturais da Feevale em Novo Hamburgo. As inscrições estão abertas.

Apresentação

A palestra abordará temas interdisciplinarmente, a fim de atender ao interesse investigativo dos alunos, mediante a participação de professores convidados. Esta atividade faz parte dos Seminários Avançados Do Mestrado Em Processos E Manifestações Culturais.

Público-alvo

Interessados em geral, desde que tenham, no mínimo, graduação, pois participarão das atividades juntamente com alunos de Mestrado.

Pré-requisito

Ser graduado.

Identificação

  • Período: 15 de abril de 2011
  • Horário: Sexta-feira, das 19h30min às 22h15min
  • Carga horária: 3h
  • Inscrição: Inscrições até o dia 13/04
  • Local: Auditório de Pesquisa e Pós-graduação, sala 200B do prédio Lilás – Campus II
  • Certificado: Para a certificação, mínimo de 75% de frequência.

Realização

  • Coordenação: Prof.ª Dr.ª Cintia Carvalho e Dr. Cleber Cristiano Prodanov
  • Promoção: Instituto de Ciências Sociais Aplicadas – ICSA – Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação – PROPI
  • Organização: Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários – Proacom

CfP Ethnographic Fiction & Speculative Design Workshop

4 mar

Fantástica essa chamada! Totalmente transdisciplinar entre design, literatura, tecnologias, sci-fi, arte, antropologia, comunicação, etc. Se fosse possível enviaria algo.

“In the tale, in the telling, we are all one blood. Take the tale in your teeth, then, and bite till the blood runs, hoping it’s not poison; and we will all come to the end together, and even to the beginning: living, as we do, in the middle.” – Ursula K. Le Guin

Ethnographic Fiction and Speculative Design is a full-day workshop at the 5th International Conference on Communities & Technologies–C&T 2011, in Brisbane, Australia, 29 June-2 July, 2011.

**REMINDER**
Position papers are due 1 April, 2011. Please email submissions to speculativedesign@gmail.com.

Introduction

While pervasive technology development and implementation proceed apace, the potential social and cultural implications – including the ways in which end user communities can be active participants in these processes – remain underexplored. The inherent invisibility of the technological infrastructure required to support these emerging networks makes it difficult to identify which objects around us might have computational capacities, or what those capacities might be. Without that sort of tangible knowledge, it is also difficult to imagine how such networks stand to reconfigure individual identities and social interactions, or how access, data privacy and ownership might be managed. Manifesting this knowledge in concrete, but not necessarily real or true, ways can be seen as a crucial first step in providing communities the means to productively engage such issues and concerns.

UK designers Dunne and Raby have long argued that critical and speculative design have the “ability to make abstract issues tangible” and could be a valuable addition to “public debates about the social, cultural and ethical impact on everyday life of emerging and future technologies.” Bruce Sterling conjures design fiction as a way to engage cultural imaginaries, and Julian Bleecker more pointedly defines design fiction as a means of “questioning how technology is used and its implications, speculating about the course of events…and incit[ing] imagination-filling conversations about alternative futures.” But are all alternatives equal? And how can we use these future visions to act in the present?

Goals of the Workshop

This full-day workshop aims to explore how grounded ethnographic and action research methods can be transformed into fictional and speculative designs that provide people the kinds of experiences and tools that can lead to direct community action in the development and implementation of new pervasive technologies.

“Ethnographic fiction is a form that blends the fact-gathering research of an anthropologist with the storytelling imagination of a fiction writer. It is not a true story, but it aims to depict a world that could be as it is told and that was discovered through anthropological research.”
Tobias Hecht

In the first half of the workshop, individual participants will be invited to present brief position papers on issues related to the use of ethnographic research as a means for engaging multiple publics and speculative design as a means of enabling community action related to new pervasive technologies.

“The speculative design process doesn’t necessarily define a specific problem to solve, but establishes a provocative starting point from which a design process emerges. The result is an evolution of fluctuating iteration and reflection using designed objects to provoke questions and stimulate discussion in academic and research settings.”
– Nikhil Mitter

Issues raised in the papers and discussions will be used to create design briefs for the second half of the workshop. Small groups will work collaboratively to complete the briefs and present the results to the group at the end of the day.

Participation

Authors are invited to submit 2-4 page position papers (in CHI Publications Format), on topics including, but not limited to:

* Creative non-fiction and/or ethnographic fiction as methodology
* Social and cultural issues related to pervasive computing
* Speculative design, design fiction and/or critical design
* Action research, community-based and/or public technology initiatives

Accepted papers will be compiled and made available online, along with the design briefs and other workshop documentation. High-quality submissions will be considered for a journal special issue or edited book.

Important dates

Submission of position papers 1 April, 2011
Notifications of acceptance 30 April, 2011
Final papers due 27 May, 2011
Workshop 30 June, 2011

Organisers

Dr Anne Galloway is Deputy Head, School of Architecture and Senior Lecturer, School of Design at Victoria University of Wellington.
Dr Ben Kraal
is Research Fellow with the People and Systems Lab, Queensland University of Technology.
Professor Jo Tacchi
is Deputy Dean, Research and Innovation in the School of Media and Communication, RMIT.

Por que steampunk é tendência? Palestra sobre Steampunk no curso de Coolhunting em Curitiba

21 fev

Quer saber por que os corsets viraram hype na moda? Por que grupos de pessoas se reúnem para fazer picnics vitorianos em várias capitais do mundo? Ou por que raios a nostalgia do passado se infiltra nas tendências do mercado? Mas, afinal o que é steampunk? Pois no dia 03 de maio às 19h30 vou apontar algumas possíveis respostas a essas e outras perguntas. É quando vou estrear como professora convidada do curso de CoolHunting e Pesquisa de Tendências da agência Berlin na Lemon School em Curitiba. O curso já está na terceira edição e acredito que vai ser uma experiência bem bacana, pois falarei sobre um tema que venho estudando desde 2002, o retrofuturismo e a estética steampunk. Meu enfoque será mostrar como um subgênero da ficção científica sai da literatura e transborda para as mais diversas mídias, a cultura, a moda, etc e como ele entrou em voga em tempos de sites de redes sociais e tecnologias. Para quem quer entender o comportamento dessa subcultura e como ela saiu do underground ao mainstream, espero indicar alguns caminhos. As inscrições estão abertas. Para mais informações basta acessar cursocoolhunting.com ou berlincool.com.br

Asimov e o impacto da internet

14 fev

Esse vídeo circula já há um tempo pela rede mas eu ainda não havia postado por aqui. É parte de uma entrevista que Isaac Asimov concedeu a Bill Moyers em 1988 falando sobre o impacto da tecnologia da internet para a educação e a sociedade, com uma clarividência e extrapolação que só mesmo um escritor de ficção-científica poderia ter.

Quando a literatura francesa encontra a ficção-científica contemporânea

30 jan

Em A possibilidade de uma ilha, terceiro livro do polêmico Michel Houllebecq, encontramos a mesma ironia ácida, o mesmo desdém com a miséria afetiva da humanidade e uma preocupação aguda em relação ao sexo (e seus momentos beirando a misoginia) e a morte, todos temas já tratados em suas obras anteriores. No entanto, nesse romance Houllebecq não apenas flerta com a Ficção-Científica, o livro é decididamente sci-fi slipstream, adulto, ácido e especulativo trazendo a clonagem e a religiosidade tecnológica como panos de fundo para refletir sobre a condição de humanos e de pós-humanos (que ele chama no livro de neohumanos). Os relatos de vida de Daniel 1 somados aos comentários de Daniel24 e Daniel25 (seus clones e sucessores) fazem a lição de casa da FC de qualidade: extrapolam as questões técnicas sobre a biotecnologia em um presente/futuro próximo pensando em um futuro mais longínquo no qual os humanos ou se tornariam selvagens (ao estilo distópico quase Mad Max) ou neohumanos (aqueles que abdicaram da vida em prol da imortalidade adquirida via clonagem através da conversão à seita elohimita). Senti um tom super new wave e philipkdickiano em vários momentos em que os personagens hesitam entre o que seria realidade, sonho ou delírio e no que tange as questões religiosas da seita elohimita e até mesmo a temática da sexualidade, característica da NW e também de JG Ballard em relação ás gerações anteriores. No entanto, as tintas distópicas e ora antihumanistas ora nostálgicas a respeito da condição humana reequlibram a narrativa dotando a mesma de um tom mais crítico em relação à liberdade da geração 68. Se, em Partículas Elementares, Houllebecq flertou timidamente com possibilidades científico-ficcionais, em A possibilidade de uma ilha ele não deixa dúvidas de que pode ser considerado tanto um escritor mainstream quanto um escritor de FC. Isso é claro, se pensarmos nas tendências de ordem mais existencial e filosófica iniciadas pelas gerações de escritores de FC dos anos 60/70 e na ordem da extrapolação de uma tecnologia (no caso a biotecnologia e seus desdobramentos sobre a vida humana, a cultura e as relações sociais). Está tudo lá, o personagem com tendências a anti-herói, a tecnologia, um acontecimento/evento que aciona a narrativa (no caso a finitude da raça humana e o surgimento de novos seres a partir de um experimento científico e religioso) e uma descrição do devir humano em sua busca por compreensão da vida. Tanto o autor em sua prosa estilo “dedo sarcástico na ferida” quanto os relatos de vida dos personagens não oferece nenhuma salvação ou solução para o futuro, mas traça um panorama refinado da caminhada do homem contemporâneo nietzscheanamente rumo ao seu processo de  transmutação. Agora estou curiosíssima para ler o mais novo romance dele ” La carte et le territoire” lançado ao final de 2010, em que há um personagem que é o próprio Houllebecq conforme indica a resenha do Guardian .

Seminário Science ‘n’ Fiction

11 out

Reproduzo abaixo o convite do colega Walter Lima (da Casper Libero – SP) para o Seminário Science n´Fiction – A ciência na Ficção Científica, do qual participo no final do mês na Mesa III junto com @fabiofernandes e @rlondero

Seminario Science n fiction
Caros Pesquisadores

O grupo de pesquisa Tecnologia, Comunicação e Cultura de Rede (Teccred), do Programa de Pós-graduação da Cásper Libero, promove o Seminário “Science´n´Fiction”, no dia 30 de outubro, das 8h30 às 18 horas, no auditório Aloysio Biondi, Avenida Paulista, 900, 5.o andar.

O evento aborda as relações entre o gênero e a ciência/tecnologia e contará com a participação de cientistas produtores de ficção científica, pesquisadores e setores sociais envolvidos com a temática. A mesa de abertura contará com a presença de João Zuffo, idealizador do Laboratório de Sistemas Integráveis da USP (LSI/USP) e autor do livro de sci-fi “Flagrantes da Vida no Futuro”.

Resumo da programação:

Mesa I – Ficção Científica e Tecnologia
Como cientistas e pesquisadores tomam ou podem tomar a literatura de ficção científica como inspiração para suas investigações e criações.

Mesa II – Pós-humanos, cibercultura e robótica
Os arquétipos da ficção científica que se baseiam e se desenrolam no mundo real. O que já existe e o que está em desenvolvimento.

Mesa III – O Cyberpunk é agora?
Um debate sobre a vertente da ficção científica e suas correlações com a atualidade.

Mesa IV – Movimentos culturais sci-fi
Como a ficção científica une pessoas e promove movimentos culturais pela cidade de São Paulo. Apresentação de fãs de Steampunk e Star Wars vestidos a caráter.

A programação completa e posts sobre o evento podem ser acessados no http://sciencenfiction.wordpress.com/

Quem desejar acompanhar o evento via twitter basta seguir:
@sciencenfiction

Já os interessados em participar do Seminário, e que não pertencem ao corpo docente e discente da Cásper Líbero, devem enviar nome, rg, telefone e instituição para  eventos@casperlibero.edu.br e aguardem o e-mail confirmando sua participação.

O Seminário também será transmitido ao vivo pela internet. Se você tiver interesse em assisti-lo via web, envie para o mesmo e-mail acima nome, rg, telefone e instituição que representa, comunique seu interesse e aguarde nosso e-mail indicando o link (capacidade limitada de conexões).

abs,
Walter Lima

Cthulhu para Presidente

3 out

Cthulhu 666

Aproveitando que ainda dá tempo de fazer algo em nome dos Grandes Antigos, eis a plataforma do meu candidato. Lembrem-se, só Cthulhu é sincero o bastante para garantir o mal e a destruição.

“You must unconditionally surrender”

30 ago

perf3

Algumas fotos da performance “You must unconditionally surrender” realizada no dia 22 de agosto de 2010 no Itaú Cultural, em SP by Wandeclayt + Lady A.

Mais fotos na Galeria Invisibilidades do Flickr

Invisibilidades III – Alguns comentários

24 ago

Conforme prometido meu resumo e breves comentários sobre o Invisibilidades III evento que ocorreu dias 21 e 22 de agosto no Itaú Cultural em São Paulo e reuniu pesquisadores, escritores, artistas, músicos, críticos, jornalistas em torno da temática da ficção-científica sob curadoria do Dom Corleone da sci-fi brazuca, Fábio Fernandes.

Sábado 21/8 – Mesa Fora do Eixo - a Produção de Ficção e Crítica Literária no Brasil que Você não Conhece com Alice Feldens, Arnaldo Mont’Alvão e Quelciane Marucci
mediação Edgar Nolasco

A mesa apresentou os resultados das pesquisas do núcleo de estudos em ficção contemporânea da UFMS e as dissertações em andamento ou defendidas sobre a crítica da FC brasileira. Destaque para a empolgante apresentação de Edgar Nolasco que falou sobre como abrir caminhos desviantes na pesquisa normalmente canônica da teoria literária e apontou a rede por ele iniciada com as orientações de FC e Fantasia.

Mesa 2 Quadrinhos Brasileiros: a Experiência no Exterior
com Daniel Pellizzari e Rafael Grampá
mediação Octavio Aragão

A segunda mesa do dia apresentou a dupla Pelizzari e Grampá que está produzindo a graphic novel Furry Water. Foi um bate-papo muito bem conduzido pela mediação de Octavio Aragão. Pelizzari enfatizou as diferenças entre roteiros de quadrinhos e escrita literária e alguns outros pontos com muito bom humor.

Palestra e apresentação com o artista Walmor Corrêa

Excelente apresentação de Walmor que apresentou seu trabalho irretocável de estranhamento borrando as fronteiras discursivas entre ciência e arte na criação de seres fantásticos, em especial a série sobre lendas e mitologias da tradição brasileira.

Domingo Mesa Ficção Científica e Estudos Culturais: Uma História Sem Fim
com Adriana Amaral e Cristiane Busato Smith
mediação Fábio Fernandes

Cris apresentou sua análise sobre elementos de Ficção Científica em Império do Sol de JG Ballard, apontando as questões de gênero entre novel e romance e as indefinições entre FC e autobiografia nessa obra a partir do conceito de Inner Space. Eu apresentei algumas hipóteses acerca da adoção do subgênero steampunk por uma geração mais nova e de como essa subcultura está calcada na questão da performance – a partir dos conceitos de engajamento do corpo de Paul Zumthor – em sua recepção. Pena que falamos tanto que acabamos sem tempo para as perguntas.

Abaixo, os dois materiais que apresentei. Primeiro o vídeo sobre a exposição steampunk no Museu de Oxford e depois meu ppt com os apontamentos.

Mesa 2 New Weird Fiction - Um Novo Estranhamento Literário
com Alexandre Mandarino, Nelson de Oliveira e Richard Diegues
mediação Jacques Barcia

A mesa começou com o esforço hercúleo de Jacques para resumir a questão do surgimento do subgênero New Weird dentro da fantasia, apontando a ruptura nas temáticas escapistas para uma ficção mais política e urbana. Na sequência, Nelson de Oliveira falou do seu trabalho como escritor e Richard Diegues da Tarja editorial falou um pouco sobre o mercado brasileiro. Por fim, Alexandre Mandarino também tratou de seus projetos, entre eles a revista Hypervoid e a tradução para o português de Perdido Street Station de China Mielville.

Para fechar, eu – saindo da zona de conforto de pesquisadora – e o Wandeclayt apresentamos uma pocket performance intitulada “You must unconditionally surrender” com material audiovisual e sonoro inspirado pela FC ou suas temáticas.

No geral o evento foi muito bem pensado, planejado e executado. As mesas e discussões foram de alto nível e o público estava qualificadíssimo e compareceu aos debates. Deu para trocar ideias, conversar, sem coisas fora do tom ou briguinhas de fandom. Acho que isso demonstra a maturidade e o crescimento dessa área no Brasil, além da super-curadoria do Fábio que reuniu diversidade, multiculturalismo e perspectivas distintas dando um sabor todo especial ao evento, que foi bem vanguardista em sua proposta. Por fim, foi ótimo reencontrar os amigos de sempre e conhecer outras pessoas que têm poucas oportunidades de se ver por estarem espalhadas por regiões diferentes do país. Agradeço também a Aline Naomi, o Caue e a Lidia Zuin que apareceram por lá. E que venha o Invisibilidades IV em 2012 antes do fim do mundo!

PS: foi excelente participar de uma mesa com a Cris Smith. Finalmente depois de termos sido colegas por tanto tempo agora que não somos mais conseguimos, yeah!

PS2: Aguardo as fotos do evento para postá-las

PS3: Bazinga!

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