"A música é minha etnicidade" ou indie rock na academia

Após ler a matéria School of rock do jornal Guardian, fiquei super interessada em ler o livro Empire of Dirt: the aesthetics and rituals of british indie music (University of Wesleyean Press, 2006) da antropóloga Wendy Fonarow. Já estou até encomendando hehehe.

A matéria com aquele tom engraçadinho britânico toca numa questão interessante e que tenho, por minha vez, trabalhado em minhas pesquisas: a do pesquisador como outsider/insider. Segundo a autora revela no site do livro: “I was not studying from a distance. The goal was to get inside and I couldn’t do that by being dispassionate” said Fonarow. “So many doors were opened with fans because I didn’t feel any vanity about being an academic. I was fascinated by being both an insider and an outsider at the same time.” A perspectiva do livro parece muito interessante e pertinente para as análises relativas tanto aos gêneros musicais e seus fãs, quanto em relação ao consumo e ao entretenimento. Também gostei do approach, principalmente por deixar bem claros os limites e olhares a respeito do objeto analisado. Da minha parte acho um tema fascinante a relação insider-outsider e seus desdobramentos éticos e metodológicos (meu paper da Compós fala um pouco sobre isso, mas ainda pretendo aprofundar mais a questão).

Ainda na matéria, há um breve trecho sobre a questão dos perfis online e dá uma pinceladinha na questão da construção e auto-apresentação das ciberidentidades, mostrando exatamente a interesecção entre online-offline sem deméritos e juízos de valores: “People who film gigs on their phone aren’t just doing it for the memories – they’re doing it to present an image of themselves in cyberspace, where your personality is basically an enumeration of your tastes. You didn’t just go to Glastonbury, you’re ‘the type of person who goes to Glastonbury’. To have a great cyber identity you have to record events and put them on your page. So your life in the real world is a way of gathering material for your online persona. In a way you’re not really present at all.”

Vou esperar o livro chegar aqui e ler pra comentar mais🙂

Bom final de domingo a todos, vou ali arrumar as minhas malas: amanhã Poa, ai vou eu!

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