Breves anotações sobre o II Encontro Regional de Jornalismo Digital

Sérgio Lüdtke (@ludtke), Gabriela Zago (@gabizago), Marcelo Träsel (@trasel) e mediação de Ronaldo Henn (@ronaldohenn)na Mesa 1

Um dos motivos principais do meu sumiço aqui do blog foi o envolvimento como organizadora do II Encontro Regional de Jornalismo Digital que aconteceu ontem na Unisinos POA. Gostaria de começar esse post agradecendo a todos os envolvidos da Unisinos (coordenação, Unidade de Graduação, Depto. de Eventos, equipe da TV Unisinos, colegas e alunos) para a realização segundo desse encontro. Também agradeço aos painelistas e aos colegas das outras instituições com quem temos travado importantes debates que qualificam a área. Gravamos diversas imagens do evento em vídeo e pretendemos editar esse material e disponibilizá-lo em breve. Também é possível resgatar algumas imagens através do streaming.

Vou  tentar fazer um breve apanhado sobre as principais questões discutidas em cada uma das mesas.

#Mesa 1Relações entre jornalistas e seus públicos nas redes sociais com Sérgio Lüdtke (Época Online), Gabriela Zago (UFRGS) e Marcelo Träsel (PUCRS).  A discussão centrou-se basicamente nas práticas de uso de redes sociais pelos jornalistas como busca de fontes, pauta, SAC e outras funções, além dos conflitos gerados pela troca de mensagens entre usuários e jornalistas. Também foi apontada a questão dos erros indicados pelos comentaristas, a questão ética de posicionamento e os manuais de cada empresa, além da questão da trollagem e dos anti-fãs dos próprios veículos. Lüdtke enfatizou as práticas vigentes no mercado, em especial a ideia de que cada jornalista/repórter é responsável por seu próprio conteúdo em vez da opcão de modelo de moderação de comentários por um outro funcionário por exemplo; Gabriela exemplificou as trollagens com a imprensa a partir de alguns casos acontecidos no Twitter, como por exemplo a morte do sen. Romeu Tuma informada erroneamente pela Folha de SP; ou uma retuitagem falsa sobre um boato da morte do cantor Dinho Ouro Preto e a reação dos internautas a isso, entre outros casos. “Não alimentar os trolls” é uma regra antiga mas que ainda pode ter sua validade em tempos de SRS. Já Träsel falou de sua experiência na relação com a audiência a partir de um recorrido histórico dos veículos e produtos no qual atuou. As diferenças entre formatos e plataformas foi salientada na mudança de comportamento dos jornalistas.

De olho nas telas dos celulares, notes e tablets mas concentrados nos debates

#Mesa 2 – Visualização de Informações, produção de conteúdo visual e tablets . A tônica da mesa foi sobre os aspectos relativos ao conteúdo visual dos produtos editoriais jornalísticos na web. Marcos Borges (Clic RBS) mostrou diversos exemplos de infográficos interativos produzidos pelo Clic RBS e pela Zero Hora comentando sobre as questões de produção, tempo, prazos, dificuldades e decisões sobre o tipo de informação que pode merecer um trabalho visual mais profundo. André Pase (PUCRS) falou sobre decisões editoriais a serem tomadas para a produção de conteúdo para o iPad, trazendo exemplos e mostrando as diferenças da experiência de leitura em notebooks e tablets em geral. Já Suely Fragoso (UFRGS) apresentou algumas categorias de newsgames e infográficos e questionou os tipos de informação visual produzidos pelos mesmos, sobretudo as distinções entre o que seria jornalismo e o que seria jogo e a objetividade da informação X abertura de diferentes significados e interpretações.

Jornalistas X Programadores

#Mesa 3 – Jornalistas X Programadores. Na última mesa, motivada pelo debate no primeiro encontro, a discussão foi basicamente sobre perfis profissionais, atribuições e sobre as equipes multidisciplinares que têm surgido no trabalho com o jornalismo digital. Aline de Campos (SENAC-RS) salientou diferenças e semelhanças entre esses dois tipos de profissionais, defendendo que é preciso encontrar denominadores, mas jornalistas não precisam saber programação. Erick Formaggio (Cadastra) reforçou a questão do conteúdo e de como os jornalistas podem colaborar para a otimização do site (SEO). Daniel Bittencourt (Unisinos) reforçou a opinião de que o jornalista deve atuar mais holisticamente em conjunto com o conhecimento coletivo da rede, fazendo leitura de cenários, mas não deve programar, e sim compreender a complexidade dos processos de produção atuais.

Abaixo as apresentações da Gabriela, da Aline e do Daniel.

Os debates foram bem movimentados, principalmente pela participação ativa do público. Destaco também o espaço de troca de ideias entre os colegas do meio acadêmico e os profissionais do mercado, com muitos questionamentos, críticas e observações de ambos os lados. É muito bacana esse tipo de troca. Por fim queria destacar a participação dos alunos e ex-alunos da graduação e do PPG. Que venham os próximos!

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