Drops de vida ou Keep on blogging

Ando bastante afastada aqui do blog, embora presente no twitter – principalmente pela funcionalidade de transmissão de informações e links bem como a capacidade de conversação e construção de significados via tags, RTs e DMs (nem que seja através de piadas). O principal motivo para isso é o velho ditado: “a vida offline anda muito agitada” e quando me refiro a isso não é só o velho mantra dos deadlines de trabalho. Abril tem sido um mês pródigo em experiências de vários tipos incluindo uma passagem de uma semana por Porto Alegre com direito a ficar numa pistinha underground descompromissada até as 6 a.m, luxo ao qual não me entregava por anos. Após 4 anos e 8 meses morando aqui na “Twin Peaks” do sul, finalmente parece que estou a engrenar uma vida social mais ativa com programações não-protocolares do tipo visitas, pizzarias, livecasts, etc. Muitas coisas acontecendo, novas percepções de vida. Além disso, o primeiro dos três livros que estou programando lançar em 2010/2011 está finalmente sendo expelido. Há também um engajamento em projetos mais pessoais e hedonistas que serão divulgados em seu devido tempo.

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Sim, vi Alice e achei o figurino e a estética fabulosos. Alguns elementos “bizarros” e soturnos, tipicamente burtonianos estão ali, mas há claro concessões à Disney, afinal é um filme infantil. Gostei bem mais do que Avatar.

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Estou numa fase da minha pesquisa de levantamento bibliográfico e leituras de fundo para a compreensão dos processos culturais e simbólicos relacionados à disseminação musical via sites de redes sociais, ou seja, sem grandes novidades em relação a dados empíricos por enquanto.

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Sobre as últimas aquisições/presentes em termos de livros comprei uma coleção de 6 livros sobre pesquisa qualitativa e design da pesquisa da Artmed; Sociologia da Cultura do francês Laurent Fleury; The  collected works of Oscar Wilde (que estava de barbada na Livraria Cultura), Communications – Corps et techniques (uma coletânea sobre corpo e tecnologia da França) e o novo livro do Juremir Machado: O que pesquisar quer dizer que saiu pela Sulina recentemente.

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That´s all folks!

Dicas electro-musicais do dia:

Blastermind, novo single do duo belga Shameboy

  Latest tracks by Digitaria

Como se ouve música hoje?

Duas matérias publicadas no Último Segundo no domingo mostram novas formas de se consumir/ouvir música na atualidade, além de perdas e ganhos em relações a plataformas e suportes (web, vinil, mp3, CD) e a questões geracionais.

Como se ouve música hoje

Ato de ouvir música não é mais exclusivo

Tem várias ideias boas para se discutir a partir desses dois textos, mas estou sem tempo, por hora deixo apenas os links.

Funeral de Malcom McLaren

 Arranjo de flores enviado por Boy George
Domingo cinzento e chuvoso. Minha dica #subcultural do dia é ver as lindas fotos do funeral de Malcom Mclaren – the godfather of punk – em Londres feitas pelo jornal inglês Telegraph e tb no Daily Swarm. Malcom transformou sua última aparição na mídia em uma celebração estética. E lá se vai um importante ícone da moda e da cultura. Lembrei muito do artigo “Punk, the last subculture” e espero que meus familiares e amigos usem essas imagens de referência para o dia em que eu passar pela mesma situação (daqui há bastante tempo, espero).

Moby – 21.04 no Curitiba Master Hall – "We´re all made of stars"

O magnífico show do Moby ontem (depois posto uma review mais completa) mostrou que a boa música está acima dos rótulos e transcende gêneros. Rock clássico, blues, soul, triphop, breakbeat, disco, techno, happy hardcore e covers de Lou Red e Led Zeppelin entraram no menu do grande produtor novaiorquino desconstruindo o grande liquidificador musical do qual ele se alimenta e reprocessa uma variedade de sons. E viva a mistura! Fiquem com dois momentos do show: 1. Aguardando o início, com bastante dor devido ao mini-implante metálico que tive que colocar na gengiva na terça – mas isso não tirou animação, dancei horrores 2. Moby e os competentes músicos que o acompanham em sua viagem via 70, 80 e 90

UPDATES: O Raul Aguilera postou uma boa resenha sobre o show do Moby em Curitiba com a qual eu concordo em boa parte – exceto com o número de público que para mim foi na medida do conforto.

Steven Levy revisita a cultura hacker em matéria da Wired

Geek Power: Steven Levy Revisits Tech Titans, Hackers, Idealists é uma ótima matéria em que o jornalista Steven Levy, autor do hoje clássico livro Hackers: Heroes of the computer revolution lançado em 1984 revisita a cultura hacker, conversando com os mesmos caras de 25 anos atrás, hoje em dia biliardários e muldialmente famosos. È bem legal esse resgate mostrando como uma subcultura saiu do mainstream e se disseminou amplamente no mainstream em questão de pouco mais de duas décadas. De quebra, a matéria ainda nos dá uma boa notícia: a nova edição do livro será lançada em breve e terá uma versão digital.
Aproveitando a temática, indico também o documentário In the realm of the hackers, de 2003. A dica e o link vieram do Guilherme Kujawski.

Dicas para a semana

Retomando as postagens no blog, minhas dicas para um bom início de semana. 
>> Um livro: Caderno de viagem: Comunicação, lugares e tecnologias. Novo livro do colega André Lemos (UFBA) recém lançado pela Editora Plus de Porto Alegre. A obra é  resultado do pós-doutorado que André realizou no Canadá. O livro está liberado para downloads gratuitos em vários formatos (o link acima é em pdf). É muito boa essa valorização das publicações on-line.
>> Um blog: NYU Game Audio and Music Association – Òtimo blog do grupo de pesquisa sobre games musicais da Steinhardt School da NYU – New York University. Fiquei sabendo dessa pesquisa através dos tweets do professor Sam Howards Pink – @samhowardspink
>> Um evento: DIY Citizenship – Call for Papers para o evento DIY Citizenship: Critical Making and Social Media que acontecerá na Universidade de Toronto dias 12 e 13 de Novembro. O prazo para o envio de propostas resumidas é até 20 de maio.  A lista de keynote speakers está bem interessante, com nomes como Anne Balsamo e Steve Mann.
>> Uma banda: Dawnfine – Projeto de synthpop de Goiânia que tem se destacado na cena nacional tanto em shows como em gravações. Recém lançaram o álbum Imperfect thoughts. Confiram a entrevista que o Fiberonline fez com os caras antes do recente show no SESC em SP – ao qual eu infelizmente não tinha como comparecer. Abaixo a versão que eles fizeram de Love you to the end, do And One:
“since the old club
fell into the past
it’s shiny bright
still fades to fast”

"I’m obsessed with the mess that’s America…"

Acabei não conseguindo manter minhas metas dominicais, que seriam terminar os pareceres e um paper, pois o dia lindo não permitiu que eu ficasse em casa. Então só me resta trabalhar até tarde pra ver se compenso ao menos um pouco os atrasos.
Para um ótimo início de semana, deixo a todos uma canção bacaninha que não tem saído das minhas playlists, Marina & The Diamonds com Hollywood, cujo video faz uma sátira ao “starsystem” dos EUA. Confiram também o Ground Control Remix para as pistas.