O que ando lendo e ouvindo?

O que mais tenho lido são trabalhos de alunos, seja os artigos de aula ou mesmo os TCCs e dissertações – essa é a fase das bancas de defesa e qualificações. Mas vou dar alguns highlights do que anda passando por aqui.

Lendo:

Fantasmas do século XX, de Joe Hill – estou lendo a conta-gotas esse livro de short-stories e contos, e estou gostando muito. É bem diferente de “A estrada da noite”, a novela de estréia dele que curti bastante. Nesse livro, ele aposta muito mais em doses de estranhamento do que em um horror mais gráfico ou mesmo psicológico. Sendo filho de Stephen King, o cara conseguiu absorver muito do pai e mesmo assim manter seu estilo próprio.

Por conta de uma pesquisa também estou lendo “A nova comunicação. Da teoria ao trabalho de campo“, livro clássico do antropólogo Yves Winkin. Era uma lacuna mesmo que eu não tivesse lido ainda essa obra e pelo menos agora, em que estou escrevendo um novo livro, me redimo disso.

Rodando no Winamp:

Além de resgatar algumas coisas mais antigas (ou nem tanto), tenho me deliciado com três albuns que recém saíram do forno.

Rotersand – Random is resistance. Esse saiu em outubro, mas não tinha tido tempo de escutar com calma. A resenha que o Wandeclayt fez pro Overclockzine conseguiu captar bem a essência do futurepop do trio de alemães, que retorna com um álbum cuja temática é a da vigilância e da pervasividade, apontando que apenas aquilo que é aleatório e randômico consegue abrir “brechas” de resistência ao sistema.




Outro retorno aguardado na cena electro-industrial era o dos holandeses do Grendel. após o petardo Harsh Generation, de 2007, os caras voltam à tona com o EP Chemicals + Circuitry, composto de 3 canções inéditas (a faixa título, Shortwired e Serotonin Rush) e 7 remixes para as duas primeiras. Destaco o remix powernoise do Modulate para Chemicals + Circuitry. Achei que o som amadureceu e está um pouco mais pop (sem nenhum demérito, au contraire) e com menos vocoder de pato do inferno rs. A estética “cybergoth” continua bastante forte e com inspirações cyberpunk clássicas tanto na capa do álbum quanto nas letras – a referência analógico-digital está bem delineada na química + circuitos, o que deve agradar tanto à “galera da maskrinha”, quanto ao povo mais antigo.



E por fim, o retorno mais aguardado de todos: Nitzer Ebb com Industrial Complex. Após 14 anos sem lançar um álbum inédito, os mestres do EBM old school estão de volta e ainda por cima estão em tour. Ainda estou em processo de “absorção” do álbum, mas gostei muito porque eles tinham uma tarefa hercúlea: não desagradar os fãs das antigas mas não soarem datados, o que conseguiram atingir plenamente, incorporando às batidas do EBM tronco clássico outras sonoridades como um leve ar de triphop em algumas faixas mais lentas, um bassline que flerta com breakbeat e electro em outras. Um poderoso álbum que marca a volta da dupla ao cenário através do selo europeu Major Records, o mesmo de Ladytron, IAMX, Mesh e Boytronic, ou seja, “bem modernoso”, nada mais justo para com uma banda com uma trajetória como a deles. Agora é torcer para que eles venham ao Brasil ano que vem, ou pelo menos na Argentina.

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