Lembram quando produzir música com sintetizadores causava polêmica? Lembram quando Trent Reznor fazia synthpop?

Lembram de quando ícones da MPB fizeram passeata contra a inserção da guitarra na música brasileira nos anos 60? Bom, eu também não pois só sei isso pelos livros de história, mas tem um segundo episódio que esse sim eu posso dizer que vivenciei. Lembram nos anos 80 quando os “roqueiros” e outros músicos protestavam contra inclusão dos sintetizadores, sequenciadores e equipamentos eletrônicos na música? Pois é, em 1985 utilizar sons digitais e/ou misturá-los aos analógicos na produção musical pop ainda causava controvérsias e polêmicas a respeito de uma suposta “humanidade” implícita ao ato criativo que supostamente seria suprimida por instrumentos eletrônicos.

Imaginar que mais de 20 anos depois seria praticamente impensável a produção musical sem passar por alguma espécie de digitalização ou tecnologia de síntese faz com que tenhamos que relembrar essa história recente e observar os discursos da mídia em um período em que isso não era comum. Graças ao @lammel hoje pude fazer um breve exercício de arqueologia dos gêneros musicais e ainda rir muito, pois ele postou no Twitter o vídeo abaixo, uma matéria de um telejornal de 1985, da TV local de Cleveland, terra de Trent Reznor, um dos entrevistados dessa matéria (onde ele aparece bem novinho tocando um synthpop/technopop bem depechemodiano no duo Exotic Birds) sobre projetos musicais que utilizavam instrumentos eletrônicos. Sim, o nerdzão Thomas Dolby também aparece e afirma que instrumentos eletrônicos são instrumentos como qualquer outro. Muito bom para pensar historicamente a construção dos gêneros musicais e o jornalismo de música como mediador discursivo das transformações e inovações tecnológicas.

PS: O cabelo de Trent e o fato de que ele abriu para o Culture Club soam hilários se pensarmos em toda a estética soturna cultivada pelo NIN nos anos 90. Muito engraçado!

Nerdificação do Mundo – Parte II

Continuando o debate sobre uma possível nerdificação do mundo, a Revista da Cultura publicou publicou uma matéria sobre a recente visibilidade dos nerds na cultura massiva, intitulada “A vez do aro grosso”. Vale conferir!

Inscrições prorrogadas para o I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo

A coordenação do I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, previsto para os dias 26 e 27 de agosto, em Florianópolis, na UFSC, atendendo solicitações de pesquisadores interessados em participar do evento, decidiu prorrogar a recepção de trabalhos até o dia 20 de julho. As comunicações selecionadas serão divulgadas até
o dia 30 de julho. Os trabalhos devem ser enviados para machado.e34@gmail.com e tattianat@gmail.com.

O I Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo é uma promoção do PROCAD/CAPES “O Ensino de Jornalismo na Era da Convergência Tecnológica – planos de ensino, grades curriculares e demandas profissionais” que envolve pesquisadores da UFSC, UFBA, USP  e Universidade TUIUTI. Mais informações podem ser obtidas na página do PROCAD em http://www.procadjor.cce.ufsc.br ou pelos emails acima com os professores Elias Machado e Tattiana Teixeira.