Everybody has a poison and hellbound heart

Pausa no meio de uma longa madrugada de trabalho em que faço a revisão de um capítulo cujo deadline pessoal está quase em extinção de tão jurássico. Assim aprendo e/ou confirmo algumas coisas importantes tais como: 1) o número de pareceres que surgem no meu email para serem feitos no final de semana se reproduzem mais do que coelhos; 2) alterações sugeridas em um texto que ficou tanto tempo na gaveta são mais difíceis de serem efetuadas e causam mais desgaste do que fazer um texto novo e 3) descobri que o musical Hedwig and the Angry Inch, um dos meus favoritos de todos os tempos, acaba de ser remontado no Brasil com Paulinho Vilhena e Evandro Mesquisa nos papéis principais além de traduções das letras para o português. Como assim Bial? rs Vou ali vomitar num cantinho e já volto.

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De qualquer forma já houve um tempo em que noites de sexta eram bem mais vibrantes do que revisar um  artigo (é #fato eu gosto muito de escrever, mas revisar é doloroso). Mas é também verdade que mesmo que eu pudesse ou quisesse – o que não é possível por conta de doença familiar e prazos apertadíssimos – as coisas andam mais paradas do que não sei o quê na capital do “orgulho farroupilha”. Nessas horas eu sempre recorri a um pouco de vinho e literatura para melhorar o astral. Dessa vez é diferente, nem com isso posso contar porque meus livros ainda não chegaram de CWB. Minha mudança será efetuada mesmo apenas quando encontrar um apartamento (ainda estou à procura, a falta de tempo para olhar está sendo um complicador). Por hora permaneço de filha visitante na casa da minha mãe e penso que o cenobita Pinhead tem razão. Devo me manter calma: “No tears, please. It’s a waste of good suffering.”

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E, por falar em filmes/livros/canções e na citação ai de cima, curtiram meu título-mashup de Ramones + Clive Barker?

Hoje lembrei que nos anos 90 cheguei a pensar em fazer minha monografia sobre a obra do grande mestre Clive Barker (lembrei disso por conta de um post do @falc4o). Fantasia,  splatterpunk e weirdness sempre caracterizaram a obra dele. As dicotomias filosófico-existencias dos personagens  tanto nos Livros de Sangue quanto romances que debatem conceitos como horror-naturezan tipo Sacramento merecem mais atenção.

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Para fechar, um pouco do imaginário barkeriano:

“I want to be remembered as an imaginer, someone who used his imagination as a way to journey beyond the limits of self, beyond the limits of flesh and blood, beyond the limits of even perhaps life itself, in order to discover some sense of order in what appears to be a disordered universe. I’m using my imagination to find meaning, both for myself and, I hope, for my readers.” Clive Barker

2 comentários

  1. .:*Mandy*:. · setembro 25, 2010

    Want a hug? (abre os braços inutilmente em frente ao PC)
    =*****************

    • Adriamaral · setembro 26, 2010

      aceito, obrigada!

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