A trevosidade nossa de cada dia

Início de semana e começo de verdade do semestre.
Correria, agosto está em ritmo de maratona de deadlines.

Uma vez trevosa…*


A parte boa da minha gripe foi ter conseguido ler
um livro que a Pinta iria gostar e que ganhei de presente
do querido colega João Freire Filho (UFRJ) ainda
durante a Compós e que disse que o livro era a “minha cara”!

GRUNENBERG, Christoph (ed). Gothic. Transmutations of Horror
in Late Twentieth Century Art. Cambridge: MIT Press, 1997.

O livro é composto por uma coletânea de artigos que refletem
o legado do gótico na arte e cultura contemporânea,
seja nas artes visuais, na literatura, no cinema, na música,
moda, séries de TV, design, cultura underground, etc.
Temas como o fantástico, o grotesco, o obscuro da
psiquê humana, o horror, o corpo e suas patologias e o sublime
aparecem nos ensaios de nove autores autores
(8 artigos e uma short story).
As ilustrações e obras de arte do livro faziam parte
de uma exposição que aconteceu em 1997. no
ICA -Institute of Contemporary Art de Boston
(um dos meus lugares favoritos lá).

O livro fica meio sem identidade ao misturar
ensaios mais acadêmicos no sentido tradicional,
em especial os três primeiros (de excelente nível)
com artigos mais “jornalísticos/crítica” como é o caso de
“Bela Lugosi´s dead and I don´t feel so good either –
Goth and the glorification of suffering in rock music”
(o melhor título!!!)
do crítico do Village Voice, James Hannaham
e um artigo sobre industrial “Like cancer in the System –
Industrial Gothic, Nine Inch Nails** and Videotape”
de Csaba Toth – que fala sobre o que ele chama de
“duas ondas” do industrial e de suas perspectivas político-tecnológicas
(eu discordo de alguns pontos, contudo,
pelo menos é mais material de pesquisa,
uma vez que os estilos mais soturnos da eletrônica
foram pouco pesquisados pelo meio acadêmico).

Por outro lado, acho que isso deixa o livro bem
mais vendável e interessante para o público “não-iniciado”.
Vale como referência para todos que possuem interesse
pela trevosidade nossa de cada dia🙂 Carpe noctem!


* Caue allrights reserved
** alguém tem que urgentemente analisar o ARG do NIN
e toda a estratégia e temas de Reznor para Year Zero.

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