Meu nome não é Johnny

Gostei bastante!
Ainda mais para uma tarde de chuva….
vcs não acham o selton mello tão fofinho?

ps: achei a trilha bem boa
ps2: o post é curtinho pois estou vendo a maratona brothers & sisters
no Universal Channel

Tratado de ateologia – Michel Onfray

A dica de leitura da semana é o livro Tratado de ateologia do filósofo francês Michel Onfray. Escrito em 2005 e lançado em 2007 pela Martins Fontes. O livro carece de uma profundidade e de um recorte de objeto mais específico. O autor também repete muito os mesmos argumentos -válidos, é claro – de sempre contra as religiões como o belicismo, o ódio ao corpo e ao mundo presente, o ódio às mulheres, etc. Tá, não gostei muito de alguns cacoetes esquerdistas dele, embora ele consiga colocar isso em perspectiva.

Mesmo assim, o livro é bastante válido para quem ainda necessita de argumentos de incongruência para refutar os três monoteísmos dominantes e como mais uma das manifestações anti-religiosas – na linha ateus saiam do armário – que estão pipocando nos últimos anos (ainda bem!).

“(…) entre os três monoteísmos pode-se não querer escolher. E não optar por Israel e pelos EUA não obriga de fato a se tornar companheiro de estrada dos Talibãs” (p.24)

Contudo, apesar dele passar de raspão em todos os assuntos – e também nas abordagens, gostei do estilo de escrita, bem pessoal e explosiva. Foi uma boa e dinâmica leitura que lembrou idéias que eu partilho há tempos sem grandes novidades (gostei da parte em que ele fala que as mesmas pessoas que ironizam o fato do papa condenar os anticoncepcionais são as primeiras a participarem de casamentos, batizados, etc). E a bibliografia comentada ao final do livro também é de grande valia.

Para uma resenha mais detalhada do que a minha, ler o post Crítica ao Tratado de Ateologia no blog português Diário Ateísta.

ps: os próximos da lista nessa linha são o livro do dawkins e o do hitchens