Anotações gerais sobre o Intercom 2009

Estive afastada do blog nos últimos dias por conta de muitas atividades. A primeira delas foi a correria para a organização da palestra “O futuro da música nas redes sociais” com Ticiano Paludo que aconteceu na UTP na quinta-feira à noite. Apesar da chuva, do frio, e de um atraso da TAM, mais de 100 pessoas, entre alunos, professores e a comunidade apareceram para debater uma série de questões, comprovando que o assunto rende “pano para manga“.

Palestra do e-producer Ticiano Paludo na UTP.
Foto: Adriana Amaral


Na sexta, iniciei minha participação no
Intercom 2009, ou na hashtag do twitter #intercom2009 – congresso anual da Sociedade de Estudos Interdisciplinares da Comunicação que esse ano aconteceu aqui em Curitiba na Universidade Positivo. O evento contou com mais de 4 mil pessoas que invadiram a cidade no final de semana pré-feriadão. Na sexta-feira à noite, assisti a palestra de abertura com Dominique Wolton. Não saí nem decepcionada porque já esperava que ele fosse novamente repetir as mesmas ideias fatalistas acerca da internet e outras tecnologias. Esse discurso entojado francês cansou, me poupe!!! Sinceramente não tenho mais paciência com esse tipo de conferência, é melhor ler um livro para entender o pensamento do autor.


Visão geral dos participantes do Intercom na UP by Ticiano Paludo


No sábado e domingo, participei do
Grupo de Pesquisa Cibercultura assistindo diversos trabalhos e mesas, inclusive coordenei uma delas no domingo à tarde que contou com trabalhos com temáticas bem variadas como preferências de gênero na internet e inclusão digital. Apresentei juntamente com minhas orientandas um trabalho sobre metodologia desenvolvido em nosso grupo de pesquisa. Observei pelo que pude ver no GP, em geral, uma boa guinada em direção a estudos mais empíricos, com uma maior precisão ou delineamento do objeto, mostrando que estamos em uma nova fase nos estudos em cibercultura.

Aliás, um destaque importantíssimo no evento – que é imenso e impossível de ser acompanhando como um todo – foi a constante atualização do que estava acontecendo nas salas e mesas paralelas através do twitter, criando possibilidades de estarmos inseridos nas discussões, além dos vários trabalhos e mesas que foram transmitidas via livestreaming, possibilitando que quem não estivesse na cidade pudesse estar mais próximo, inclusive enviando perguntas e colaborando com o debate. É preciso elogiar a organização do evento que liberou wifi, assim fazendo a festa, especialmente do GP Cibercultura, cujos integrantes fizeram coberturas ao vivo, comentários e até flashmobs através da tag #gpciber. A única reclamação ficou por conta do pouco número de tomadas, mas que, em vez de serem disputadas a tapa, foram compartilhadas através de extensões ou mesmo com manifestações de solidariedade onde um carregava a bateria e avisava via twitter quando da disponibilidade da mesma. Muitas pessoas em determinadas áreas da academia poderiam se sentir ofendidas pensando que a platéia não prestava atenção em sua fala, contudo aqui nesse GP sabemos que a twittagem é uma prática social de compartilhamento de conteúdo em tempo real e amplificação do debate além da esfera da localização geográfica. Como pôde ser observado, a troca de informações e a construção do conhecimentos foram feitos tanto na esfera online quanto na offline.

MR4 – Teorias e metodologias em cibercultura –
Alex Primo falando e eu recebendo perguntas via twitter

Fiquei bastante feliz com a superlotação de ouvintes na MR4 – Mesa sobre Teorias, epistemologias e metodologias em Cibercultura que aconteceu dentro do Libercom, no domingo às 9h. Considerando que foi realizada no pós-festa e com um temática pouco discutida e árida, foi uma verdadeira vitória inter-relacionada ao sucesso do GP, o que demonstra o aumento de interesse exponencial no campo. O debate foi excelente e reuni todas as minhas forças para que a mesa estivesse animada, mesmo após ter discotecado e dançado na noite anterior. Gostaria de agradecer aos colegas Alex Primo (UFRGS), Sandra Montardo (Feevale) e Maria Clara Aquino (UFRGS)que apresentaram um belo panorama enfocando desde aspectos acerca do recorte do objeto, escolha da amostra, passando pela coleta de dados e até mesmo números consistentes sobre a pesquisa em cibercultura no Brasil. Uma pena mesmo que Erick Felinto (UERJ) e Raquel Recuero (UCPel) não puderam estar presentes por questões alheias à vontade de ambos. Fizeram falta, mas foram bastante citados. A mesa foi transmitida via livestream graças ao querido amigo e colega André Pase (PUCRS), que me informou que tínhamos quase 60 internautas assistindo à transmissão, além da sala lotada no presencial. O próximo grande evento nacional será o III Simpósio da ABCiber em novembro na ESPM – SP. Não vejo a hora de rever colegas.

MR4 – Alex Primo, eu, MC e Sandra – gauchada cibercultural

Agora que já falei da parte séria, é hora de falar da parte de entretenimento. Foi uma verdadeira maratona, mas valeu muito a pena, pois nem sempre tenho todos os meus amigos aqui na cidade em que moro. Na sexta fomos ao Sláinte, irish pub, onde pude tomar o precioso líquido chamado Old Speckled Han, e degustar outros como Guinness e New Castle Ale. No sábado, a festa paralela ao evento, a RGB, organizada pelo meu querido coordenador na Facinter, Gustavo Lopes bombou no Jokers. Fiz um set que incluiu desde clássicos do rock gaúcho como Replicantes até Kraftwerk, Sidney Magal e Acqua. Ontem, encerramos a noite na pizzaria Piola brindando o encontro da gangue PNB com champagne. Um final glamourouso e digno para essa troupe que inclui alguns dos meus melhores amigos. Ainda bem que em breve estarei no Rio Grande do Sul participando do III Seminário de Blogs e Redes Sociais na Feevale e poderei novamente encontrar toda essa animada galera.


Mesa Teorias de Bar no Slainte, sexta de noite


Paula, eu, Sandra, Pase, MC e Tici no Jokers – sábado à noite
vivendo o offline a mil


Lady A e uma visão geral da festa RGB


A gang do PNB ataca no hall do Ibis Batel: Paula, eu, Sandra, Tici, Roberto, Pase
e MC fotografados por Humberto Keske – Adoooro vcs!

6 comentários

  1. Simone Pereira de Sá · setembro 8, 2009

    Legal o relato! Espero rever todo mundo na ABCiber!Bj,Simone

  2. Adriana Amaral · setembro 8, 2009

    SIMONE: Eu queria muito ter ido no NP Cult. Urbanas, tinha orientandos por lá, mas não consegui devido à correria.. adorei te ver msm q rapidinho, até Milwakee

  3. Prof. Gustavo Lopes · setembro 8, 2009

    Adri, fico feliz que todos se divertiram na RGB. Tive momentos estupendos no Intercom e espero poder comparecer na ABCiber. Eu, Jack e Jason fizemos um pacto, publicar até morrer em 2010!!bjs e obrigado pelo afago.

  4. Prof. Gustavo Lopes · setembro 8, 2009

    Oi Adri, fico feliz que todos se divertiram na RGB. Também tivemos momentos proveitosos no Intercom.Acho que estaremos todos na ABCiber.Bjs e obrigado pelo afago em seu texto.

  5. Adriana Amaral · setembro 8, 2009

    Daniel e Gustavo: Valeu!!!!

  6. <b> Ticiano Paludo </b> · setembro 8, 2009

    Perfeito, Necessário, Bestial: assim foi o Intercom. Já sinto saudades de todos.Beijos e abraços,Ticiano Paludo(Gang PNB in action)PS- PNB não significa P de perfeito, N de necessário e B de bestial. O significado? Só saberás no dia em que integrar essa gangue.

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