Control (Anton Corbijn, 2007)

When your time’s on
the door,

And it drips to the floor,
And you feel you can touch,
All the noise is too much,
And the seeds that are sown,
Are no longer your own.
(leaders of men –
joy division)

Ontem, em uma folguinha depois da correria da semana entre a seleção dos candidatos ao MCL e a volta às aulas na graduação, finalmente tive tempo de assistir Control, do diretor Anton Corbijn, 2007. Confesso que esperava muito mais do filme. Achei que vale enquanto registro e pela belíssima fotografia. Achei decepcionante no quesito informativo, pois fica por demais centrado na relação de Ian Curtis com sua esposa Deborah – é baseado no livro dela chamado “Touching from a Distance” – e no affair que ele teve com a belga Annick Honoré (essa matéria que a revista side-line fez em 29/05/2007 é bem esclarecedora) enquanto ainda estava casado. Ian, que sofria de epilepsia, se suicidou aos 23 anos (em 1980) nas vésperas da banda deixar a Inglaterra para fazer uma tour pelos EUA.

Seria bem mais interessante se o filme deixasse o lado “ex vingativa” e historinha de amor e se concentrasse no processo criativo da banda, sobretudo, nas letras de Ian, e nas loucuras da produção de Martin Hanett, afinal Unknown Pleasures, o primeiro álbum ainda é um marco em termos de produção com vários efeitos de estúdio e o leitmotif bem pós-punk da bateria e do baixo em primeiro plano, uma inovação. Também muito pouca atenção é dada à figura do manager do selo Factory, Tony Wilson – embora 24 hour party people de Michael Winterbotton – já tenha se encarregado disso. Outra coisa, os outros membros do Joy aparecem como abobados perto de Ian e o baixista Peter Hook – que tem na minha opinião algumas das linhas de baixo mais identificáveis e criativas da história – como um verdadeiro mala – na imprensa ele andou detonando com o filme ano passado. O filme se perdeu completamente do propósito ao reduzir a história toda a um draminha de casamento que se encerrava. Enfim, achei que poucas coisas se salvaram na película, tirando é claro a boa atuação de Sam Riley como Ian Curtis e as plácidas preto-branco-cinza imagens de Manchester sob a direção do holandês Corbijn. Ah sim, e a cena quando eles vão ao show dos Sex Pistols.

Agora é aguardar pelo documentário sobre o Joy Division que está em fase de produção, já que no quesito de informações musicais e de narrativa, esse deixou muito a desejar.



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