Hora do Reboot

Estive afastada por um bom tempo, mas não foi apenas do blog, foi de mim mesma. É bom estar de volta após um período em que achei que não mais me encontraria e que estava presa em uma teia de areia de sentimentos ruins. Foi um longo processo que se iniciou há um ano, com o que convencionei chamar de “dezembro da depressão”. Janeiro de 2013 teve início e eu estava mais perdida que cusco em tiroteio – pra usar uma expressão regional. Tive que juntar os caquinhos e repensar em tudo, mas ainda não estava pronta para a mudança. Uma amiga me disse que para as religiões afro e de acordo com os orixás,  2013 seria um ano de revelações, das pessoas mostrarem quem elas são, ou como diz o clichê: “máscaras iriam cair”. Para mim foi um ano de trabalho duro e de tentar entender o que estava por trás de tudo aquilo, de uma indecisão que só me prejudicava e machucava. E o mais importante, um ano de decidir o que REALMENTE eu queria para mim.  Com alguém MUITO importante aprendi que é preciso escolher se queremos sempre ter razão ou se queremos ser felizes. Eis que ser feliz é uma escolha. E dai decidi começar o reboot da minha própria franquia, com uma certa ajudinha dos roteiristas da vida que criaram umas viradas na narrativa dessa temporada.

Não posso me queixar pois o ano em si foi muito proveitoso. O trabalho rendeu e as parcerias nacionais e internacionais prometem pra 2014. Fiz coisas inusitadas como ser paraninfa da #comdig2010, conheci a Amazônia, tive a presença de amigos para dar risada ou para sofrer junto, passei dias muito bacanas no verão europeu, vi coisas novas como o Despacio Sound System e experimentei caminhar pela trilha de Orgulho e Preconceito no meio da Inglaterra, resgatei minhas origens musicais vendo o Cure e o Peter Murphy em São Paulo.  E por essas ironias e coincidências da vida, o momento da virada aos 45min do segundo tempo se deu justamente em plena Avenida Paulista, esse lugar em que fui tantas e tantas vezes, por vezes correndo, por vezes apressada. É claro, todo um percurso de mudanças internas já havia se estabelecido, foi apenas um daqueles momentos em que absolutamente TUDO converge e que entendemos que é necessário sair da zona de conforto. Decidi nietzscheanamente me jogar no abismo, porque eu mereço e não me nego.

Star-Wars-Ford-Fisher_l

Para 2014 estou sendo modesta só quero dar continuidade no reboot. Sou a diretora, produtora executiva e protagonista de mim mesmo, mas dessa vez acho que acertei na escolha da parceria afinal: Han shot first!

Que a força esteja com vocês!

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