Mulheres acusadas de "bruxas" são queimadas vivas no Quênia

Trevoso é pouco para descrever esse ato monstruoso de queimar mulheres vivas acusadas de bruxaria no Quênia, como informa a AFP através do Yahoo News (o crédito da foto também é deles). É impressionante que sempre as mulheres sejam associadas ao longo dos séculos com esse tipo de prática que aliás nada tem de pejorativa – se é que realmente as mulheres assassinadas eram “bruxas”. Geralmente é uma histeria misturada ao medo e a uma vigilância constante das atividades dos grupos. Triste.

Justamente hoje que eu estava relendo o capítulo do Todorov sobre o discurso da magia me deparo com essa notícia: “a atividade mágica, apreendida em sua generalidade, está longe de ser a fera estranha e enigmática que frequentemente querem nos retratar (…) ela está presente em cada um de nós, mesmo que divirjam suas formas, porque cada um de nós tenta, exercendo uma atividade simbólica – falando, por exemplo -, “arranjar” as coisas da maneira que lhe convém, em vista do diálogo incessante no qual está empenhado com seus semelhantes. A única atividade verdadeiramente estranha seria – se existisse – o ato de descrição pura, a designação do mundo que não chega a transformá-lo nem a submeter esse próprio ato a algum objetivo de persuasão; ato a que alguns povos confinados na parte ocidental do continente europeu dão o nome de ciência” (pp. 273/274)… é tão bom ler autores irônicos.

Aliás, ando relendo algumas coisas que estavam escondidas no fundo da minha biblioteca…

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