Curadoria de informação no ciberjornalismo

Quarta e quinta-feira (dias 17 e 18 de agosto) participei do 3o. Seminário de Ciberjornalismo da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) em Campo Grande. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Ciberjornalismo, coordenado pelo colega Dr. Gerson Martins, que eu conhecia apenas através da internet. As discussões foram muito boas e a organização do evento está de parabéns por levar tantas pessoas ao centro do país para debater questões emergentes e também pela acolhida afetiva na cidade. A cobertura do evento feita pelos alunos de graduação e pós-graduação também foi muito boa.

jornalismo e redes sociais no ciberjor3

Luciana Mielniczuk e Gerson Martins

Na quarta, assisti à mesa Jornalismo e redes sociais que teve ótima apresentação da colega Luciana Mielniczuk (UFRGS) que fez um panorama retrospectivo e crítico sobre a mudança dos formatos dos sistemas de publicação no contexto da convergência das redações, levantando muitas questões sobre a relação forma, rotina produtiva e conteúdo. Nesse dia, também era para ter acontecido a palestra da Raquel Recuero (UCPel), mas infelizmente a TAM (#tamfail) cancelou o vôo dela criando um transtorno considerável, que Raquel relatou em seu blog. De minha parte, tenho evitado e boicotado essa empresa ao máximo, desde que tive sérios problemas de roubo de coisas em minha mala ao voltar dos Estados Unidos em 2009 – quem quiser, procure os arquivos no blog.

Na quinta feira, participei da mesa sobre Jornalismo no ciberespaço, que teve início com a professora Norminanda Montoya da UAB (Universidad Autonoma de Barcelona) que tratou sobretudo dos dados sobre produção audiovisual para e na internet e a questão da qualidade; Fernando Firmino (UFBA/UEPB) que fez uma espécie de arqueologia dos meios móveis no contexto da produção jornalística e discutiu criticamente algumas iniciativas das empresas. A mesa encerrou com a minha participação, que tratei de um tema que vêm cada vez mais me “incomodando”, a questão da curadoria de informações no contexto digital. O termo “curadoria da memória” tem aparecido constantemente na literatura sobre fãs e suas práticas de consumo e produção de conteúdo, tema central na pesquisa que tenho desenvolvido, mas aqui a desdobrei para outras concepções.

Apesar da palavrinha andar bastante hype e estar na boca de marketeiros e “gurus da mídia” – teci uma crítica a esses usos do termo – traz questões relevantes para pensarmos sobre a qualidade do conteúdo e sobre o contexto das informações publicadas cotidianamente. Além disso, a relação entre agentes humanos e não-humanos nos sistemas de recomendação (que é parte da minha pesquisa sobre plataformas de música) também apareceu nessa discussão do  editor-curador e numa expansão à idéia de gatewatching (do Axel Bruns). Por uma dessas coincidências, justamente na quinta-feira, o Observatório de Imprensa publicou um texto de Carlos Castilho chamado “De porteiros a curadores da notícia” tratando da temática. Assim, a própria produção dessa apresentação já foi uma espécie de curadoria da curadoria, reunindo e agregando links, imagens, textos e recomendações hehe.

Segue a minha apresentação:

2 comentários

  1. Luiz Picolo · novembro 25, 2011

    Boa noite.
    Estou escrevendo um artigos sobre a necessidade de filtros de conteúdo na web, achei o seu blog muito interessante e o slide de sua palestra muito revelador. Obrigado

    • Adriamaral · novembro 29, 2011

      Obrigada Luiz

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