Folksonomias, os adolescentes e os blogs e o medo da teoria – Links de quinta

Em meio a tantas informações que recebemos pelo Twitter, RSS, FB e outras separei três links que valem a pena serem lidos com um pouco mais de atenção.

Ontology is overrated: Categories, Links and Tags – Um texto bem interessante do Clay Shirky indicado pela @dora_ sobre Folksonomias e Tags e sobre as transformações em termos de categorizações possibilitadas pela Web. É engraçado o quanto ele (o autor) funciona bem com textos e artigos mas não no livro. O Here comes everybody é de uma fraqueza argumentativa e teórica enorme. O que vale mesmo são os cases e exemplos, mas que, em determinados momentos se tornam cansativos e repetitivos. Já em textos mais curtos como esse, ele expõe seu pensamento de forma mais clara e sucinta e faz um bom apanhado sobre as questões referentes aos sistemas de catalagação de informação pelos usuários. Gostaria que ele tivesse abordado melhor essa temática no livro (ele fala disso em um capítulo em que fala sobre o flickr mas é muito “en passant”). 

Adolescentes estão perdendo interesse nos blogs, indica pesquisa – De acordo com pesquisa conduzida pelo Pew Internet Research Center, houve uma queda de interesse dos internautas jovens norte-americanos entre 12 e 17 anos em escrever blogs ( 28% para 14%), com um aumento de preferência pelas micropostagens do FB e do Twitter. Os comentários também diminuíram. Em contrapartida, os blogs se mantiveram mais estáveis entre o público adulto.Ora, essa questão era um tanto óbvia – mas é bom termos dados empíricos – com a profissionalização dos blogs (seja via blogs corporativos ou probloggers) e a popularização de outros sistemas de publicação na Web é mais do que natural que o público teen – e talvez também early adopter – migre para outras plataformas,seja pelo hype, seja em busca de outro tipo de compartilhamento mais rápido ou mesmo por uma certa vinculação do blog a uma mídia já assimilada pelo “mainstream” e consolidada. A questão da audiência na Internet é sempre um tanto frágil, pois se por um lado temos o auxílio das métricas, por outro observamos os nichos e as apropriações dos usuários  constituindo o que Bermejo (2007) chama de natureza ambígua. Por outro lado, essa consolidação e o gradual afastamento de um público mais jovem tem a ver com as próprias características e definições do blog, ora estruturais, ora funcionais ou como artefatos culturais conforme indicamos (eu, Raquel Recuero e Sandra Montardo) no capítulo Blogs: mapeando um objeto no livro Blogs.com: estudos sobre blogs e comunicação no ano passado. O link foi indicado pela @samegui.

Quem tem medo da teoria? – Por fim, um post super lúcido do colega Erick Felinto (UERJ) questionando a hiperespecialização e a falta de interesse dos alunos de pós-graduação por temas mais densos, amplos e diferentes. Gosto dos textos do Erick quando ele se coloca na contramão das modinhas de pesquisa (tb tem muito hype no meio acadêmico rs believe it or not) e sempre traz algumas posturas com as quais acabo me identificando.

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