Though it seems the past and the future look the same. Suffice to say you’re still here

ruínas de estrelas:
com essas ruínas construo o meu mundo

(Nietzsche)

o eterno retorno

Mais um ano vencido no constante embate de forças vitais.
Não saberia escrever minha própria genealogia.
Talvez apenas em aforismos, rupturas e continuidades.
Em verdade ela não pode ser escrita, pois é
matéria + forma, é viva e pulsante, é devir.

Conceal your deepest worries
Confine your thoughts inside
The walls you built of damaged pride
The light in your eyes failing
Like you’re adrift
Like night pretending to be day
These storms subside

Say hello on a day like today…
Um belo dia abrimos os olhos e estamos ali.
Sem começos, sem saber quando o final chegará.
Em uma carteirinha do hospital está escrito
que nasci às 19h20 de uma sexta chuvosa.
(o chuvosa já faz parte da narrativa materna)
there´s something warm about the rain
there´s something warm in everything
residiria ai meu primeiro amor pela escuridão?
ah, as peças que nos prega o imaginário das coincidências…
Apenas um eu desnudo chorando:
“original of the species”…

Mais adiante o pequeno eu começa se apresentar
enquanto mais um sujeito/objeto, caindo do berço
e batendo a cabeça; lendo o jornal antes mesmo
de entrar para a escola;

se aventurando nos corredores dos livros
de uma adolescência de aparelhos nos dentes
e trocentas músicas espalhadas pelo quarto…
depois, os vinte-e-poucos de abismos e vertigens,
de montanhas-russas e circos itinerantes

Três décadas, 2 anos e alguns projetos inacabados.
Outros tantos encerrados para o bem ou para o mal.
Um ano dolorido passou. ufa!
Um ano obscuro! Um ano colorido!
foi tudo isso e mais, e, por vezes menos.

Though the past, the unwanted memories,
are holding onto you

All the power in the universe
conspires to carry you

Truths you find through your adversities
will defend you

As your powers and all your energies
conspire to carry you

Aquele euzinho cresce, chora, esperneia, pensa logo existe
mas segue firme, fail is not an option, a cada ano ele retorna
ao ponto inicial tendo apreendido o empírico e o randômico
da energia que teima em queimar…

The adversary to your soul
The blackest thoughts
That try to poison you
These storms subside
Lay down your greatest burden
Relinquish that which has control of you
And let yourself through

Viver ou sobreviver?
I choose not to choose life, I choose something else…
o que significa ter trinta-e-poucos? não sei
mas talvez seja não mais precisar entender
não mais analisar
seja meramente fruir
para o alto e avante!

afinal, ter 32 é continuar as lost as this,
sometimes it doesn´t even look like you

é só mais um ano, de novo e de novo…
como o jardim suspenso de robert smith
celebrar o não-palpável!
beber às aguias e acordar em outro ano
ainda com as cicatrizes e tattoos
mas com as estórias por escrever
no porta-malas do presente…

Though it seems the past and the future look the same
Suffice to say you’re still here

olha em frente! não olhes para trás!
vai-se ao fundo
sempre que se quer ir aos fundamentos
(Nietzsche)

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