Para uma quarta-feira pós-humana

Tenho aproveitado muito esses meus dias de férias (se bem que são férias em termos de não ter que dar aula) mas o trabalho continua, pois desde segunda retomei as atividades de pesquisa, embora de uma forma mais light e intercaladas com a leitura de muita ficção e maratonas de seriados que não consigo acompanhar ao longo do semestre – Dr. Who, Numbers, etc.

Seriados – Agora estou vendo, entre outros, Merlin (seriado épico da BBC que mostra um lado adolescente de Camelot) com Merlin como principal e Arthur, que ainda era um mero princípe,

Dead Until Dark – Não me agüentei e comprei o pocket book da Charlaine Harris que é o primeiro da série dos Southern Vampires que originou True Blood. Certo que vou gostar mais do que Twilight, pois ela já começa ironizando Anne Rice, que perdeu meu respeito com os últimos livros – fracos e – depois descambou ladeira abaixo por ter se “convertido” e falado mal dos vampiros. Note to self: tudo bem que ela se convertesse, embora eu particulamente ache isso um saco, mas ficar dizendo que vampiros atraem energias negativas – depois que viveu disso por anos, me poupe!

*******************************

Pós-humanismo no cotidiano

Apesar desse período de pseudo-férias, não posso deixar de linkar duas matérias que li e achei sintomáticas da cultura tecnológica. Ambas endereçam o pensamento às questões pós-humanistas:


1) Techno-memes – A memeticista e pesquisadora Susan Blackmore fez um interessante texto sobre memes chamado Artificial, Self-replicating meme machines em que ela faz uma relação sobre inteligência artificial, evolucionismo, memética e até teoria da comunicação. Destaque para o seguinte trecho:

  • Printing presses, rail networks, telephones and photocopiers were among early artificial meme machines, but they only carried out one or two of the three steps of the evolutionary algorithm. For example, books store memes and printing presses copy them, but humans still do the varying (i.e. writing the books by combining words in new ways), and the selecting (by choosing which books to buy, to read, or to reprint). Mobile phones store and transmit memes over long distances, but humans still vary and select the memes. Even with the Internet most of the selection is still being done by humans, but this is changing fast. As we old-fashioned, squishy, living meme machines have become overwhelmed with memes we are happily allowing search engines and other software to take over the final process of selection as well.
2) Biohackers – Matéria da agência Associated Press sobre os “biohackers” de garagem. Podem apostar que isso vira “temdemsia” logo logo. Adorei o nome do grupo – que só podia ter saído de Cambridge, Mass, DYIbio.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s