Revista Backstage n. 159 Fev/2008

Da série, ítens recebidos

Nesse cotidiano afobado em que vivemos, nem sempre falamos das coisas boas que acontecem. Pequenas demonstrações que ganham muito significado por laços de afetividade. Muitas vezes a gente acaba com o foco todo voltado para reclamações, más notícias etc. Por isso decidi postar uma homenagem muito carinhosa que um dos meus melhores amigos aprontou para mim no mês passado. Mas esperei até que ele voltasse de viagem. Contudo, primeiro, uma pequena autoetnografia que tem início no começo da década de 90.

Foi mais ou menos em 90 ou 91 que conheci o Ticiano Paludo, em um tempo no qual eu praticava a arte do mosh e stage dive em shows de heavy metal/ hard rock e em que eu passava boa parte dos finais de semana na Osvaldo Aranha (rua do Bonfim que agregava as tribos urbanas nos anos 80 e 90) caminhando de cima pra baixo com botas brancas de salto alto e roupas glam com minha amiga Mick. Eu e a Mick nos divertíamos um monte nessa época. Mas enfim foi por ai que eu conheci o Tici, que era guitarrista da banda de metal/ hard rock Titânio (não percam essa entrevista deles na mtv, o visual poseur é o que há rs) que chegou a fazer um certo sucesso no “underground” da província de Porto Alegre. Tici também fazia parte do grupo dos “poseurs”. Lembro até hoje de um show antológico deles no extinto Porto de Elis, se não me engano esse show foi numa das clássicas “Segunda Sem Lei” um projeto de shows às segundas no qual compareciam os seres mais interessantes da fauna e flora do rock sulista.

Mais adiante, em 94 nos reencontramos na Famecos através da Camila, que hoje mora em Salvador. Tici havia se transferido da engenharia para publicidade. Muito dei risada das palhaçadas dele, como desenhar esquilinhos de frankfurt na aula de teoria da comunicação do Hohlfeldt e me apelidar de “Latino” devido a minha super imitação desse ídolo do brega nacional em um trabalho de aula. Depois da formatura, Tici foi um dos poucos com quem ainda mantive contato, por inúmeras afinidades. Ele conseguiu até a proeza de me fazer ir a um casamento (tá certo que foi apenas no civil… rs) Mas, posso dizer que, atualmente, Tici é um dos meus melhores amigos. Toda essa intro é para contextualizar.

Mês passado, recebi via sedex a revista Backstage n. 159. A Backstage é um veículo segmentado sobre produção musical, na qual ele é colunista. Nessa edição, Tici escreveu sobre mashups sob o ponto de vista musical. No lead do texto tomei um susto, lá estava meu nome (e o endereço do meu blog no box ao fim da matéria) creditado como uma das fontes e inspirações para as colunas musicais dele na revista e por ter apresentado os mashups a ele. É engraçado ver que alguns dos intermináveis debates sobre indústria fonográfica, música e tecnologia, produção musical que temos ao vivo, por fone, msn, etc se converteu em papel. Todo um mundo de melodias na vã tentativa da descrição em palavras. Valeu amigo! Te adoro!!! Thanks!

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