Mais dados sobre jovens e a internet

Selecionei abaixo, três links relacionados à questão jovens e tecnologias. São alguns dados que rendem muito “pano para manga” para serem discutidos em futuras pesquisas. Inclusive estou trabalhando em uma delas no momento. Em vermelho estão os meus comentários sobre os dados.

1) Ibope traça perfil de “heavy users” no Campus Party – O Ibope divulgou nessa segunda o perfil dos “heavy users” de tecnologia a partir de entrevistas feitas durante a Campus Party. Tem vários dados interessantes, mas ressalto três pontos:

  • Consumo e produção de blogs – 91% dos entrevistados possuem interesse em blogs (embora apenas 31% declaram ser autores de um blog). O índice de leitura diária atinge 38% e o índice de atualização diária (entre os autores) é de 29%. Em relação aos comentários em blogs de outras pessoas, 32% dos usuários de blogs fazem pelo menos um “post” por semana (12% o fazem pelo menos uma vez por dia).
    Esse índice de leitura de blogs gera uma boa justificativa para quem está pesquisando o assunto, entre outras possíveis análises cujo tempo me falta para fazer agora.
  • Tags – 50% dos entrevistados já fizeram tags para outras páginas da web e 28% utilizam tecnologias RSS com frequência diária – as práticas de social tagging e as noções de folksonomia estáo crescendo abertamente, no entanto – pelo menos de acordo com os dados que coletei até agora sobre o last.fm o uso do taggeamento é individualizado e hedonista, contrariando as expectativas de colaboração para o sistema (mas discutirei isso em um paper que deve sair do forno em breve).
  • Twitter – O Twitter é utilizado por 24% dos entrevistados, mas a freqüência de acompanhamento chega a “várias vezes ao dia” por parte de 11% deles – esse dado confirma o crescimento da ferramenta e me parece diretamente relacionado com os usos informativos indicados pela pesquisa da Raquel Recuero e da Gabizago.

2) Dan Tapscott analisa a geração digital – autor de Wikinomics em entrevista por email com a Folha de SP fala sobre o que ele chama de “net generation” e aponta os caminhos de relacionamento com esse nicho – Tenho uma certa birra com as generalizações conceituais dele a respeito de juventude – o pessoal dos estudos pós-subculturais ingleses por exemplo traça parâmetros mais confiáveis; outros como o antropólogo italiano Massimo Canevacci implode os conceitos e teoriza de forma mais profunda – mas dá para levar em consideração alguns apontamentos.

3) Geração Y e as ferramentas de TI – para fechar, no IDGNow, uma pesquisa da IT World Canadá mostra que 69% dos profissionais de 18 a 29 anos de idade consideram customização como proficiência no uso de ferramentas digitais – A matéria original é encontrada aqui. Ainda acho um pouco de exagero nas interpretações, mas pelo menos o recorte de quem eles estão chamando de geração Y está um pouco mais definido (idade, profissão, classe social, etc) nos dados.

trilha do post:
i don´t love you anymore – wolfsheim

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