Algumas considerações a respeito do painel sobre o Last.fm na Internet Research 10.0

Mesmo com atraso de duas semanas , vou comentar um pouco sobre o painel
Last.fm – Friendship, Recommendation and Consumption on a Music-Based Social Network Site, organizado por mim e que aconteceu no dia 08 de outubro na Internet Research 10.0 em Milwaukee. A parte mais interessante desses painéis divididos por ferramentas digitais (Last, Twitter, Facebook, etc) é ver as abordagens distintas e multiculturais sobre eles. Observamos o mesmo site de rede social sob diferentes óticas e também debatemos sobre suas apropriações, sejam elas por faixa etária, culturas, subculturas, graus de amizade, etc. Nesse sentido, acredito que esse painel foi bem interessante por justamente mostrar essa variedade de observações e reflexões que podem ser feitas a partir de um mesmo site, no caso o Last.fm e suas features voltadas para música.

Nancy, eu e Simone

A primeira a falar foi a Nancy Baym (University of Kansas) que deu continuidade à pesquisa que ela apresentou no ano passado e falou das 6 categorias de amigos que ela encontrou no Last, mesclando pesquisa quantitativa à qualitativa. São eles: linkers, music explorers, and last.fm socialisers; people who met online, but not on last.fm (online socialisers); local socialisers and local music socialisers. Gosto quando pesquisadores apontam dados para aquilo que alguns apenas falam genericamente, como “amizade nas redes sociais”, então o questionamento foi, que tipo de amizade é esse, que era a questão de fundo do artigo de Nancy. O ppt da apresentação dela está disponível aqui.
Na sequência, a Simone apresentou o trabalho dela sobre sistemas de recomendação, tecendo observações pertinentes sobre o papel de mediador simbólico dos mesmos, ampliando as discussões que tivemos sobre música no GT Cibercultura da Compós em junho. Axl Bruns, que estava fazendo um excelente liveblogging da conferência, comentou bastante sobre o trabalho de Simone nesse post.

Por fim,  encerrei as apresentações falando sobre as práticas de tagging dos brasileiros a partir da survey que foi realizada em fevereiro desse ano e indicando alguns highlights sobre o comportamento dos usuários dessa plataforma a partir de seus perfis. Segundo Bruns, “profiles are often related to a specific scene, subculture, or musical genre, and musical taste is a convergent process involving mass media, word of mouth, friends, community, family, and other social spaces. There are a number of site types here – classification, musical data visualisation, and online radio stations (based on listening data); each of these are important features of last.fm. The way the site deals with tagging intensifies the individual and collective relations of recommendations; its folksonomy can be understood as a narrow typology. In Brazil the site is not as popular as elsewhere, and is populated mainly by heavy users who use the tool to promote their work. Tagging is used as much with collective as with personal intention“. Em breve disponibilizo a apresentação via slideshare, mas por enquanto fiquem com a versão que está nos anais do evento – ainda sem edição e sem correções finais.
Ao longo da semana comentarei mais alguns painéis interessantes do qual participei. A Raquel Recuero que também estava por lá fez um resumão dos paineis sobre o Twitter e o Facebook mais especificamente.

Aliás, a Raquel é a responsável pelas fotos do post hehe.

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