Charlotte, às vezes

Ontem, dia 21 de abril, feriado de Tiradentes no Brasil, também comemora-se aniversário de Robert Smith – ele mesmo, tio Bob Smith do The Cure – e o nascimento da escritora Charlotte Brontë, 199 anos atrás. Postei as duas efemérides na timeline e a querida Fran Spohr – e o amigo Dartagnan Ferrer logo depois – começou a cogitar se não haveria alguma relação entre a música Charlotte Sometimes (1981) do Cure e a própria irmã Brontë, uma vez que tio Bob é chegado nas referências e intertextos literários.

Em uma brevíssima pesquisada pela wikipedia localizei que Charlotte Sometimes é baseado sim em um livro homônimo escrito por uma autora inglesa chamada Penelope Farmer e que foi lançado em 1969. É um livro infantil (ou seria infanto juvenil?) em que uma garota, chamada Charlotte conta sua chegada em uma escola estilo internato (boarding school) e começa a viajar no tempo para mais de 40 anos antes, onde é confundida com outra garota chamada Clare. Pelo que entendi as duas começam a se comunicar através de bilhetes e de um diário e o livro é contado pelo ponto de vista de Charlotte, que luta pra manter sua identidade e para conseguir ficar no seu próprio tempo. Fiquei curiosíssima para ler a obra, que nunca foi traduzida para o português. De acordo com Robert Smith, as referências ao livro são mais do que diretas e se refletem em trechos da letra como “All the faces/All the voices blur/Change to one face/Change to one voice” sobretudo quando comparadas à primeira sentença do livro: “By bedtime all the faces, the voices, had blurred for Charlotte to one face, one voice.

O videoclipe deixa as ligações entre o livro e a canção ainda mais óbvias e mostra a banda acompanhando a garota Charlotte ao adentrar a Escola e seu encontro quase onírico com a Clare do passado.  Atentem também para o quão jovem todos eles estão e a belezura dos trajes 80s ❤

Além de me aguçar para ler o livro (que colocarei o mais rápido possível na minha já longa lista de próximas leituras) essas relações intertextuais me levaram a outras questões, bem mais pessoais. A primeira delas diz respeito a viagens no tempo, o tipo de narrativa que sempre me fascina haja vista que alguns dos meus livros e filmes favoritos tratam do tema – no último post que escrevi aqui até citei meu clássico Donnie Darko por exemplo.

A-Mulher-do-Viajante-do-TempoA garota do passado desse livro se chama Clare, assim como a personagem de A mulher do viajante no tempo de Audrey Niffenegger (embora a personagem dela seja Claire com i), um dos livros mais lindos que já tive o prazer de ler – e chorar desesperadamente – e que foi o primeiro presente que ganhei do Tarsis Salvatore, com uma dedicatória belíssima que diz muito sobre como estamos construindo e conduzindo nossa própria narrativa – que sim, tem a ver com tempo e com nossa eterna corrida contra ele. O filme é bom, mas não traduz nem 20% da emoção do livro.

Para fechar, se traduzirmos Claire para o português teremos Clara, nome de minha vó materna e que era para ter sido o meu próprio nome. No entanto, meus irmãos muito influenciados por uma telenovela de sucesso na época, “votaram” e pediram para que meu nome fosse Adriana. Já nasci carimbada com o legado da cultura popular rs, não tem jeito.

Essas foram breves digressões que demonstram que nem sempre tudo é tão melancólico quanto parece e que sim, pequenas coincidências nos movem no espaço e no tempo entre 1969, 1981, 1975 e 2013 são muitas as vidas possíveis.

Chamada sobre Materialidades da Música na Era Digital. CFP Musical Materialities in the Digital Age

Até sexta-feira, 14 de março ainda é possível enviar abstracts (ver as normas abaixo) para o evento Musical Materialities in the Digital Age que acontecerá dias 27 e 28 de junho na University of Sussex, Inglaterra. Corre lá!

Call for Papers
Musical Materialities in the Digital Age
27-28 June 2014, University of Sussex

Keynote Speakers
Will Straw (Professor, Department of Art History and Communications Studies, McGill University; Director, McGill Institute for the Study of Canada)
Noel Lobley (Ethnomusicologist and Research Associate, Pitt Rivers Museum, University of Oxford)

Conference outline
Music, while summoning notions of intangibility, transience and loss, is also associated with material objects that serve to ground the musical, make the transient permanent and defer loss. Unearthing music’s association with materiality reveals a fascinating array of artefacts, including instruments, scores, transcribing devices, sound recordings and much more. Such artefacts provide vital reference points for historical research as well as inviting new creative uses, rediscoveries and (re)mediations. They also add to the ever-growing archives of past objects, whether stored in ‘physical’ or digital forms. Music’s material traces serve as vital ways of mediating memory, whether in private collections or public exhibitions. Furthermore, the use of musical ‘ephemera’ such as record sleeves, programmes, flyers and posters as a primary means for putting the popular musical past on display in museums and galleries has highlighted the ways in which such objects are not so ephemeral after all.

The persistence of musical artefacts and musical materialities following the period of their initial use value poses interesting questions. What is the fate of musical artefacts once they become obsolescent? What becomes of music and its objects once relegated to archives? What is the role of musical artefacts in helping us to understand the past? What is the relationship between the physical and the digital in terms of music’s objects? To what extent does a focus on music’s objects challenge the idea of music as a social process? Conversely, what role does musical materiality play in the maintenance and development of rituals long associated with music? What rituals reformulate musical materiality? What does the remediation of the musical past via ‘media archaeology’ have to tell us about present desires, anxieties and needs? What is the role of museums, galleries, sound archives and libraries in these processes?

Working from the premise that musical materiality matters, the aim of this two-day interdisciplinary conference (welcoming papers from media studies, music studies, cultural studies, museum studies, memory studies and other cognate disciplines) will be to reflect upon the materialities of music objects/technologies in the digital age, with an emphasis on:

– Processes of remediation
– Residual media of ‘dead media’
– Cultural waste
– Media archaeology (and particular manifestations relating to sound and music, e.g. ‘vinyl archaeology’)
– The recycling of memory and material culture
– The digital archive
– The future of music creation and consumption
– Nostalgia and ‘retromania’
– Music as ‘thing’ and/or ‘process’
– Commodification

The contexts of reception, production and circulation of digital objects as well as existence of residual media and formats (playback devices, vinyl records, etc.) could be examined. We would welcome papers focusing on theoretical approaches (considering for instance the meanings and implications of digitisation), but also papers on particular case-studies (for instance on specific formats and devices i.e. MP3s, iPods, etc. or specific creative and consumptive practices). A broader contextualisation of the historical and technological scapes within which the issues of materiality and remediation emerge would also be very useful.

The conference organisers welcome individual papers, proposals for panels and round table discussions, and proposals for practical demonstrations/performances related to the themes of the conference. For individual papers, demonstrations and performances, abstracts of no more than 300 words should be submitted. Panels and round table proposals should include a session overview, participant biographies and description of individual contributions. Abstracts and proposals (as well as event queries) should be sent to Dr Richard Elliott  (R.Elliott@sussex.ac.uk) by 14 March 2014.

Conference organisers
Richard Elliott, University of Sussex
Elodie Roy, Newcastle University

Dr Richard Elliott
Lecturer in Popular Music
School of Media, Film and Music
University of Sussex
Falmer
BN1 9RG

T: 01273 877271
E: R.Elliott@sussex.ac.uk

http://www.sussex.ac.uk/music/people/list/person/307949
http://sussex.academia.edu/RichardElliott

Comentários sobre o MUSICOM 2012 e o You Pix POA

Minhas últimas semanas foram possuídas pelo ritmo ragatanga de trabalho. O início do semestre somado a muitos deadlines e a vários eventos sociais de ordem pessoal e profissional têm me mantido mais do que ocupada. Essa é a primeira semana em que dou uma parada para respirar.

Participei de dois eventos, diferentes mas igualmente bacanas na semana passada e vou fazer breves comentários sobre ambos:

MUSICOM 2012 – Entre os dias15 a 17 aconteceu o IV MUSICOM em São Paulo, na ECA-USP. Participei em dois momentos. Primeiro no dia 16 na mediação do GT Mídia, Música e Convergência Tecnológica. Também nesse dia, destaco a ótima mesa com Simone de Sá (UFF), Jeder Janotti Jr (UFPE) e os orientandos Melina Silva e Victor Pires:  “Das cenas urbanas aos territórios virtuais” que resgatou ótimos debates sobre cenas, subculturas,comunidades, territorialidades e outros termos, e tb com análises sobre o heavy metal e a nova música instrumental. Nesse dia, destaque também para a conferência de Micael Herschmann sobre a cena do jazz no RJ.

No dia 17, participei da mesa Afterpop: novas formas e experiências-limite na música pop contemporânea, coordenada pelo colega Fabricio Silveira (UNISINOS) e com a participação de José Claudio Castanheira (UFSC) e a minha. Abaixo o resumo da mesa:

A expressão “afterpop”, cunhada pelo crítico literário espanhol Eloy Fernández Porta, em publicação recente (Fernández Porta, 2007), possui, pelo menos, dois sentidos bastante demarcados. Primeiro, refere à complexificação e ao reordenamento das estéticas pop, que não se deixariam mais entender – hoje, talvez mais do que nunca – em função de noções como “popular” e “massivo”, dentre outras estabilidades conceituais há muito vigentes – praticadas, pelo menos, desde as clássicas discussões de Umberto Eco em Apocalípticos e Integrados (1968). O cenário cultural contemporâneo (afterpop) estaria povoado por formas e manifestações culturais muito mais complexas, sutis e difusas. Junto disso, a expressão designa também a necessidade de que, neste contexto, o crítico cultural (seja ele o crítico acadêmico, o crítico profissional ou o consumidor crítico) repense o próprio papel, repense as relações fruitivas e avaliativas que estabelece com produtos assim definidos. A mesa irá repercutir tais questões, destacando casos e experiências singulares que sejam então representativos das novas formas expressivas e das experiências-limite hoje em gestação no âmbito restrito da música pop contemporânea.

Fabricio apresentou o trabalho Radiohead: efeitos estéticos no sistema midiático;  José Cláudio apresentou Filmes e canções. A estética do videoclipe em filmes narrativos e eu apresentei “Desfrute do abuso” Imaginário e gêneros na cena industrial, cujo resumo reproduzo abaixo:

Na mais recente edição do festival canadense Kinetik 2012, um dos maiores eventos dedicados ao gênero industrial, o músico Jairus Khan (da banda Ad.ver.sary) utilizou o palco para apresentar um manifesto em forma de vídeo criticando as duas bandas que tocariam após a sua apresentação e que ele considera como deturpando a cena “industrial” devido a uma estética fascista e machista, sobretudo em termos visuais. Em contraponto, Combichrist e Nachtmahr, as bandas criticadas – e dentre as mais populares da cena atualmente – se defenderam a partir de três premissas: a liberdade de expressão, a quebra de regras e o uso de um “personagem-narrador”. A partir desse caso ilustrativo e o seu entorno comunicacional (os videoclipes criticados, o vídeo-resposta, as entrevistas dos artistas e os comentários dos participantes/fãs), pretende-se problematizar o imaginário da cena industrial no contexto dos anos 10, a fim de discutir suas representações de gênero freqüentemente utilizadas como crítica a essa cena.

Especificamente a respeito desse paper, ele parte de algumas observações empíricas para problematizar as noções de gênero e as disputas simbólicas geracionais e sonoras da cena industrial no contexto global. Ele se encontra no prelo e assim que for publicado, eu informo.

Os debates foram bastante profícuos e foi possível se atualizar no que está sendo pesquisado sobre música e comunicação. O evento estava bem organizado, pena que não pude ver as conferências de encerramento devido ao horário do meu vôo. O único problema na minha opinião foi a falta de rede para comentarmos e ampliarmos as dicussões. Nem mesmo meu 3G funcionava.

youPIX Festival em Porto Alegre:

Cid, eu. Bia Granja e Rosana debatendo sobre memes e cultura

a internet se encontrando fora da internet

No dia 18, sábado pela manhã, fiz minha participação no youPIX Festival POA onde participei do painel Meme: O negócio ficou sério juntamente com a jornalista Rosana Hermann e com o blogueiro de humor Cid, do blog Não Salvo e Bia Granja, curadora do youPix e responsável pela mediação. Minha fala foi bastante centrada nos memes enquanto micronarrativas da cultura pop e sobre a importância do trash na estética dos mesmos, entre outras discussões. Foi bem bacana dialogar com um outro tipo de público, que não o acadêmico.

Comentários sobre o evento em geral: https://twitter.com/#!/youpix/favorites

O debate foi filmado e o ppt em breve será disponibilizado pela Bia. Agradeço também aos amigos e alunos que foram me prestigiar.

Da esq p/ direita: Renata, Ari, eu, Nayane, Er, Aninha, Die e Bru

CfP 17o. Congreso Bienal de IASPM – International Association for the Study of Popular Music

O colega Felipe Trotta (UFPE)  enviou a chamada do próximo congresso da IASPM – International Association for the Study of Popular Music – que acontecerá na Espanha em junho de 2013. Corrão que o deadline vai até dia 01 de Abril de 2012 (e não é pegadinha). Simon Frith como conferencista é uma baita pedida.
Mais infos em:
Call for papers
Bridge Over Troubled Waters – Puente sobre aguas turbulentas: desafiando ortodoxias
17º Congreso Bienal de IASPM

24-28 de junio de 2013
Universidad de Oviedo
Lugar: Gijón, España

Los estudios de música popular urbana en toda su interdisciplinaridad se han caracterizado por el encuentro, el diálogo y el intercambio. Nuestro título “Puente sobre aguas turbulentas” toma la triple metáfora del puente, que sugiere encuentros y comunicación; la turbulencia, que indica tensión y luchas de poder; y el agua, que alude a flujos y viajes, como suelo fértil para el 17º Congreso bienal de IASPM. Proponemos cinco ejes temáticos (TRACKS) que abordan música popular e historia, marginalidad, copyright, colectividades y espacio, estando todos los ejes atravesados por el tópico de la tecnología.

Invitamos a presentar propuestas de participación de no más de 200 PALABRAS, incluyendo CINCO PALABRAS CLAVE. Se ofrece la opción de presentar ponencias individuales, paneles, videos o pósters. Para presentar su propuesta, por favor REGÍSTRESE como autor (“author”) en la página web del congreso y siga las instrucciones:

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/iaspm2013/IASPM17th/user/account

Se aceptarán propuestas en inglés, idioma oficial de IASPM, y en español.

Conferenciantes confirmados:

Prof. Bruce Johnson, Macquarie University/University of Turku
Prof. Francisco Cruces Villalobos, Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED)
Prof. Simon Frith, University of Edinburgh

Comité científico:

Celsa Alonso (Universidad de Oviedo)
Shelley Brunt (RMIT University)
Héctor Fouce (Universidad Complutense de Madrid/Universitat Oberta de Catalunya/IASPM Exec)
Laura Francisca Jordán González (Université Laval/IASPM Exec)
Rubén López Cano (Escola Superior de Música de Catalunya)
Alejandro L. Madrid (University of Illinois at Chicago)
Ed Montano (RMIT University/IASPM Exec)
Carlo Nardi (University of Northampton/IASPM Exec)
Robert Strachan (University of Liverpool)
Martha Tupinambá de Ulhôa (UNIRIO/IASPM Exec, Chair)
Nabeel Zuberi (University of Auckland)

Comité organizador local:

Eduardo Viñuela, Universidad de Oviedo, Coordinador.

Ejes temátios del congreso:

1. “Yesterdays” [Ayeres] – Música popular urbana hasta 1950*
Coordinadora: Martha Ulhôa, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO

La investigación histórica de la música popular está siendo ampliada y resulta más factible con el aumento del acceso en línea a antiguas y nuevas tecnologías. Desde los discos de 78 rpm hasta las partituras tempranas de música “de entretenimiento” o “ligera”, pasando por una gran variedad de periódicos y notas de viaje decimonónicas, las fuentes primarias se vuelven cada vez más accesibles. Sin embargo, la investigación de la música “popular” del pasado presenta desafíos tanto metodológicos como terminológicos al investigador, que tiene que hacer frente a diversos niveles de recepción y, en ocasiones, cuestionar y desmontar ciertos tópicos que han sido asentados con el paso de los años en torno a las prácticas musicales. Este eje temático pretende tratar cuestiones como ¿cuáles son los métodos usados en el siglo XXI para abordar la música popular a través del marco de los documentos del pasado y sus ‘antiguas’
tecnologías? Invitamos a presentar comunicaciones desde cualquier perspectiva teórica de las humanidades y las ciencias sociales. Éstas serán agrupadas según tipos de producción o difusión musical (instrumentos mecánicos, chapbooks, material de archivo, fonogramas, compañías discográficas, casetes, filmes, teatro musical, etc.).

* La Junta Directiva de IASPM agradece a Bruce Johnson la idea de este eje temático que, debido al posterior fallecimiento de Charles Hamm, se convirtió en un homenaje al primer presidente de IASPM y a una figura ejemplar para la historia de la música popular.

2. “Under the bridge” [Debajo del puente] – Música popular en los márgenes
Coordinador: Carlo Nardi, University of Northampton

La lucha del recién llegado por conseguir visibilidad, el aura de autenticidad del desamparado, la aparente paradoja de lo que Umberto Fiori llamó la “música popular impopular”… Aunque de diferentes maneras y en diferentes grados, todos son ejemplos que sugieren una tensión presente entre lo “popular” y la música así denominada. De la misma manera que se desarrollan nuevas formas de cultura popular con la industrialización, la migración y la urbanización, la música ha estado presente en las nuevas formas de exclusión.  Este eje temático acepta propuestas que traten la marginalización o estigmatización de formas musicales, músicos y estudios musicales, así como temas que relacionen la música con la anomalía, el crimen, la violencia, las políticas estatales y los programas sociales de las instituciones.

3. “Rivers of Babylon” [Ríos de Babilonia] – Copyright, tecnología y creatividad
Convenor: Héctor Fouce, Universidad Complutense de Madrid/Universitat Oberta de Catalunya

Las fuentes básicas de la creatividad musical han sido tradicionalmente la repetición y la variación, es decir,  la reelaboración de materiales sonoros compartidos por la comunidad en el espacio público para crear nuevas formas sonoras. Posiblemente muchas de las prácticas actuales encajan en esta idea, pero la creciente presión  de la regulación sobre propiedad intelectual crea un marco muy diferente. Las tecnologías digitales han permitido una multitud de fenómenos que se basan en cortar y pegar  (remixing, sampling, mashups), prácticas que sin duda enriquecen nuestro paisaje sonoro, pero también desafían las ortodoxias del copyright, a menudo conscientemente. En la Babilonia global las músicas circulan sin descanso y en consecuencia los autores pierden capacidad de control sobre sus obras. Las ponencias de esta sección podrían tratar cuestiones en torno a ¿cómo los usuarios se han apropiado de técnicas creativas de producción de
música digital?, ¿qué problemáticas tecnológicas, legales y culturales se relacionan con este escenario musical?, ¿cómo está reaccionando la industria ante el copyright?, ¿cómo ganan dinero productores y músicos cuando se descarga y se piratea?, ¿cómo están respondiendo los encargados de generar políticas y normativas a estas transformaciones estructurales y funcionales? ¿Dónde dejan las prácticas desarrolladas fuera de los canales convencionales a los defensores de las compañías discográficas y a los críticos musicales?

4. “Build a Bridge” [Construir un puente] – Músicas populares, colectividades y movimientos sociales
Coordinadora: Laura Jordán, Université Laval

Este eje temático invita a proponer ponencias sobre las variadas dimensiones de la relación entre músicas populares, colectividades y movimientos sociales. Más allá de límites geográficos, pueden incluirse comunidades virtuales, como Facebook, Twitter y Youtube. Aunque las construcciones ciudadanas y nacionales, así como la práctica musical en movimientos políticos son las asociaciones más comunes, los usos y significados de las músicas populares en colectividad podrían tener diferentes implicaciones, basadas en la etnia, la edad o el género, por ejemplo. Por lo demás, los conflictos en torno a prácticas colectivas, tales como la censura y las luchas indentitarias, normalmente integran una dimensión musical. La propuesta de paneles que discutan un tópico particular desde diversas perspectivas son especialmente bienvenidos.

5. “Sail Away” [Navega] – Ciudades, mar, viaje, lugar y espacio
Coordinador: Ed Montano, RMIT University

Este eje temático invita a proponer ponencias que interroguen las articulaciones locales, los flujos transnacionales y las manifestaciones globales de la música popular. Las ponencias que exploren escenas y sonidos desde fuera del eje angloamericano son particularmente bienvenidas. ¿Qué desafíos y críticas podemos proponer acerca de los supuestos y percepciones en torno a los vínculos entre música y lugar?, ¿podemos hablar aún en términos de imperialismo cultural, globalización, escenas y subculturas?, ¿es cierto que la expansión de los medios y redes sociales, así como el choque cultural ultra veloz facilitado por la web, han desprendido a la música de la tiranía de la distancia? ¿Cómo continúan la geografía y el paisaje inspirando e influyendo a autores y compositores de canciones?

Calendario de plazos:

Fin presentación de propuestas: 1º de abril de 2012
Notificaciones de aceptación: 1º de julio 2012 (1 año antes del congreso)
Borrador del programa: 1º de febrero de 2013
Presentación versiones finales de resúmenes: 1º de mayo de 2013
Fechas del congreso: 24-28 de junio de 2013
Envío de textos para publicación en actas: 30 de julio de 2013 (1 mes después del congreso)
Apertura del periodo de inscripción: julio de 2012
Fecha límite para inscripciones tempranas: 20 de febrero de 2013

Instrucciones para la presentación de propuestas:

Los RESÚMENES (“abstracts”) deben tener como máximo 200 PALABRAS y deben incluir las CINCO PALABRAS CLAVE que mejor describan el tema de la propuesta.

Las propuestas deben ser enviadas a través de la página web del congreso:

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/iaspm2013/

1. Para presentar su propuesta, por favor, REGÍSTRESE como “autor” (“author”) en la página web del congreso:

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/iaspm2013/IASPM17th/user/account

Durante el proceso de inscripción se le solicitará su NOMBRE, DIRECCIÓN DE CORREO ELECTRÓNICO, AFILIACIÓN INSTITUCIONAL y PAÍS DE PROCEDENCIA. Por favor incluya una breve sinopsis biográfica o CV en la sección “Bio”. Una confirmación de la inscripción, incluyendo nombre de usuario y contraseña, le será enviada a su dirección de correo electrónico.

Tenga en cuenta que usaremos su correo electrónico de inscripción para cualquier correspondencia posterior. Aunque es posible cambiar su dirección de correo posteriormente, se recomienda mantener una única dirección de correo electrónico.

2. Vaya a “Inicio Usuario” (“User Home”):

http://www.iaspm.net/proceedings/index.php/index/IASPM17th/user

3. Haga click en “nueva presentación de propuesta” (“new submissions”) y siga las instrucciones.

Se le solicitará elegir un EJE TEMÁTICO (“track”) y un TIPO DE SESIÓN (ponencia individual, panel, película/video o póster). Luego introduzca el TÍTULO (“title”) de su presentación. El texto del RESUMEN (“abstract”), incluyendo las cinco palabras clave, podrá ser redactado directamente en el sistema de inscripción.

FECHA LÍMITE para enviar propuestas: 1 de abril de 2012

Para asistencia técnica, no dude en contactar con nosotros

info.iaspm2013@gmail.com

¡Esperamos recibir su propuesta!

Comité Ejecutivo de IASPM

Rubén López Cano
http://www.lopezcano.net

CFP ISMIR 2012 – International Society for Music Information Retrieval Conference

Iniciando 2012 com uma chamada bem interessante enviada pela Suely Fragoso.

Já ouvi falar muito sobre essa conferência – International Society For Music Information Retrieval Conference – a partir de diversos pesquisadores internacionais, entretanto nunca participei. Nesse ano o evento vai ser na cidade de Porto, em Portugal, de 08 a 12 de Outubro. E ao deadline de envio dos paper é bem razoável: 12 de Abril.

The annual Conference of the International Society for Music Information Retrieval (ISMIR) is the world’s leading research forum on processing, searching, organizing and accessing music-related data. The revolution in music distribution and storage brought about by digital technology has fueled tremendous research activities and interests in academia as well as in industry. The ISMIR Conference reflects this rapid development by providing a meeting place for the discussion of MIR-related research, developments, methods, tools and experimental results. Its main goal is to foster multidisciplinary exchange by bringing together researchers and developers, educators and librarians, as well as students and professional users.

Atenção para as áreas da chamada:

 Call for papers

ISMIR 2012 welcomes paper submissions for oral or poster presentation in the (non-exclusive) areas of:

  • content-based querying and retrieval
  • database systems, indexing and query
  • fingerprinting and digital rights management
  • music transcription and annotation
  • music signal processing
  • sound source separation in music signals
  • score following, audio alignment and music synchronization
  • optical music recognition
  • melody and motives
  • rhythm, beat, tempo and form
  • harmony, chords and tonality
  • timbre, instrumentation and voice
  • performance analysis
  • modification and transformation of music data
  • computational musicology
  • music perception and cognition
  • emotion and aesthetics
  • applications of MIR to the performing arts and multimedia
  • automatic classification
  • genre, style and mood analysis
  • similarity metrics
  • music summarization
  • user interfaces and user models
  • music recommendation and playlist generation
  • text and web mining
  • knowledge representation, social tags and metadata
  • libraries, archives and digital collections
  • evaluation and annotation issues
  • methodological and philosophical issues
  • social, legal, ethical and business issues
  • applications to traditional/folk/ethnic music

Atenção aos deadlines das diferentes modalidades de trabalhos:

Tutorials deadline:
12th March 2012
Notification of acceptance for Tutorials:
13th April 2012
Papers/Posters and Music deadline:
13th April 2012
Notification of acceptance for Papers/Posters and Music:
18th June 2012
Early registration starts:
18th June 2012
Informações a respeito das submissões em ismir2012.ismir.net/authors/submission
Twitter: @ismir2012
Facebook: www.facebook.com/pages/Ismir2012/232998570098530

Três Chamadas para quem pesquisa Música & Comunicação

A pesquisa em música e comunicação (ou áreas afins) está crescendo amplamente. Prova disso é a amplitude das temáticas e o interesse cada vez maior em eventos ou publicações sobre o assunto. Abaixo, três chamadas que devem interessar aos pesquisadores interessados na temática.

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III MUSICOM – Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Música Popular
De acordo com o email enviado por rogério Costa, será a primeira vez que o Musicom será realizado fora de São Luís – MA. O evento acontecerá na Faculdade Boa Viagem, em Recife, Pernambuco nos dias 30 de agosto e 01 de setembro de 2011Os interessados em apresentar trabalhos num dos GTs do III MUSICOM devem submetê-los rigorosamente dentro das normas, conforme orientações abaixo:

Os trabalhos devem ser enviados de modo completo, somente no período de submissões: 15 de maio a 15 de junho. Todos os trabalhos devem ser redigidos no modelo-padrão disponível no site do evento. Trabalhos que não respeitem esta norma serão automaticamente recusados.

Normas para os textos: Os textos para os GTs do evento devem ser escritos em português ou espanhol, em documento do Word, ter entre 10 e 15 páginas, incluindo as referências, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço entre linhas 1,5 cm e com conteúdo adequado ao GT a que se destina. Nas citações longas usar fonte tamanho 10, espaço simples, com recuo de 4 cm da margem. As referências devem ser feitas no formato AUTOR, data, página, junto à citação. O texto deve apresentar um resumo de até 15 linhas, fonte 12, espaço simples, seguido de três a cinco palavras-chave. No caso de textos em espanhol, o resumo e as palavras-chave devem ter uma versão traduzida para o português.

Grupos de trabalhos para o III Musicom:
Mantendo a dinâmica do evento anterior, a coordenação definiu estabelecer os seguintes grupos de trabalho:
GT 1: Memória e história midiática da música
GT 2: Mídia, música e dinâmicas identitárias
GT 3: Mídia, música e possibilidades mercadológicas
GT 4: Música e convergência tecnológica
GT 5: Metodologias de análise em mídia e música

Obs: O template para redação padronizada dos papers estará disponível na página do evento, a ser publicada em 12 de maio. No entanto, recomenda-se iniciativa preliminar para a boa elaboração do trabalho.

Mais informações: www.redemusicom.blogspot.com

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MiRUM 11 – 1st International Workshop on Music Information Retrieval with User-Centered and  Multimodal Strategies


A querida Suely Fragoso informa sobre esse evento super interessante com intesecções com a computação musical e o design.

The First International ACM Workshop on Music Information Retrieval with User-Centered and Multimodal Strategies (MIRUM) will be held as a full-day event during ACM Multimedia, which will take place from November 28 – December 1, 2011 in Scottsdale, AZ, USA. The workshop aims to gather experts from the Music Information Retrieval community and neighboring fields at a premier multimedia venue, to initiate a cross-disciplinary dialogue on open challenges in the field of Music Information Retrieval with user-centered and/or multimodal strategies.

In Latin, ‘mirum’ (roughly pronounced as mee-room) means ‘wondrous’. In many musical settings of the Requiem Mass, the Dies Irae hymn describing the end of times plays an important role. At one point in this hymn, there is talk about a ‘tuba, mirum spargens sonum’: a trumpet scattering a wondrous sound across the lands to gather all souls before the Last Judgment Throne.

The MIRUM workshop, held in conjunction with ACM Multimedia 2011, November 28 –  December 1 2011 in Scottsdale, AZ, provides a platform at a premier multimedia  venue for discussing open challenges and presenting state-of-the art work on music information retrieval applying user-centered and/or multimodal strategies.  The workshop explicitly aims to initiate a cross-disciplinary idea exchange  between experts in music and multimedia information retrieval (and related  fields) on the topics including, but not limited to:

– Music multimedia content analysis

– Visual and sensory information for music processing

– Multimodal music search, retrieval and recommendation

– Social networks and indexing for music applications

– Music similarity measures at different specificity levels

– Fusion of multimodal music information sources

– Music knowledge representation and reasoning

– Interactive music systems and retrieval

– (Adaptive) user interaction and interfaces

– User (context) models and personalization

– Real-world issues (unstructured and noisy data, scalability, formats, …)

– Evaluation methods and data understanding

– Cross-domain methodology transfer

MIRUM welcomes technical papers and a limited number of position papers (both  max. 6 pages) with novel, thought-provoking work and ideas relating to the  workshop topics. To stimulate the cross-disciplinary dialogue, authors from  neighboring fields working on similar challenges, who can demonstrate relevance and transferability of their work to the music domain are encouraged to contribute to the workshop too. All submissions must be formatted according to  the ACM Proceedings style and contain original work that is not being published  or under review elsewhere following the guidelines at http://www.acmmm11.org/content-workshop-papers-formatting-guidelines.html. Each  submission will undergo a double-blind reviewing process by at least 3 PC  members. All accepted papers will be published together with the ACM MM 2011  main conference proceedings and made available through the ACM digital library.

Important dates:

Paper submission:June 19, 2011

Notification of acceptance: July 30, 2011

Camera-ready paper submission: September 5, 2011

ACM Multimedia 2011: November 28 – December 1 2011

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Por fim, uma chamada enviada pela querida Ana Lucia Araujo, direto de Washington DC.

Call for Papers: Music and the Other

Dr Anton Shekhovtsov will guest edit a special double issue of the journal Patterns of Prejudice on the role of music in the demonization of the Other, to be published at the beginning of 2013.

Since the end of the nineteenthth century, music has played an increasingly prominent role in constructing national identities and promoting various types of nationalist projects. Some of these projects turned to (largely re-invented) musical folk traditions as evidence of the rootedness and longevity of their nations. Later, music was often employed to show the grandeur of nation-states and empires. With the rise of illiberal nationalisms, many composers and performers contributed to the formation
of ‘closed’, exclusivist concepts of national identity.
However, no matter how deeply involved particular composers or musicians might be in promoting illiberal social, cultural or political projects, music cannot, as such, be regarded as nationalist, racist or xenophobic. The racist or nationalist associations of a piece of music might arise from the lyrics that accompany it, but often are constructed from without, from the larger social, historical, political or cultural context. For example, the reasons why ‘Giovinezza’ is banned in Italy or Richard Wagner’s Der Ring des Nibelungen is rarely heard in Israel do not have much to do with the music itself, but rather with the memories these works evoke, the historical or cultural baggage they bring with them. The majority of punk fans don’t listen to the songs of Skrewdriver or Macht und Ehre, not because they are ‘bad’ punk rock but because the band members are racist.This special issue will feature original research articles focusing on historical and contemporary instances of intersection of music and nationalism. We are particularly interested in contributions that address the following issues:

* musical works as lieux de memoires

* appropriation of folk music in nationalist narratives
*  music and racial or ethnic conflict
*  the role of music in the demonization or stigmatization or ethnic, racial or national communities
* xenophobic tendencies in contemporary musical genres such as Punk, Industrial, Hip-Hop, Neo-Folk, Dark Ambient, Black Metal and others
* the use of music by historical and contemporary far right movements, organizations and parties
Proposals for articles (500 words) addressing these and related issues should be submitted by e-mail before 15 June 2011. All final contributions must be the original work of the author/s; they will be subject to peer review and the editors’ decisions will be final. Please send proposals to Anton Shekhovtsov (anton.shekhovtsov@gmail.com) and/or Barbara Rosenbaum (b.rosenbaum@dsl.pipex.com).