2014 em algumas linhas

Eu queria ter me dedicado mais ao blog esse ano, mas a vida atropelou tudo. Por um lado é bom porque as experiências fora de tela são insubstituíveis. Por outro, queria ter tido tempo de documentar algumas coisas para posteridade porque 2014 foi realmente sui generis, sobretudo porque encontrei forças para resolver uma zica atrás da outra com muito mais calma do que em outros anos e meus exercícios de empatia tem surtido mais efeito. Ser andróide nesse mundo de humanos não é lá muito fácil, então tem certas coisas que eu ainda não entendo. Mas vejo que estou melhorando com novas programações da psicanálise robótica. O mais difícil para mim – como sempre foi – é lidar com situações que fujam dos protocolos da minha programação e lidar com coisas humanas tipo perguntas invasivas sem sentido em locais públicos, acima de tudo quando envolvem minhas escolhas pessoais. Mas, aos poucos, vou tentando fazer de conta que isso está dentro da minha compreensão.

O ano começou bem tranquilo entre amigos com champagne e sem alarde e foi uma espécie de prenúncio das férias que viriam logo na seqüência. No contra-fluxo em vez da praia subimos a serra paulistana e desapareci por alguns dias em uma pousada charmosa. Teve tb showzinho do Suicide Commando e encontro com os amigues de SP e do Rio. Foi um ano em que viajei bem menos do que o habitual e esse corte foi devido à intensidade do trabalho de pesquisa e a questões pessoais que precisava resolver , mas ao mesmo tempo consegui finalmente deixar a casa com a minha cara – com a ajuda do Társis – depois de tanto tempo sem vontade nenhuma de mexer em nada. Apesar de ter viajado menos, as viagens que fiz foram todas proveitosas incluindo os 15 dias em UK na parte exploratória da pesquisa, onde também tive a oportunidade de conhecer a University of Surrey. A Intercom em Foz do Iguaçu também foi excelente, o GP Cibercultura estava ótimo e a visita às Cataratas depois de tantos anos valeu muito a pena. Tive uma breve passagem pelo Rio onde pude reencontrar os amigues. Teve até Comic Con em SP.

Nunca lidei tanto com burocracias quanto em 2014, mas está valendo a pena coordenar o projeto POA-MCR e reunir uma equipe tão dedicada de pessoas trabalhando em uma pesquisa tão legal. Trabalhar em grupo é um desafio e tem suas próprias limitações e dificuldades, mas o resultado compensa e estou tendo a oportunidade bacaníssima de orientar meu primeiro pós-doutorando. Por falar nisso, meus orientandos nesse ano me deram muito orgulho desde os  TCCs, os mestrandos que defenderam e a primeira defesa de doutorado, todos trabalharam muito bem, cumprindo prazos e se dedicando.

2014 foi também um ano de perdas, de lembranças, de incomodações e de injustiças. Muitas delas inclusive foram levadas à justiça. As mais importantes foram resolvidas. Foi um ano em que tudo demorou pra engatar, papéis demoraram a sair, obras não saíram do papel, e muitas coisas e pessoas se arrastaram parecendo não querer sair da vida, que com muito esforço foram extirpadas. Também foi um ano de confirmar algumas falsidades e a ligar cada vez menos para quem fala o quê. Mas os amigos fiéis se mantiveram e isso é o que importa.

Depois de uns 07 meses de namoro ponte área POA-SP, o ano trouxe a mudança definitiva do meu amor para Porto Alegre e  fechando com chave de ouro a marcação do casamento que promete abrir os trabalhos de 2015 para felicidade da gente e dos que torcem por nós. Coisas totalmente inesperadas acontecem!

Um Feliz 2015 a todo mundo!

2 comentários

  1. Mandy · dezembro 28, 2014

    Quando a gente vê quem a gente tanto gosta bem é uma felicidade que não cabe❤
    2014, para mim, foi melhor que 2013 porém não esteve bom o suficiente para dizer que foi ótimo. Resta pegar a insatisfação atual e transformar em metas para ser uma pessoa mais leve em 2015.
    Felicidades no casório, Dri! Espero conhecer o bofe asap😉 beijos beijos

    PS: quando passo por aqui sinto saudade da época do criotanque. A raiva de um ex me fez eliminá-lo. Tenho pensado em voltar…

    • Adriamaral · dezembro 28, 2014

      Amanda, obrigada ela mensagem linda. Assim que possível a gente se encontra. Pensa com carinho em voltar. Eu posto muito esporadicamente, mas nunca vou abandonar esse espaço. Ninguém, muito menos um ex merece que tu abandone tuas coisas. Bjo

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